segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Mulheres e Clima: outra Página num Livro Repleto de Desigualdades

 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mulheres e Clima: outra Página num Livro Repleto de Desigualdades

 
Questões de gênero e mudanças climáticas. À primeira vista, não parece ser o par de temas que suscita muitas ligações. Mas felizmente essa questão, que vem sendo discutida por diversos movimentos sociais há anos, está começando a ganhar algum eco nas cúpulas climáticas. A COP18, em Doha, felizmente, abriu espaço para essa discussão. O que é preciso ficar claro é que, como nas questões de classe, de nacionalidade e de etnia, o peso dos impactos das mudanças climáticas é desigual sobre os gêneros. O machismo predomina culturalmente em praticamente todo o planeta e, economicamente a relação entre os gêneros está longe de ser justa.
 
No Nordeste do Brasil, essa relação entre gênero e clima, por exemplo, não é nova. A variabilidade climática, com secas recorrentes, sobre a região se entrelaça à vulnerabilidade sócio-econômica dos pequenos agricultores de sequeiro do semi-árido. Historicamente, quantas mulheres passaram a assumir, sozinhas, a condição de chefes de família no sertão, em função da migração forçada de seus companheiros. Por vezes, estes são leais e continuam contribuindo com o sustento de suas famílias e chegam, a depender da situação, a retornar a seus lares. Mas nem sempre as coisas funcionam assim e o abandono não é raro. 
 
Mundialmente, existe um risco de exacerbação das secas em determinadas regiões do planeta marcadas pela pobreza, como as regiões secas e semi-áridas da África sub-saariana, grandes extensões do México, o semi-árido brasileiro (que representa grande parte de quase todos os estados nordestinos e o norte mineiro). Apesar de em alguns casos não haver uma tendência clara nas projeções de precipitação regionais (modelos climáticos em alguns casos divergem no cenário futuro das chuvas), os prognósticos para a temperatura são muito claros: ela deve subir em todo lugar. Nessas regiões, isso tende a exacerbar as já elevadas taxas de evaporação e evapotranspiração, com impactos sobre agricultura e recursos hídricos. Lamentavelmente, sabe-se que o peso dessas mudanças tende a recair bem mais sobre os ombros das mulheres e por isso, os movimentos de mulheres não podem deixar de estabelecer essa ligação e se unirem à necessária mobilização internacional por igualdade climática e justiça ambiental.
 

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NÃO SE CALE DIANTE DA DISCRIMINAÇÃO

Art. 150 da Lei Orgânica do Município de Porto Alegre:

"Sofrerão penalidades de multa até a cassação do Alvará de instalação e funcionamento, os estabelecimentos de pessoas físicas e jurídicas que, no território do município, praticarem ato discriminatório racial, de gênero, por orientação sexual, étnica ou religiosa em razão de nascimento, idade, estado civil, de trabalho rural ou urbano, de filosofia ou convicção política, de deficiência física, imunológica, sensorial ou mental, de cumprimento de pena, cor ou em razão de qualquer particularidade ou condição". (Lei Orgânica do Município)

Lei nº 11.872/2002, do Estado do Rio Grande do Sul:


"Art. 1º - O Estado do Rio Grande do Sul, por sua administração direta e indireta, reconhece o respeito à igual dignidade da pessoa humana de todos os seus cidadãos, devendo, para tanto, promover sua integração e reprimir os atos atentatórios a esta dignidade, especialmente toda forma de discriminação fundada na orientação, práticas, manifestação, identidade, preferências sexuais, exercidas dentro dos limites da liberdade de cada um e sem prejuízos a terceiros.

§ 1º - Estão abrangidos nos efeitos protetivos desta Lei todas as pessoas, naturais e jurídicas, que sofrerem qualquer medida discriminatória em virtude de sua ligação, pública ou privada, com integrantes de grupos discriminados, suas organizações ou órgãos encarregados do desenvolvimento das políticas promotoras dos direitos humanos.

§ 2º - Equiparam-se aos órgãos e organizações acima referidos a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, e sem personalidade jurídica, que colabore, de qualquer forma, na promoção dos direitos humanos".

Disque Denúncia

Disque 100

ESTAMOS DE OLHO!

Pesquisa do Senado sobre a PLC 122/06 que criminaliza a HOMOFOBIA:

Os resultados da pesquisa de opinião realizada pelo Senado Federal a respeito da PL 122/06, que criminaliza a homofobia e outros crimes de discriminação, ainda não foram divulgados.

Isso nos preocupa um pouco, na medida em que os resultados acompanhados em tempo real pelo site, durante o mês de novembro, em vários momentos retrocederam em números reais.
Órgãos da imprensa noticiavam tentativa de invasão e possíveis alterações dos resultados (favorecendo o NÃO ao projeto).
Mandamos - novamente - mensagem ao "Alô Senado" esta semana para saber o que realmente ocorreu e ficaremos acompanhando suas respostas já que este projeto, além de interesse público geral, é de interesse específico das mulheres lésbicas de todo o país.

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Acorda Congresso!

GRANDE MARCHA FEMINISTA

A Ação 2010 da Marcha Mundial das Mulheres, que aconteceu de 08 a 18 de MARÇO de 2010, entre CAMPINAS e SP, reuniu mais de 2000 marchantes de todos os estados brasileiros onde a MMM se organiza.
Nós Mulheres Lésbicas, também estivemos nesta CAMINHADA, marcando nossa posição contra a lesbofobia, inclusive dentro do movimento feminista. Não foram poucos os momentos em que pautamos a dicussão do preconceito contra as mulheres lésbicas e bissexuais, aprofundando de forma consistente este debate no campo no feminismo.
Para saber mais acesse o blog da MMM:


http://mmm-rs.blogspot.com/
ou Leia o Documento de Divulgação da Ação 2010 no link:


http://www.sof.org.br/publica/jornal_acao_2010.pdf

MANIFESTO LÉSBICO FEMINISTA ANTI-CAPITALISTA

29 de Agosto de 2008
Cique AQUI para acessar