quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

PROCESSO DE FORMAÇÃO FEMINISTA - 2019



O curso "Política Feminista e Transformação Social" é uma ação no âmbito do projeto "Sociedade Civil Construindo a Resistência Democrática", desenvolvido em consórcio pelo CFEMEA, ABONG, CAMP e financiado pela União Européia. O curso será realizado pela Universidade Livre Feminista e o CFEMEA, com o apoio do SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia e da Cunhã - Coletivo Feminista. A Liga Brasileira de Lésbicas - LBL é a parceria em Porto Alegre para a execução do curso, onde de forma autônoma irá desenvolver esta formação política feminista.
*Objetivos*:
Fortalecer as lutas feministas contra a ofensiva neoliberal e fundamentalista de retirada de direitos e contra o avanço do fascismo e do neoconservadorismo que aprofundam a violência patriarcal, racista e heteronormativa.
Oferecer subsídios teóricos e políticos para potencializar a auto-organização das mulheres nas lutas por igualdade e justiça social de gênero, de raça e de classe, numa perspectiva antissistêmica.
Compartilhar instrumentos para a segurança, proteção (contra a ofensiva fascista) e cuidado entre ativistas feministas e defensoras de direitos.
*Metodologia*:
O curso “Política Feminista e Transformação Social” consiste na proposta de um processo de formação política de educadoras feministas, para que estas possam, por sua vez, efetivar um processo local e contínuo de formação e autoformação da militância e ativistas de coletivos e movimentos feministas em vários estados do Brasil.
Ele terá a duração média de 2 meses, em um formato semipresencial: uma parte será desenvolvida pela internet, na Plataforma de Formação Feminista (Moodle) da Universidade Livre Feminista, que conta com mecanismos de acessibilidade para mulheres com deficiência; e a outra vez, de encontros presenciais realizados pela Liga Brasileira de Lésbicas e por outro movimentos e coletivos pelo país.
O curso está estruturado em Trilhas temáticas, que aglutinam um conjunto de questões. Para subsidiar cada Trilha, são disponibilizados materiais diversos: um texto-base de apoio, vídeos, músicas, poesias, artigos,etc. Também são abertos fóruns de discussão, em que a reflexão coletiva e o debate são estimulados por educadoras que acompanham todo o curso. Além disso, na Biblioteca, são disponibilizados outros subsídios para quem desejar aprofundar seus estudos e conhecimentos. Temos ajuda de custo para deslocamento e para acessar lan house se a mulher não tiver essas possibilidades.
*Cronograma*:
Chegança - Eu/Nós no mundo: Como me vejo, me sinto no atual contexto - 15 a 24/03/2019
Encontro presencial - 16/03/2019
Fórum de apresentações, trocas e autocuidado
Trilha 1 - Analisando a conjuntura: um olhar para a sociedade e o Estado numa perspectiva feminista - 25/03 a 07/04/2019
Encontro presencial - 30/03/2019
Fórum de debates
Trilha 2 - Fascismo, Autoritarismo, Conservadorismo e Neoliberalismo: atualidade e seus reflexos na vida das mulheres - 08 a 21/04/2019
Encontro presencial - 07/04/2019
Fórum de debates
Trilha 3 - Relações sociais de gênero, de raça e de classe: intersecções no/do cotidiano - 22/04/ a 05/05/2019
Encontro presencial - 27/04/2019
Fórum de debates
Trilha 4 - Política feminista, estratégias de luta e auto-organização das mulheres - 06 a 19/05/2019
Encontro presencial - 11/05/2019
Fórum de debates
Avaliação do curso - 20 a 26/05/2019
Encontro de avaliação - 25/05/2019
*Inscrições*:
As inscrições serão realizadas até dia 22/02/18, às 16h, através do formulário digital:
https://goo.gl/forms/Ta83Yprca4OtP0uJ2
O local dos encontros presenciais será confirmado.
Quaisquer dúvidas, entre em contato por mensagem através da página. https://www.facebook.com/LigaBrasileiradeLesbicasRS/

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

MANIFESTO PELA DEMOCRACIA - Liga Brasileira de Lésbicas


A Liga Brasileira de Lésbicas - LBL é uma rede nacional de lésbicas e mulheres bissexuais feministas, que iniciou suas atividades em 2003 durante o Fórum Social Mundial - FSM. As semelhanças que uniram a LBL seguem pautando até hoje nossas vidas e lutas diárias. Lutas que não iniciaram em 2003, no FSM, mas que são parte da resistência de lésbicas e mulheres bissexuais há séculos. Ao olharmos para o século XVI por exemplo, veremos Felipa de Souza, mulher portuguesa, açoitada publicamente e expulsa de Salvador por praticar relações sexuais com outras mulheres. Julgada severamente por uma instituição de justiça que dizia atuar em nome da fé religiosa, que podemos chamar também de inquisição.

Desde então, as ações dos movimentos sociais e os avanços dos direitos humanos, possibilitam maior liberdade de expressão e prática sexual. No entanto, vemos que a violência ainda existe, violando os direitos e os corpos de lésbicas e mulheres bissexuais. No século XXI, vemos o caso de Marielle Franco, mulher, negra, brasileira, assassinada por seus posicionamentos políticos frente a conjuntura local do Rio de Janeiro. Além de ser brutalmente assassinada e de seus assassinos não terem sido identificados até o momento, vemos uma parcela da população ridicularizando sua luta e festejando sua morte. Ainda mais recentemente, em Porto Alegre, uma mulher lésbica foi violentamente atacada por três homens, que marcaram uma suástica em seu corpo com um canivete. A denúncia gerou ainda mais violência para quem noticiou o fato, e outra mulher foi violentada pela falta de empatia de parte da sociedade que já não se cala e faz questão de expressar seus preconceitos e discriminações, que aumentam consideravelmente em todo o país.

O Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil lançado em 2018, mostra crescimento dos assassinatos de mulheres lésbicas nos últimos anos. O documento indica que, no período entre 2000 e 2017, foram registrados 180 homicídios de lésbicas, das quais 126 ocorreram entre os anos de 2014 e 2017. Mais de 80% das pessoas que responderam a pesquisa afirmam ter sofrido algum tipo de violência lesbofóbica, como assédio, agressões físicas e psicológicas. Perdemos Luana Barbosa, Katiane Campos, Priscila da Costa e tantas outras.

Historicamente, os espaços da sociedade onde o protagonismo era restrito a homens, estava posto as mulheres apenas a condição de subserviência e invisibilidade. Homens eram os únicos provedores das casas e famílias, senhores de engenho, representantes da Colônia/República/Estado, militares, médicos/barbeiros, juristas/advogados, construtores/engenheiros, e tantos outros espaços dito masculinos. Hoje, depois de muita luta, as mulheres ocupam estes mesmos espaços e potencializam suas capacidades individuais, construindo a sociedade. Mulheres que tem as responsabilidades em seus núcleos familiares, em seus locais de trabalho, em seus espaços de estudos, locais de expressão religiosa, seus círculos de afeto e fundamentalmente na luta que está mudando a eleição presidencial de 2018 no Brasil.

O contexto atual mostra o quanto é preciso retomar o afeto e a empatia para contrapor o ódio e a discriminação. A disputa eleitoral estabeleceu um cenário crítico repleto de intolerância e multiplicação do ódio, de modo que se abster da votação representa eleger um candidato preconceituoso, machista, racista, LGBTfóbico e intolerante às diferenças regionais, religiosas e de classes. O Antipetismo e o voto nulo, significa eleger democraticamente um candidato contra os direitos humanos, a favor do porte de armas, defensor da ditadura militar e que incita violência em todas as suas colocações.
Votar em Haddad e Manuela é entender que apesar de termos divergências políticas, temos uma construção coletiva maior que requer unidade. Essa construção que nos garante inclusive o direito de discordar e se opor é a democracia, motivo pelo qual seguimos existindo e resistindo, lutando pela redução das desigualdades, pelo reconhecimento e fortalecimento do protagonismo das mulheres, autonomia e direitos reprodutivos de lésbicas e mulheres bissexuais, contra o patriarcado, o capital, racismo, capacitismo, fundamentalismo e o fascismo.

Nos manifestamos contra o candidato Bolsonaro e parte de seu eleitorado com comportamento violento incitado e legitimado por ele. Estaremos sempre em defesa e à favor da democracia, da manutenção dos nossos direitos duramente conquistados e de nossa existência.

Votar é um ato político de cada cidadã brasileira, utilize essa ferramenta de luta. Vamos às urnas, ocupar as ruas e seguir na resistência!

Liga Brasileira de Lésbicas - LBL

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Ele Não!!

SOU SAPATÃO E DIGO ELE NÃO! 
#elenunca

Não vamos continuar alimentando esse sistema racista, machista, homofóbico, misógino, lesbofóbico, classista, capitalista, fascista que nos mata dia a dia.
Na luta sempre! 

#LBLEMMOVIMENTO #antifascista #mulherescontraofacismo #mulheres #lesbicas #bissexuais #mulheresbissexuais#lesbicasnegras #sapatona #SAPATÃO #elenao #elenunca #ExistimoseResistimos # LBLResiste




segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil


O projeto de pesquisa Lesbocídio - As histórias que ninguém conta é desenvolvido pelo Núcleo de Inclusão Social (UFRJ) e pelo Nós: Dissidências Feministas (UFRJ). Com o objetivo de registrar e informar sobre casos de lesbocídio no Brasil, o projeto em andamento já demonstra a necessidade de atentar para assassinatos de mulheres lésbicas no país. A pesquisa destaca que entre 2014 e 2017 foram registradas 126 mortes de lésbicas no Brasil, e somente nos dois primeiros meses de 2018 foram registradas 26 mortes. Os dados sobre suicídios são preocupantes e a população jovem é a mais afetada.
No site do projeto é possível realizar a notificação de lesbocídio e outras violências, além da disponibilidade de dados acerca da situação da violência contra lésbicas no país e no mundo.  

Lutar pela vida das mulheres lésbicas é importante, e construções como esta reafirmam esta importância.

Pelo fim da violência! Pelo fim do Lesbocídio! Pela vida das mulheres!




Dossiê sobre Lesbocídio no Brasil: https://www.livrosilimitados.com/dossielesbocidio
Página do projeto: https://www.lesbocidio.com/


Dia 21 de agosto de 2018, o Dossiê sobre o Lesbocídio no Brasil será apresentado na Procuradoria da Mulher na Assembleia Legislativa no RS. Venha conhecer o projeto!




#lésbicas #lesbocídio #LBLRS #lblrs #lbl #LBL #mulheres

terça-feira, 24 de abril de 2018

Retomada das atividades do blog - LBL 15 Anos

Olá, estamos reorganizando as redes da LBL/RS e iniciamos com a proposta de divulgação de uma base INFORMATIVA sobre a LBL e questões que envolvem a luta LBT.

Confere a INFORMATIVA, e fica a vontade para construir conosco, essa e todas as nossas ferramentas de luta.

Saudações LBLeanas.

Seguimos Existindo e Resistindo!

Nossas redes:
Facebook: https://www.facebook.com/LigaBrasileiradeLesbicasRS/
E-mail: lesbicas.lblrs@gmail.com
Blog: http://lblrs.blogspot.com.br/

#LBLRS #LBL #Lésbicas #MulheresBissexuais #SeliganaLiga #Mulheres #LBT


Marielle Presente!