segunda-feira, 4 de março de 2013

Casamento gay e o impacto na saúde

 27/02/2013 - 03h00

Políticas favoráveis ou contrárias ao casamento gay podem ter impacto na saúde das minorias sexuais, revelam recentes estudos que avaliam as implicações de legislações no dia a dia das pessoas.
Um exemplo foi o que aconteceu após as eleições de 2004 nos EUA. Catorze estados aprovaram emendas constitucionais para limitar a definição de casamento para a união entre um homem e uma mulher, o que significou, na prática, banir o casamento gay.
Um estudo acompanhou a saúde mental de lésbicas, gays e bissexuais (LGB) que viviam nesses estados e descobriu que essas pessoas apresentam maiores taxas de transtornos psiquiátricos do que as pessoas LGB que vivem em estados sem tais alterações.
Os pesquisadores também avaliaram uma amostra de indivíduos antes e após a mudança que vetou o casamento gay: os casos de transtornos de humor aumentaram 38%, os de transtornos por uso de álcool em 42% e os de transtornos de ansiedade generalizada deram um salto de 248%.
Mas o inverso é verdadeiro? Uma legislação que permite o casamento gay pode ter um efeito protetor sobre a saúde mental de gays e lésbicas?
Um outro estudo feito em Massachusetts, publicado no ano passado, tentou responder essa questão. O trabalho analisou 1.211 homens homossexuais e bissexuais durante os 12 meses antes e 12 meses após a votação de 2003 para legalizar o casamento gay.
Os resultados mostraram que, nos 12 meses seguintes à mudança na lei do casamento, as visitas médicas por problemas físicos entre homens gays e bissexuais diminuíram 13%, e os custos em saúde apresentaram queda de 10% (em comparação aos 12 meses anteriores à mudança na lei).
Visitas ao médico associadas a problemas de saúde mental entre os homens gays e bissexuais também caíram 13%, e os custos em saúde 14%.
Estudos desse tipo têm limitações metodológicas, e os resultados não podem ser generalizados a todas as pessoas. Do ponto de vista individual, também há outros fatores que poderiam influenciar a saúde mental dos homossexuais e bissexuais.
Mas, de qualquer forma, é importante esse conjunto de evidências que começa a se formar sobre o impacto de determinadas leis na saúde das pessoas.
 

Cláudia Collucci é repórter especial da Folha, especializada na área da saúde. Mestre em história da ciência pela PUC-SP e pós graduanda em gestão de saúde pela FGV-SP, foi bolsista da University of Michigan (2010) e da Georgetown University (2011), onde pesquisou sobre conflitos de interesse e o impacto das novas tecnologias em saúde. É autora dos livros "Quero ser mãe" e "Por que a gravidez não vem?" e coautora de "Experimentos e Experimentações". Escreve às quartas, no site.
 

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NÃO SE CALE DIANTE DA DISCRIMINAÇÃO

Art. 150 da Lei Orgânica do Município de Porto Alegre:

"Sofrerão penalidades de multa até a cassação do Alvará de instalação e funcionamento, os estabelecimentos de pessoas físicas e jurídicas que, no território do município, praticarem ato discriminatório racial, de gênero, por orientação sexual, étnica ou religiosa em razão de nascimento, idade, estado civil, de trabalho rural ou urbano, de filosofia ou convicção política, de deficiência física, imunológica, sensorial ou mental, de cumprimento de pena, cor ou em razão de qualquer particularidade ou condição". (Lei Orgânica do Município)

Lei nº 11.872/2002, do Estado do Rio Grande do Sul:


"Art. 1º - O Estado do Rio Grande do Sul, por sua administração direta e indireta, reconhece o respeito à igual dignidade da pessoa humana de todos os seus cidadãos, devendo, para tanto, promover sua integração e reprimir os atos atentatórios a esta dignidade, especialmente toda forma de discriminação fundada na orientação, práticas, manifestação, identidade, preferências sexuais, exercidas dentro dos limites da liberdade de cada um e sem prejuízos a terceiros.

§ 1º - Estão abrangidos nos efeitos protetivos desta Lei todas as pessoas, naturais e jurídicas, que sofrerem qualquer medida discriminatória em virtude de sua ligação, pública ou privada, com integrantes de grupos discriminados, suas organizações ou órgãos encarregados do desenvolvimento das políticas promotoras dos direitos humanos.

§ 2º - Equiparam-se aos órgãos e organizações acima referidos a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, e sem personalidade jurídica, que colabore, de qualquer forma, na promoção dos direitos humanos".

Disque Denúncia

Disque 100

ESTAMOS DE OLHO!

Pesquisa do Senado sobre a PLC 122/06 que criminaliza a HOMOFOBIA:

Os resultados da pesquisa de opinião realizada pelo Senado Federal a respeito da PL 122/06, que criminaliza a homofobia e outros crimes de discriminação, ainda não foram divulgados.

Isso nos preocupa um pouco, na medida em que os resultados acompanhados em tempo real pelo site, durante o mês de novembro, em vários momentos retrocederam em números reais.
Órgãos da imprensa noticiavam tentativa de invasão e possíveis alterações dos resultados (favorecendo o NÃO ao projeto).
Mandamos - novamente - mensagem ao "Alô Senado" esta semana para saber o que realmente ocorreu e ficaremos acompanhando suas respostas já que este projeto, além de interesse público geral, é de interesse específico das mulheres lésbicas de todo o país.

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GRANDE MARCHA FEMINISTA

A Ação 2010 da Marcha Mundial das Mulheres, que aconteceu de 08 a 18 de MARÇO de 2010, entre CAMPINAS e SP, reuniu mais de 2000 marchantes de todos os estados brasileiros onde a MMM se organiza.
Nós Mulheres Lésbicas, também estivemos nesta CAMINHADA, marcando nossa posição contra a lesbofobia, inclusive dentro do movimento feminista. Não foram poucos os momentos em que pautamos a dicussão do preconceito contra as mulheres lésbicas e bissexuais, aprofundando de forma consistente este debate no campo no feminismo.
Para saber mais acesse o blog da MMM:


http://mmm-rs.blogspot.com/
ou Leia o Documento de Divulgação da Ação 2010 no link:


http://www.sof.org.br/publica/jornal_acao_2010.pdf

MANIFESTO LÉSBICO FEMINISTA ANTI-CAPITALISTA

29 de Agosto de 2008
Cique AQUI para acessar