31/03/2011

Em nota, CUT repudia declarações preconceituosas do deputado Bolsonaro

 
31/3/2011
 
 
A Central Única dos Trabalhadoras distribuiu nota repudiando declarações do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) durante entrevista ao programa Custe o que Custar (CQC), da TV Bandeirantes.

CUT repudia e exige punição para crimes de Bolsonaro
Deputado afronta à Constituição e ao país ao defender racismo e homofobia

Em entrevista para o programa CQC da TV Bandeirantes o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao ser questionado se aprovaria o relacionamento de seu filho com uma mulher negra, afirmou que "não corria esse risco" por que eles foram "muito bem educados" e não viveram num ambiente "de promiscuidade", como "lamentavelmente era o dela" [referência à cantora Preta Gil].

O parlamentar, que afirma ter saudades da época da ditadura militar, ainda respondeu sobre a possibilidade de ter um filho gay: "isso nem passa pela minha cabeça, porque tiveram uma boa educação. Fui um pai presente, então não corro esse risco".

Com essas declarações, Jair Bolsonaro comete crime de racismo e homofobia. No Brasil, a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da Constituição Federal. Com relação à homofobia, o PL 122 que criminaliza sua prática segue em tramitação no Congresso, e encontra em Bolsonaro um dos seus grandes inimigos para aprovação.

Fiel representante da elite brasileira, Bolsonaro indigna a todos nós, que temos como objetivo combater toda e qualquer discriminação, seja na sociedade ou no mundo do trabalho. Mas, principalmente, afronta as mulheres negras, que são a maioria da população de nosso país. Duplamente discriminadas, elas sofrem a cada dia o preconceito de gênero e de raça. Desde a escravidão, as negras foram vítimas de violência física e sexual por parte dos senhores brancos, além de sofrerem violência emocional por parte das senhoras e de terem que se dedicar incessantemente ao trabalho.

A situação atual da mulher negra no Brasil revela um prolongamento da realidade vivida no período de escravidão; poucas são as mudanças, pois ela continua em último lugar na escala social e é aquela que mais carrega as desvantagens do sistema injusto e racista do país. As mulheres negras precisam lutar cotidianamente contra resquícios do pensamento escravagista, que, ainda hoje, as associam à imagem de objeto sexual; da mulata, cujo único papel é o de amante e não de cidadã, plena de direitos e igualdade social.

A Central Única dos Trabalhadores manifesta veemente seu repúdio às declarações do deputado Jair Bolsonaro, coloca-se solidária à cantora Preta Gil e conclama a militância sindical e do conjunto das organizações democráticas e populares da sociedade brasileira para manifestarem-se e atuarem firmemente para que o parlamentar seja julgado e responsabilizado pelo crime de racismo que cometeu.

Fonte: CUT nacional

30/03/2011

Nota da Rede Afro LGBT - Racismo de Jair Bolsonaro

NOTA DE SOLIDARIEDADE À PRETA GIL E REPÚDIO AO DEPUTADO FEDERAL JAIR BOLSONARO


A Rede Nacional de Negras e Negros Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) presta solidariedade à cantora Preta Gil e ao conjunto de mulheres negras e artistas negros brasileiros, ofendidos pelo deputado Jair Bolsonaro em rede nacional de televisão. O histórico de ataques do deputados às questões de direitos humanos, desde os sobreviventes da ditadura aos LGBT, agora atinge novo ápice com sua desastrosa entrevista exibida nesta segunda-feira 28, ao programa "CQC". Ao ser questionado sobre como reagiria se o seu filho namorasse uma mulher negra, a resposta foi a seguinte: "Não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco. Os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu".


Após a repercussão extremamente negativa, o deputado se defende afirmando que entendeu mal a pergunta, pensando que se referia aos "gays", as invés de "negras". Para o parlamentar, suas declarações racistas são graves, mas as homofóbicas, não.


Repudiamos as declarações racistas e homofóbicas do deputado Jair Bolsonaro, ao tempo em que somos solidarios a cantora Preta Gil, por ser mulher negra e simpatica as questões LGBT e evocamos as demais organizações do movimento negro e LGBT para uma ação mais radicalizada de enfrentamento a este e aos demais casos de machismo, sexismo, racismo, lesbofobia, homofobia, transfobia.

Nenhuma forma de discriminação deve ficar impune!


Rede Nacional de Negras e Negros LGBT

29/03/2011

ENC: debates e outros eventos

Após intensa divulgação na mídia impressa e eletronica, inciada em 21 de fevereiro, damos continuidade à difusao e debate dos dados da pesquisa Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado, através da programação dos eventos abaixo (= anexa).
 

Eventos programados para março-abril:

 

29/03 (3af), 14h – Faculdade de Saúde Pública, Anfiteatro Paula Souza, São Paulo.

                Exposição da pesquisa (Gustavo Venturi) e debate sobre violências institucionais

                no parto e no aborto (Simone Diniz) e masculinidades (Márcia Couto).

 

31/03 (5af), 14h30 –Prefeitura de Vitória, Auditório Zemar Moreira, Vitória, ES.

                Seminário Violência contra as mulheres. Subsecretaria de Direitos Humanos

                do governo do Espírito Santo e SM de Cidadania e Direitos Humanos

                da prefeitura de Vitória (Nilmário Miranda, presidente da FPA)

 

06/04 (4af), 13h – Câmara Municipal de São Paulo, Comissão de Saúde.

               Debate sobre Parto Humanizado, a convite da vereadora Juliana Cardoso.

               Exposição de dados (G.Venturi) e debate por representantes da Casa de Parto Ângela

               (Favela Monte Azul), do curso de Obstetrícia da USP e Mãe Paulistana da SMS-SP.

 

18/04 (2af), 13h30 – V Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, USP.

           Apresentação do paper A violência institucional no parto em maternidades brasileiras:  

           uma análise das interseccionalidades gênero, classe e raça/cor  (G.Venturi, Sônia

           Hotimsky e Janaína Aguiar) no GT 21: Violência de Gênero e Saúde.

 

27/04 (4af), 9h-13h – Sesc Consolação, São Paulo.

                Abertura: Fundação Perseu Abramo e Sesc-SP

                Exposição da pesquisa (Gustavo Venturi) e debates (nomes em definição):

                Mesa 1: Violência de gênero, Dupla jornada x tempo livre e

                               Discriminação no mercado de trabalho

                Mesa 2: Mídia e corpo,  Aborto e Sexualidade

 

 

Eventos previstos para maio-junho:

 

Em Porto Alegre: 10-11/05 – PUCRS, Violência de gênero, a convite de Carmen Campos

                (Pós-Graduação em Ciências Criminais). Exposição da pesquisa (G.Venturi)

                 e debate (mesa a definir, bem como restante da programação).

                

Por iniciativa do Sesc Nacional (a definir mesas de debates pós exposição):

 

Cidade

Turno

Data

 

Recife

manhã

16/5/2011

2ªf

Fortaleza

tarde

17/5/2011

3ªf

Belo Horizonte

tarde

23/5/2011

2ªf

Rio Branco

tarde

30/5/2011

2ªf

Manaus

tarde

31/5/2011

3ªf

Rio de Janeiro

tarde

1º/6/2011

4ªf

Curitiba

18h-21h30

7/6/2011

3ªf

Florianópolis

tarde

8/6/2011

4ªf

Brasília

 

13/6/2011

2ªf

 

 
 

28/03/2011

Transexual fará 1ª cirurgia de retirada de órgãos femininos pelo SUS em SP - notícias em São Paulo

Alexandre dos Santos fará a operação em abril no Hospital Pérola Byington.
Médica defende importância do procedimento para transexuais masculinos.

Luciana Bonadio Do G1 SP

Alexandre dos Santos (Foto: Daigo Oliva/G1)Alexandre dos Santos, que fará cirurgia em abril em hospital de São Paulo (Foto: Daigo Oliva/G1)

O agente de saúde Alexandre Peixe dos Santos, de 38 anos, será submetido em abril à primeira cirurgia realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo de retirada dos órgãos reprodutores femininos de um transexual. É o primeiro passo para ele conquistar o corpo que sempre desejou. A operação para retirar útero, trompas e ovários está marcada para ocorrer no início do mês no Hospital Pérola Byington.

Apesar de ter nascido Alexandra, ele diz que se sente um homem em um corpo de mulher desde pequeno – e faz questão de ser chamado pelo gênero masculino. "Eu sempre quis e curti coisas de menino. Sempre me identifiquei assim, desde criança", conta. Após a cirurgia, Alexandre poderá iniciar o tratamento com hormônios. Mas ainda faltará uma etapa, que é a cirurgia para retirada das mamas, a ser realizada em outro hospital, sem data definida.

A ginecologista e sexóloga Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Centro de Referência e Especialização em Sexologia do Hospital Pérola Byington (Cresex), fala da importância do procedimento para os transexuais masculinos. "É importantíssimo, porque a questão dos transexuais é a mudança da identidade. Eles querem o máximo possível parecer o sexo desejado. Ele se sente homem e tem que ficar o mais próximo possível disso. É preciso adequar a mente ao seu corpo", defende.

A cirurgia é resultado de uma parceria do Pérola Byington com o ambulatório dedicado exclusivamente à
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26/03/2011

CONVITE para o ENCONTRO ESTADUAL DA LBL-RS EM ABRIL DE 2011

Companheiras:

Nos dias 16 e 17 de ABRIL de 2011 a LBL-RS realizará seu Encontro Estadual.
Dividiremos a atividades em 2 diferentes momentos:

- dia 16, Sábado será o dia de reunirmos mulheres que se interessam em conhecer a Liga e sua forma de atuação, através de uma "RODA DE DIÁLOGOS" - aberta a todas as mulheres que desejarem conhecer a Liga Brasileira de Lésbicas - SEJA NOSSA CONVIDADA!

 MANHÃ:
  • Vamos nos encontrar as 9hs da manhã, no Sindibancários (Gen. Câmara, 424) para um bate papo informal - faremos um café solidário (leve algo para compor a mesa), durante o qual poderemos nos conhecer e conhecer um pouco da LBL: como atuamos, como nos organizamos, no que acreditamos ...
  • Falaremos um pouco sobre os assuntos que nos interessam: A campanha de saúde das mulheres lésbicas, violência contra as mulheres e Lei Maria da Penha, economia popular solidária, etc...
  • Neste momento queremos ouvir as que lá estiverem, ver suas impressões, angústias, idéias... Esteja conosco neste dia!
TARDE:
  • Falaremos sobre as Jornadas Lésbicas Feministas e o próximo 29 de Agosto de 2011 - nosso dia da Visibilidade Lésbica - Marcaremos a agenda inicial do planejamento da Jornada e da Caminhada Lésbica.
- dia 17, Domingo será o dia de tratarmos de nossa organização interna - um momento para as LBLeanas planejarem o ano de 2011, nossas ações prioritárias, dividirmos tarefas, etc.
Este momento é fechado para LBLeanas.


Esperamos você e suas amigas lésbicas e bi-sexuais! Assim como esperamos nossas parceiras do movimento feminista, sindical, popular!


Ajude-nos a Divulgar o Encontro Estadual da LBL-RS 2011!

25/03/2011

Vitória da lei Maria da penha - no STF

Data: 24/03/2011

A ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), afirmou que esta quinta-feira (24/03) é um dia histórico para as mulheres brasileiras. A ministra se refere à decisão do Supremo Tribunal Federal, que, reconheceu a constitucionalidade da Lei Maria da Penha (Lei 11.3490/2006), ao negar o habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública da União. O HC questionava o artigo 41 da legislação, que diz que os agressores enquadrados na Lei Maria da Penha não podem recorrer à Lei 9099/95, que concedia o benefício da suspensão do processo por dois anos e seu arquivamento, caso o réu não voltasse a ameaçar a vítima.

O habeas corpus da DPU questionava a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que entendeu que o artigo 41 da Lei Maria da Penha não permite a aplicação da Lei 9.099/95 quanto aos crimes e infrações praticadas com violência doméstica e familiar contra a mulher. Em sustentação oral no Plenário, a Defensoria Pública alegou a inconstitucionalidade da Lei Maria da Penha.

A Procuradoria Geral da República, representada pela Subprocuradora Débora Duprat, apresentou parecer pelo indeferimento do habeas corpus, ressaltando que o Brasil demorou muito a apresentar uma lei específica de proteção à mulher (foi o 18° país da América Latina). A Subprocuradora argumentou ainda que após 10 anos de existência da Lei 9099/95 foi possível constatar que 70% dos casos enquadrados nesta legislação eram de infrações penais cometidas contra a mulher no âmbito doméstico. Ela frisou as responsabilidades do Brasil, que é signatário de diversas convenções internacionais, principalmente a de Belém do Pará, a primeira convenção de direitos humanos a reconhecer que a violência doméstica contra a mulher é problema generalizado. Duprat lembrou que a lei foi criada após a denúncia feita pela própria Maria da Penha Maia Fernandes à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, que estabeleceu diversas recomendações ao Brasil, destacando essencialmente a justiça ineficaz no país e sugerindo a adoção de medidas que cessassem a violência contra as mulheres.

O relator do habeas corpus, ministro Marco Aurélio, ressaltou que a Constituição Federal prevê, em seu artigo 226, que a família, que é a base da sociedade, tem especial proteção do Estado. "O parágrafo 8 deste artigo, ressalta que é dever do Estado assegurar a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações", justificou o relator. Isto significa dizer que a Lei Maria da Penha concretiza o previsto no texto constitucional é um instrumento jurídico eficaz para combater a violência doméstica.

Para Iriny Lopes, o julgamento do HC pelo Superior Tribunal de Justiça, "anuncia mais um passo decisivo e positivo rumo à conclusão da discussão sobre a constitucionalidade do artigo 41 da Lei Maria da Penha". Na condição de relatora da lei na Comissão de Constituição e Justiça, quando ainda era deputada federal, Iriny Lopes disse que as opiniões expressas pelos ministros da Suprema Corte Brasileira, seguindo o voto do relator Marco Aurélio Mello, "confirmam com fidelidade a intenção do legislador. Esse foi mais um passo para resguardar a lei, salvar a vida e a dignidade de milhares de mulheres e na construção de uma cultura de paz, baseada na igualdade entre homens e mulheres".

Durante o julgamento do habeas corpus, os ministros defenderam que a Lei Maria da Penha tutela a dignidade da pessoa humana, e que é necessário analisar a intenção do legislador e não a individualização da pena. Reforçaram que apesar das leis terem sido alteradas, o preconceito e a discriminação permanecem presentes na sociedade. Para eles, a violência dentro de casa é silenciosa e a reincidência para esses crimes é a regra e não a exceção.

O que diz o artigo 41 da Lei Maria da Penha

Art. 41.  Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, que prevê, por exemplo, no Art. 89 § 2º, que "o Juiz poderá especificar outras condições a que fica subordinada a suspensão, desde que adequadas ao fato e à situação pessoal do acusado". No § 3º: "a suspensão será revogada se, no curso do prazo, o beneficiário vier a ser processado por outro crime ou não efetuar, sem motivo justificado, a reparação do dano". E nos dois seguintes:

§ 4º A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processado, no curso do prazo, por contravenção, ou descumprir qualquer outra condição imposta.

§ 5º Expirado o prazo sem revogação, o Juiz declarará extinta a punibilidade.

09/03/2011

Carnaval: Casos de racismo lideram denúncias de preconceito em Salvador

Casos de racismo lideram denúncias de preconceito em Salvador
TERRA 08/03/2011 22h00

O boletim do Observatório de Discriminação Racial, da Violência contra a Mulher e LGBT, divulgado nesta terça-feira pela Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) de Salvador, indica o crescimento dos casos de racismo no Carnaval 2011.

Segundo a nota, foram 135 casos de ofensas raciais registrados até a manhã desta terça-feira, indicando 55,61% do total das denúncias recebidas pelo órgão. Mesmo assim, segundo a Secretaria Municipal da Reparação (Semur), houve uma redução considerável em relação a 2010 - no mesmo período, foram mais de 200 casos no ano passado.
 
A parcial apresenta também 62 agressões contra mulheres, ou 27,81% dos casos até as 20h desta segunda-feira. Já as agressões contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis foram 16,58% do total, ou 31.

O Observatório da Discriminação tem unidades instaladas em quatro pontos de Salvador: Ladeira de São Bento, Estação da Lapa, Campo Grande e Ondina. Em todos os postos, a vítima de discriminação pode registrar sua reclamação com a equipe de observadores montada pela Semur, que atende até o final do Carnaval.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/casos-de-racismo-lideram-denuncias-de-preconceito-em-salvado_102291/
-
Lésbicas Feministas LBL - Região Sul www.lblrs.blogspot.com

CARNAVAL 2011 ! Casal gay é agredido com chineladas e golpes de facão na Lagoa da Conceição, em Florianópolis .... O QUE FAREMOS??


Além dos golpes físicos, vítimas teriam sido humilhadas

Um casal gay foi agredido com golpes de facão e chineladas por um um homem e uma mulher na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, na manhã de segunda-feira.

As vítimas contaram à polícia que a agressão ocorreu por volta das 11h45min, depois que eles saíram de uma festa no bairro do Leste da Ilha de Santa Catarina. Aos gritos de " vocês são contra Deus e morte aos veados", os suspeitos, um casal de marido e mulher, teria partido para cima dos homossexuais.

Os agressores foram contidos por seguranças de um estabelecimento até a chegada da Polícia Militar. Depois, foram encaminhados à 10º delegacia e detidos pelo crime de homofobia.

Universidade gaúcha expulsa aluno de medicina que ofendeu gays

(04.03.11)
Um aluno do segundo ano de medicina da Universidade Federal de
Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) foi expulso da instituição
após sindicância interna que o identificou como autor de um e-mail
homofóbico enviado a colegas. No texto, ele pregava que os futuros
médicos deveriam tratar "erroneamente" pacientes gays.

O caso tomou repercussão no final do ano passado. Após a vitória de
uma chapa com integrantes homossexuais que assumiram o diretório
acadêmico, textos apócrifos em uma conta coletiva de e-mail passaram a
ser enviados, com conteúdo discriminatório.

"Está na hora de unirmos forças e, veladamente, fazer o que nos couber
para dar fim -pouco a pouco- nesta peste. No momento da consulta
[médica oferecida pela faculdade] de uma bicha, ou recuse-se (pelos
meios cabíveis em lei), ou trate-os 'erroneamente!!!", afirmava uma
mensagem.

No mesmo texto, o aluno referiu-se a pacientes gays como "escória" de
"corpos nojentos".

Na época, os estudantes que tiveram acesso ao conteúdo homofóbico
informaram a imprensa e a  reitoria da universidade, que instaurou uma
sindicância.

"Após a denúncia, o Conselho Universitário decidiu oficializar o caso
à Polícia Federal e abrir um processo administrativo para identificar
o autor do e-mail. Um relatório final foi devolvido ao Conselho que
optou pelo afastamento do aluno, que ainda tem prazo para recorrer da
decisão", informou a secretária chefe do Conselho Universitário da
UFCSPA, Olívia Freitas.

O caso está sendo investigado pela Polícia Federal.

O nome do aluno expulso não foi divulgado pela instituição e nem
confirmado pela PF. (Com informações do Uol

04/03/2011

CONVITE SEMINÁRIO 17 E 18 MARÇO - APROFUNDAMENTO MESAS DE DIALOGOS SOBRE DIREITOS HUMANOS

APROFUNDAMENTO DAS MESAS DE DIÁLOGOS SOBRE DIREITOS HUMANOS":

Dias: 17 e 18 de março de 2011

Local: Convento Capuchinhos - Rua Paulino Chaves, 291 - Bairro Santo
Antonio - Porto Alegre/RS.

Informamos que a hospedagem e alimentação serão por conta de cada
entidade e os valores são:

COM HOSPEDAGEM - POR PESSOA = um pernoite + um turno = R$ 65,00 + 33,00 = 98,00

SEM HOSPEDAGEM - POR PESSOA = Valor do almoço = R$ 10,00

SEM HOSPEDAGEM - POR PESSOA = Valor do jantar = R$ 10,00

Solicitamos que as entidades que necessitarem de ressarcimento das
despesas de DESLOCAMENTO (passagem ônibus intermunicipal) entrem em
contato.

Solicitamos a gentileza de confirmar presença até o dia 12 de março de 2011.

Qualquer coisa entre em contato!

--
Um abraço!

Beatriz Rosane Lang
Asssessora Centro de Apoio Operacional de Direitos Humanos
Ministério Público Estadual/RS
51 3295 1141 - 9624 7438

02/03/2011

Peça: FRIDA KAHLO - À REVOLUÇÃO

 
ATIVIDADES GRATUITAS EM HOMENAGEM AO

DIA DA MULHER


Nos dias 11, 12 e 13 de março, a Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre promoverá uma homenagem ao dia internacional da mulher, com atividades gratuitas. No primeiro dia, haverá o bate papo “Kahlo e a Percepção do Feminino” e depois seguem apresentações do espetáculo Frida Kahlo, à Revolução! durante todo o final de semana, com distribuição de senhas 1h antes.

O espetáculo, escrito por Juçara Gaspar e dirigido por Daniel Colin, é focado no princípio revolucionário, com a própria Frida conduzindo o espectador por uma redescoberta ética e estética, da arte como denúncia solidária e solitária, possível através da mágica que é o fazer teatral.

O bate papo contará com convidadas especiais, que conduzirão um diálogo sobre discussão de gênero a partir de Frida Kahlo.


SERVIÇO:


BATE PAPO

11 de março

Sala Álvaro Moreyra

sexta às 19h30

Convidadas:

Cláudia Prates, representante da Marcha Mundial das mulheres

Bárbara Wilbert, diretora de Formação e Cultura do SINTRAJUFE / RS

Enid Backes, socióloga e feminista

Mediação de Ana Fagundes, Secretária Adjunta de Cultura


FRIDA KAHLO – À REVOLUÇÃO

11 e 12 e 13 de março

Teatro Renascença

Sexta e sábado às 21h, domingo às 20h

Entrada Franca – distribuição de senhas 1h antes

SINOPSE

Frida Kahlo, à Revolução! é um exercício de paixão sobre o ato de SER em seu estado completo e imprescindível, que desvela a maquiagem espessa com a qual os modismos tentaram tornar a Pintora mexicana e sua obra palatáveis. Com texto inédito, focado no princípio revolucionário, é a própria Frida que nos conduz por esta redescoberta ética e estética, da arte como denúncia solidária e solitária, possível através da mágica que é o fazer teatral. A trilha sonora é executada ao vivo, criada pelo músico Luciano Alves especialmente para este espetáculo, que traz Daniel Colin na direção e Juçara Gaspar na atuação e no trabalho de pesquisa.


André Breton disse certa vez que a obra de Frida Kahlo era uma fita ao redor de uma bomba. Fomos construindo nosso espetáculo sobre esta imagem focando hora na fita, hora na bomba, já que não se pode separar a Frida da exuberância pura, do temperamento e genialidade explosiva, misturados com tanta tragédia e vibrando numa feminilidade quase santificada. O mais importante é perceber a delicadeza com que Frida Kahlo foi atando todos os destroços dos quais foi feita: coluna vertebral, coração, alma. Todos destroçados. Frida, talvez mais do que ninguém, tenha conseguido expressar sentimentos tão horríveis de maneira tão singela e particular. Inesquecível. Por isso esta é a nossa Frida Kahlo: a beleza da fita envolta na dureza da bomba.”

Daniel Colin – Diretor


FICHA TÉCNICA

Texto: Juçara Gaspar
Atuação: Juçara Gaspar
Direção: Daniel Colin
Música: Luciano Alves, Marcelo Scherer e Nei Silva
Iluminação: Felipe de Galisteo
Preparação Corporal e Coreográfica: Daniele Zill
Cenário: Lara Coletti
Arte Gráfica: André Argemi
Fotos: Totonho Lisboa
Pesquisa de figurino e maquiagem: Juçara e Catu Gaspar

01/03/2011

"Quanto mais jovem, mais escura, mais pobre, maior a violência no parto."

Chamo atenção para a frase da pesquisadora:

Janaina Marques de Aguiar, doutora pela Faculdade de Medicina da USP, já tinha captado em estudos qualitativos. "Quanto mais jovem, mais escura, mais pobre, maior a violência no parto."
Abs,
Jurema

Agressões vão de exames dolorosos a xingamentos e gritos; secretário diz que situação é intolerável

Uma em cada quatro mulheres que deram à luz em hospitais públicos ou privados relatou algum tipo de agressão no parto, perpretada por profissionais de saúde que deveriam acolhê-la e zelar por seu bem-estar.
Pesquisa pioneiraÉ a primeira vez uma pesquisa quantifica em escala nacional a incidência dos maus-tratos contra parturientes, a partir de entrevistas em 25 unidades da Federação e em 176 municípios. Os dados integram o estudo "Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado", realizado em agosto de 2010 pela Fundação Perseu Abramo e pelo Sesc e divulgado agora.
Agressões vão de exames dolorosos a xingamentos e gritos
Recusa em oferecer algum alívio para a dor, xingamentos, realização de exames dolorosos e contraindicados até ironias, gritos e tratamentos grosseiros com viés discriminatório quanto a classe social ou cor da pele. Estes são exemplos de tipos de maus-tratos sofridos por mulheres que dão a luz nos hospitais públicos e privados.
Viés discriminatório
O estudo constatou uma situação que Janaina Marques de Aguiar, doutora pela Faculdade de Medicina da USP, já tinha captado em estudos qualitativos. "Quanto mais jovem, mais escura, mais pobre, maior a violência no parto."
Humanização do parto e direito a acompanhante, ainda como desafiosDesde 2004, o Ministério da Saúde tem entre suas prioridades a humanização do parto. Mesmo assim, até hoje não conseguiu nem sequer universalizar o direito das parturientes a um acompanhante de sua confiança, conforme lei de 2005.

VEJA MINUTA DA PESQUISA

 
DISSERAM TER SOFRIDO VIOLÊNCIA NO PARTO
Na rede pública : 27%
Privada : 17%
FRASES OUVIDAS DURANTE O PARTO
23% - afirmaram ter ouvido alguma frase humilhante
15% - não chora não que ano que vem você estará aqui de novo
14% - na hora de fazer não chorou . Não chamou a mamãe, por que esta chorando agora ?
6% - se gritar eu paro o que estou fazendo e não vou te atender
5% - se gritar vai fazer mal para seu nenem . Seu nenem vai nascer surdo
 
 

 
__._,_._

Videoconferência Lançamento Kit Escolar contra a Homofobia

Videoconferência lança kit escolar contra homofobia

28/02/2011

Ampliação e fortalecimento da cidadania no Brasil. Essa é uma das bases fundamentais do programa federal Brasil sem Homofobia, que combate a violência e a discriminação contra os LGBT  (lésbicas, gays, bissexuais e travestis).

Contribuindo com essa luta, no dia 16 de março de 2011, a Secretaria da Educação, através do Instituto Anísio Teixeira, apresenta a videoconferência Lançamento Kit Escolar contra a Homofobia. O evento acontece de 8h30 às 12h, no Laboratório de Educação a Distância – LED/IAT (Estrada das Muriçocas, s/n, Paralela).
 
O kit é uma das ações do projeto Escola sem Homofobia, do Ministério da Educação – MEC, e soma-se aos esforços de priorizar, pela primeira vez na história do Brasil, a necessidade de enfrentamento à homofobia no ambiente escolar.  O material foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis), a partir do diagnóstico de que falta material adequado para os professores tratarem do tema. A iniciativa objetiva também diminuir a evasão escolar de alunos que sofrem preconceito em função da orientação sexual.

Segundo a Diretoria de Formação e Experimentação Educacional – DIRFE/IAT, a proposta se insere no conjunto de ações que promovem ambientes políticos e sociais favoráveis à garantia dos direitos humanos, da respeitabilidade das orientações sexuais e da identidade de gênero no âmbito escolar brasileiro. O kit já conta com o parecer favorável da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e a proposta é que seja distribuído nas escolas públicas.

O evento é voltado para educadores, estudantes, a sociedade civil e representantes de movimentos sociais organizados. Ao todo, 100 vagas foram disponibilizadas. Os interessados devem solicitar sua inscrição através do e-mail escolasemhomofobia.iat@gmail.com. A videoconferência conta com o apoio do MEC, através da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade – SECAD.

Mais Informações:  Tel 3116- 1790/ 9067

 
Atenciosamente,
Josemara Souza
Instituto Anísio Teixeira - IAT / SEC

Coordenação de Formação em Direitos Humanos e Diversidades

Tel: 71 3116-9067/9107
Cel: 71 8623-9204 / 8124-2846

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