terça-feira, 20 de novembro de 2012

Militante LGBT, presidente do PT em cidade goiana pode ter sido morto por homofobia

 

 

Lucas Fortuna foi morto próximo ao hotel em que estava e a polícia suspeita de crime por homofobia./Foto: Divulgação

 

 A polícia está investigando a morte do jornalista e militante gay Lucas Cardoso Fortuna, de 28 anos. Ele foi encontrado morto na manhã deste domingo (18), no município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Lucas era presidente do PT de Santo Antônio de Goiás e fundador do Grupo Colcha de Retalhos, que luta em defesa da causa LGBT. Ele foi encontrado só de cueca, com sinais de espancamento e  ensanguentado. A polícia suspeita de um crime de homofobia, mas não descarta nenhuma linha de investigação.

Lucas, que atuava profissionalmente como árbitro de vô­­­­lei de praia, estava no Recife para participar de um evento esportivo. Segundo informações de amigos, a vítima teria sido vista pela última vez na noite do último sábado, no hotel em que estava hospedada.

O corpo do jornalista será velado no município de Santo Antônio de Goiás, cidade natal do jovem. Para família, o crime teve motivação homofóbica, já que Lucas era militante do Movimento Gay, em Goiânia. No período da tarde, ele será recebido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Durante a audiência, o pai de Lucas, Avelino Fortuna, deve pedir que o caso seja acompanhado com mais atenção para que o culpado seja encontrado e punido. Ele acredita na tese do crime homofóbico, pois nada foi levado como produto de roubo. A audiência deve ter a presença do assessor especial para Diversidade Sexual do Governo do Estado, Rildo Veras.

A Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social (Enecos) emitiu nota de pesar pela morte de Lucas Fortuna, já que o jovem foi coordenador da regional Centro-Oeste da Enecos nos anos de 2005 e 2006. Lucas também foi um dos precursores do Movimento Pró-Saia dentro da Executiva.

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