segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Principal defensora de "cura gay" nos EUA volta atrás e passa a apoiar proibição

Yvette Cantu Schneider defendeu por 15 anos a conversão da homossexualidade e agora se alia à GLAAD, entidade que apoia os direitos dos LGBT

Publicado pelo portal iGay, em 30 de julho de 2014

 

A ex-ativista americana Yvette Cantu Schneider, que foi durante muitos anos uma das maiores defensoras do movimento dos chamados ex-gay, admitiu que o "tratamento" para reversão da homossexualidade é ineficaz e deveria ser proibido.

Em entrevista à Jeremy Hooper, da GLAAD (Gay & Lesbian Alliance Against Defamation), uma das maiores organizações que luta pela comunidade LGBT nos EUA, declarou: "Antes de me tornar cristã, eu era aberta e orgulhosa de minha sexualidade". Porém, conta ela, tudo mudou quando passou a frequentar a igreja. "Uma vez que me tornei cristã e foi dito que minha sexualidade era desviante e pecadora, me senti envergonhada."

A partir daí, ela comprou a ideia de que poderia "superar" sua atração pelo mesmo sexo através de orações, e por mais de uma década trabalhou junto a diversos militantes ex-gay e antigay, incluindo a hoje extinta organização "Exudus International", que pregava programas de "cura gay".

Schneider foi também uma das maiores defensoras da Preposição 8, que conseguiu derrubar o casamento igualitário na Califórnia por um tempo. "Perto do fim, especialmente com a Proposição 8, senti que fui afastada da minha individualidade. Se não tivesse sido minha presença em um evento, teria sido outra pessoa. Quando não conseguia ir a uma palestra, outra pessoa seria encontrada para ser a voz 'ex-gay'. Não havia nada que eu pudesse acrescentar ou com que contribuir que fosse diferente de qualquer outra pessoa," explicou.

NÃO AOS HOMENS EX-GAYS

A militante admitiu que, mesmo enquanto fazia parte do movimento, se recusou a se relacionar com homens que se consideravam ex-gays. "Muitas pessoas acreditavam que a mudança fosse verdadeira, que a atração pelo mesmo sexo desapareceria ou se tornaria rara, e que a atração pelo sexo oposto tomaria o lugar. Isso nunca aconteceu", explicou.

"Um dos meus colegas tentaram arranjar um encontro meu com um homem, mas eu disse: 'Ex-gay de jeito nenhum. Não tenho interesse em sair com um ex-gay. Não confio que eles sejam ex-gays de verdade'", relata.

Schneider agora se dedica a banir a prática das terapias de mudança de orientação sexual, conhecidas também como "terapia reparativa" e "cura gay". Leis que proíbem que tais práticas sejam aplicadas a menores de idade por terapeutas licenciados foram adotadas na Califórnia e Nova Jersey, o que ela espera que aconteça em todo o país.

"Estes tipos de proibições precisam progredir em todo o país o mais rápido possível. A terapia pode levar uma criança que está questionando sua sexualidade, ou que exibe comportamentos que não estão alinhados com o que a nossa sociedade considera normativo para seu sexo, como algo errado, assim como para seus pais."

Schneider escreveu o livro "Never Not Broken" e decidiu doar 10% das vendas à GLAAD.

No Brasil, um grupo criou a página ex-gay, em apoio à "psícologa cristã" Marisa Lobo, que aplicava chamadas terapias de "cura gay" quando teve seu registro cassado.

 

http://www.clippinglgbt.com.br/principal-defensora-de-cura-gay-nos-eua-volta-atras-e-passa-a-apoiar-proibicao/

 

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NÃO SE CALE DIANTE DA DISCRIMINAÇÃO

Art. 150 da Lei Orgânica do Município de Porto Alegre:

"Sofrerão penalidades de multa até a cassação do Alvará de instalação e funcionamento, os estabelecimentos de pessoas físicas e jurídicas que, no território do município, praticarem ato discriminatório racial, de gênero, por orientação sexual, étnica ou religiosa em razão de nascimento, idade, estado civil, de trabalho rural ou urbano, de filosofia ou convicção política, de deficiência física, imunológica, sensorial ou mental, de cumprimento de pena, cor ou em razão de qualquer particularidade ou condição". (Lei Orgânica do Município)

Lei nº 11.872/2002, do Estado do Rio Grande do Sul:


"Art. 1º - O Estado do Rio Grande do Sul, por sua administração direta e indireta, reconhece o respeito à igual dignidade da pessoa humana de todos os seus cidadãos, devendo, para tanto, promover sua integração e reprimir os atos atentatórios a esta dignidade, especialmente toda forma de discriminação fundada na orientação, práticas, manifestação, identidade, preferências sexuais, exercidas dentro dos limites da liberdade de cada um e sem prejuízos a terceiros.

§ 1º - Estão abrangidos nos efeitos protetivos desta Lei todas as pessoas, naturais e jurídicas, que sofrerem qualquer medida discriminatória em virtude de sua ligação, pública ou privada, com integrantes de grupos discriminados, suas organizações ou órgãos encarregados do desenvolvimento das políticas promotoras dos direitos humanos.

§ 2º - Equiparam-se aos órgãos e organizações acima referidos a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, e sem personalidade jurídica, que colabore, de qualquer forma, na promoção dos direitos humanos".

Disque Denúncia

Disque 100

ESTAMOS DE OLHO!

Pesquisa do Senado sobre a PLC 122/06 que criminaliza a HOMOFOBIA:

Os resultados da pesquisa de opinião realizada pelo Senado Federal a respeito da PL 122/06, que criminaliza a homofobia e outros crimes de discriminação, ainda não foram divulgados.

Isso nos preocupa um pouco, na medida em que os resultados acompanhados em tempo real pelo site, durante o mês de novembro, em vários momentos retrocederam em números reais.
Órgãos da imprensa noticiavam tentativa de invasão e possíveis alterações dos resultados (favorecendo o NÃO ao projeto).
Mandamos - novamente - mensagem ao "Alô Senado" esta semana para saber o que realmente ocorreu e ficaremos acompanhando suas respostas já que este projeto, além de interesse público geral, é de interesse específico das mulheres lésbicas de todo o país.

Adote esta campanha!

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GRANDE MARCHA FEMINISTA

A Ação 2010 da Marcha Mundial das Mulheres, que aconteceu de 08 a 18 de MARÇO de 2010, entre CAMPINAS e SP, reuniu mais de 2000 marchantes de todos os estados brasileiros onde a MMM se organiza.
Nós Mulheres Lésbicas, também estivemos nesta CAMINHADA, marcando nossa posição contra a lesbofobia, inclusive dentro do movimento feminista. Não foram poucos os momentos em que pautamos a dicussão do preconceito contra as mulheres lésbicas e bissexuais, aprofundando de forma consistente este debate no campo no feminismo.
Para saber mais acesse o blog da MMM:


http://mmm-rs.blogspot.com/
ou Leia o Documento de Divulgação da Ação 2010 no link:


http://www.sof.org.br/publica/jornal_acao_2010.pdf

MANIFESTO LÉSBICO FEMINISTA ANTI-CAPITALISTA

29 de Agosto de 2008
Cique AQUI para acessar