segunda-feira, 5 de março de 2012

"Quando as mulheres exercem maior controle sobre os recursos dos domicílios ocorrem mais investimentos no capital humano de crianças, com efeitos positivos dinâmicos sobre o crescimento econômico. Evidências de uma série de países (tais como Bangladesh, Brasil, Costa do Marfim, México, África do Sul e Reino Unido) mostram que aumentar a parcela da renda familiar controlada por mulheres, seja por meio de seus próprios ganhos ou por transferências e renda, muda os gastos de uma forma que beneficia as crianças.10 Em Gana, a parcela de ativos e a parcela de terra de propriedade de mulheres são associadas positivamente a maiores despesas com alimentos.11 No Brasil, a renda própria das mulheres não relacionada a trabalho tem um impacto positivo na altura de suas filhas.12 Na China, o aumento da renda de mulheres adultas de 10% da renda média familiar elevou a fração de sobrevida de meninas em até 1% e elevou o número de anos de escolarização tanto de meninos quanto de meninas. Em contraste, um aumento comparável na renda dos homens reduziu as taxas de sobrevivência e desempenho educacional de meninas, sem nenhum impacto sobre os meninos.13 Na Índia, uma renda mais elevada para a mulher representa o aumento de anos de escolarização de seus filhos.".

Este trecho foi extraído do Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2012 - Igualdade de Gênero e Desenvolvimento. Vale a pena dar uma olhada e conhecer as enormes desigualdades ainda existentes no mundo, justificadas - se é que se pode justificar isso - apenas pelo gênero feminino.

Acesse na íntegra aqui: http://siteresources.worldbank.org/INTWDR2012/Resources/7778105-1299699968583/7786210-1315936231894/Overview-Portuguese.pdf

 

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