quinta-feira, 13 de setembro de 2012

*Estas Pessoas” também querem DIREITOS!*




Carla Simara Ayres
No último dia 9 de setembro a Ilha da Magia presenciou em uma de suas principais Avenidas a 7ª Parada da Diversidade. Como muito bem se divulgou, "gays" de várias partes do Brasil vieram para Florianópolis acompanhar esta "festa colorida".
Em um único dia a Parada trouxe para a cidade turistas, consumo e diversão. Mas o que a cidade oferece para "estas pessoas" nos outros 364 dias do ano?
Será mesmo que um município abrir espaço para que milhares de pessoas festejem significa um município sem homofobia? Aliás, festejar o que?
Um dia como o de domingo, que selou a Semana da Diversidade – na qual se presenciou alguns debates com temáticas interessantes e importantes, no entanto muitíssimo pouco divulgada e frequentada por pessoas para além dos "pares" – deve ser reconhecido como um dia grandioso e de visibilidade, sim! Visibilidade das conquistas (quando existem). Mas, também do muito que ainda se tem a conquistar.
Foi isso que a ADEDH (Associação em Defesa dos Direitos Humanos), juntamente com anônimos, parceiros, voluntários e simpatizantes tentou levar à Beira Mar na tarde de domingo. Que poucas pessoas, unidas, podem "parar a parada" e chamar a atenção de que o domingo termina e a segunda-feira reabre um cotidiano que não tem glamour, nem música o tempo
todo. Semanas se repetem e no dia-a-dia a realidade nos becos, nas ruas, nas casas, nas escolas, nos morros e nas praias é outra.
O que se tem é homofobia (sim!), é preconceito, de todos os tipos, é o medo, a violência e a morte. Floripa é uma Ilha, mas sua condição geográfica não a faz um mundo cor-de-rosa isenta destes e outros problemas que afetam a vida "lá fora". A "Parada Gay", de fato, não é um carnaval. Por isso, até que chegue o dia em que tod@s possam se Divertir, Viver e Amar em todos os lugares (e dias) sem medo de ser feliz e ser o que é, as Paradas devem ser reconhecidas como um Espaço Público de visibilidade para a luta e busca por DIRETOS à Igualdade e Liberdade.
Deste modo, enquanto uma mulher for agredida e desrespeitada, enquanto um negro sofrer discriminação pela cor da sua pele, enquanto um LGBT for morto por sua orientação ou enquanto houver preconceitos de qualquer natureza, NÃO VAMOS PARAR DE LUTAR!

*Mestranda em Ciência Política pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar e Militante pelos direitos humanos, das mulheres e das Lésbicas.

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NÃO SE CALE DIANTE DA DISCRIMINAÇÃO

Art. 150 da Lei Orgânica do Município de Porto Alegre:

"Sofrerão penalidades de multa até a cassação do Alvará de instalação e funcionamento, os estabelecimentos de pessoas físicas e jurídicas que, no território do município, praticarem ato discriminatório racial, de gênero, por orientação sexual, étnica ou religiosa em razão de nascimento, idade, estado civil, de trabalho rural ou urbano, de filosofia ou convicção política, de deficiência física, imunológica, sensorial ou mental, de cumprimento de pena, cor ou em razão de qualquer particularidade ou condição". (Lei Orgânica do Município)

Lei nº 11.872/2002, do Estado do Rio Grande do Sul:


"Art. 1º - O Estado do Rio Grande do Sul, por sua administração direta e indireta, reconhece o respeito à igual dignidade da pessoa humana de todos os seus cidadãos, devendo, para tanto, promover sua integração e reprimir os atos atentatórios a esta dignidade, especialmente toda forma de discriminação fundada na orientação, práticas, manifestação, identidade, preferências sexuais, exercidas dentro dos limites da liberdade de cada um e sem prejuízos a terceiros.

§ 1º - Estão abrangidos nos efeitos protetivos desta Lei todas as pessoas, naturais e jurídicas, que sofrerem qualquer medida discriminatória em virtude de sua ligação, pública ou privada, com integrantes de grupos discriminados, suas organizações ou órgãos encarregados do desenvolvimento das políticas promotoras dos direitos humanos.

§ 2º - Equiparam-se aos órgãos e organizações acima referidos a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, e sem personalidade jurídica, que colabore, de qualquer forma, na promoção dos direitos humanos".

Disque Denúncia

Disque 100

ESTAMOS DE OLHO!

Pesquisa do Senado sobre a PLC 122/06 que criminaliza a HOMOFOBIA:

Os resultados da pesquisa de opinião realizada pelo Senado Federal a respeito da PL 122/06, que criminaliza a homofobia e outros crimes de discriminação, ainda não foram divulgados.

Isso nos preocupa um pouco, na medida em que os resultados acompanhados em tempo real pelo site, durante o mês de novembro, em vários momentos retrocederam em números reais.
Órgãos da imprensa noticiavam tentativa de invasão e possíveis alterações dos resultados (favorecendo o NÃO ao projeto).
Mandamos - novamente - mensagem ao "Alô Senado" esta semana para saber o que realmente ocorreu e ficaremos acompanhando suas respostas já que este projeto, além de interesse público geral, é de interesse específico das mulheres lésbicas de todo o país.

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GRANDE MARCHA FEMINISTA

A Ação 2010 da Marcha Mundial das Mulheres, que aconteceu de 08 a 18 de MARÇO de 2010, entre CAMPINAS e SP, reuniu mais de 2000 marchantes de todos os estados brasileiros onde a MMM se organiza.
Nós Mulheres Lésbicas, também estivemos nesta CAMINHADA, marcando nossa posição contra a lesbofobia, inclusive dentro do movimento feminista. Não foram poucos os momentos em que pautamos a dicussão do preconceito contra as mulheres lésbicas e bissexuais, aprofundando de forma consistente este debate no campo no feminismo.
Para saber mais acesse o blog da MMM:


http://mmm-rs.blogspot.com/
ou Leia o Documento de Divulgação da Ação 2010 no link:


http://www.sof.org.br/publica/jornal_acao_2010.pdf

MANIFESTO LÉSBICO FEMINISTA ANTI-CAPITALISTA

29 de Agosto de 2008
Cique AQUI para acessar