31/07/2011
Oficinas culturais do SOMOS
promovidas pelo SOMOS. A primeira é a imperdível Oficina de Teatro,
com o premiadíssimo ator Heinz Limaverde! Todos os módulos são
gratuitos e dirigidos para jovens LGBT! Inscrições e informações:
oficinas@somos.org.br. Compartilhem com seus contatos....
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www.5marchalesbicadepoa.blogspot.com
26/07/2011
Oficinas de Dança, Teatro e Cinema | SOMOS - Comunicação, Saúde e Sexualidade
O SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade iniciará nos próximos dias as
oficinas culturais de Cinema, Teatro e Dança para jovens LGBTs de 18 a
29 anos. O programa de oficinas inicia no dia 06 de agosto, às 15h,
com a Oficina de Teatro, e o local é o Centro Cultural Cia de Arte
(Rua dos Andradas, 1780 - Centro/Porto Alegre). A programação completa
está em anexo.
As oficinas e cursos são totalmente gratuitos e contam com ajuda de
custo, por encontro, para cada jovem participante. As inscrições são
limitadas, por isso, divulga pros amigos e se joga no e-mail:
oficinas@somos.org.br encaminhando nome completo, idade e contato
telefônico.
Que o "in" nos mova
Fazendo coro à mais querida feminista gaúcha, Enid Backes e homenageando a sua sabedoria de 80 anos muito vivos, quero colaborar com a sua fixação no prefixo "in" como aquele caracteriza a postura de nós mulheres (e até alguns homens) que não aceitam os padrões de desigualdade da sociedade atual, sejam eles de classe, de gênero, de raça, de sexualidade ou de idade. Coloco-me como uma indignada, insatisfeita e indisposta a continuar parada no ar enquanto assisto às mortes, ao cárcere privado e vidas perdidas, à insegurança das mulheres e das meninas, e a quase impunidade que causa "in" negativo, a indiferença da sociedade.
Me escreve por email outra das mais queridas feministas, a baiana Lícia Peres, que se trai pelo título da mensagem: "barbaridade". Quem vive no Rio Grande sabe o que significa quando se usa este termo por aqui, é o mesmo que "o fim da picada" em outros lugares ou no linguajar culto "inaceitável", "desumano". Me fala Lícia sobre o cárcere privado a que foi submetida uma mulher dos 8 aos 28 anos, por um homem de 75 aqui no estado. Menina que foi vendida ao senhor de 55 em troca de alguma coisa, que só não foi um celular e uma vaca, como ocorreu há cerca de seis anos, porque não havia celular na época. Mas foi por bem pouquinho. A família se livrou da menina de 8 e o homem pode usufruir da sua infância, adolescência, juventude, anos que só receberam este nome por uma formalidade, porque vida sem liberdade é o mesmo que morte. Morte de gente viva, morte na vida, vida na morte.
Diz a história contada pelos jornais que há algum tempo, ao saber de há muito que o pai a mantinha em cárcere, uma filha dele exigiu que ao menos se casasse, afinal que imoralidade é esta de viver com alguém com quem não se casou? Ou seja, "estupra, mas não mata" como diria o indecente Maluf há alguns anos atrás, uma vez mais o in em nossa vida, mas o in do mal. Não estrou preocupada aqui com o binarismo, com a discussão filosófica do bem e do mal, estou enxergando que vivemos numa sociedade que faz de conta que está tudo bem, porque, pergunto, haverá modo de devolver vinte anos de vida à jovem que viveu trancada numa casa, sob muros altos e da qual só saiu para assinar papel no cartório que em definitivo passou sua posse ao homem que a violou desde os 8 anos de idade?
A entrada deste cartório na história me faz dialogar com outra cientista política e sábia, a terceira da minha lista, Carole Pateman, que ao escrever "O Contrato Sexual" identifica a maneira de tornar propriedade aquilo que é posse, e colocar no contrato social que funda a sociedade moderna um anexo (oculto), aquele que vem com os vírus da internet. Você clica nele achando que é do bem e manda de volta a chave para entrar nos seus dados bancários, na sua vida privada. Aliás, isto está na moda, News of the World (sempre acho que é word) que o diga com suas palavrinhas em inglês. Isso dá certo, dá dinheiro, dá fama, e colabora na missão de mostrar ao mundo (agora entendi o trocadilho) que ninguém está a salvo.
No Brasil sabemos disto já faz tempo, viver e ter saúde física, psíquica, sexual, se você for mulher e pobre ou uma menina, é missão quase impossível. Para lembrar, relaciono a Elisa Samudio, que passou a se relacionar com o jogador famoso e... a cabeleireira que avisou que ia morrer e morreu por omissão do estado no Rio de Janeiro e... a jovem encontrada atirada há um mês numa valeta em São Paulo, pelos que lhe haviam feito um aborto medieval num país de leis medievais quando se trata do corpo e da sexualidade das mulheres e... a jovem que é libertada 20 anos depois...enfim, lembro que de 1998 e 2008, 41.968 mil mulheres foram assassinadas no país, o equivalente a 4,2 vítimas para cada 100 mil habitantes.
Enid querida, teríamos que usar todos os ins para responder a isto, agregar os "ir", de irracionalidade, os "im", de impossibilidade de continuarmos lendo todos os dias as notícias que nos indignam mas que não comovem mais. É como morte materna, que antes ainda comovia mas não movia pedra, hoje, sequer comove, pois morrem "apenas 2 mil por ano".
Você diz também, Enid, que assim como os dinossauros, que tinham três dedos (nunca chequei isto, mas você é uma sábia) sempre há três saídas para as coisas e que a terceira você já esquece, e com todo o direito. Proponho então que nós, que ainda conseguimos citar três ou mais, façamos um exercício com base nos "in", convertendo-os em desafios à sociedade e aos governantes. O primeiro deles, é que todos nos indignemos com a violação de direitos humanos das mulheres de todas as idades, sociedade, estado, tudo junto incluído. Não é possível que se considerem humanos os direitos com as mulheres excluídas deles. O segundo, é que nos indiquemos para fazer alguma coisa. Sair do lugar, pegar um telefone, ir às ruas, protestar, denunciar, xingar, mandar um artigo para um jornal, sair da indiferença que mata e da omissão que viola. O terceiro, não esquecerei, é de lembrar aos governantes de todos os calibres que são eleitos e pagos para que cumpram seus compromissos assumidos em campanhas e em juramentos quando assumem cargos, funções e mandatos, sob o risco de se tornarem incompatíveis com a ética proposta pelos direitos humanos.
Telia Negrão, jornalista, cientista política, da turma das "ins" Enid e Licia.
Seminário de Direitos Humanos e Cultura de Paz
Seminário Direitos Humanos e Cultua de Paz
Realização: Prefeitura Municipal e Câmara Municipal
Painel: Direito Homoafetivo com a Drª Maria Berenice Dias.(40min.).
Convidada: Ministra Maria do Rosário.
Local: Câmara de Vereadores de Esteio
Hora: 19 horas
Término: 22h
Dia: 29/07/2011
Apresentação
A coordenadoria de Igualdade e Direitos Humanos é um órgão da
Administração responsável por de formular e executar em interface com
demais secretarias municipais políticas transversais voltadas ao
jovem, mulher, a Pessoa com deficiência, Criança e Adolescente, idosos
e livres orientação sexual, diversidade étnica e racial e cultura de
paz. Orienta suas ações a nível local a partir do Terceiro Plano
Nacional de Direitos Humanos, 3PNDH.
Justificativa
Faz parte do investimento em capacitação da Coordenadoria de Igualdade
e Direitos Humanos, promover Seminários, Fóruns, e debates a cerca das
temáticas citadas.Considerando que a Lei 4179/06 institui o dia 25 de
julho como dia Municipal de Cultura de Paz. Neste ano, fazendo alusão
a cultura de paz, está realizando com a Câmara Municipal o Seminário –
Direitos Humanos e Cultura de Paz, que é realizado a cada ano elegendo
uma política específica. Neste ano em que tivemos avanços no campo da
diversidade estamos promovendo este encontro.
O município realizará neste ano a IV Parada Livre LGBT em agosto a
Conferência regional.O município conta com uma ONG, Amigos da
Diversidade.
Objetivo:
O Seminário tem por objetivo promover reflexão e debate em relação à
defesa de direitos em especial a questão homoafetiva e dos Direitos
Humanos.
20/07/2011
Casamento LEGAL
Diarinho - Itajaí (reprodução) ![]() |
| O "selinho" da união de Sônia e Lilian, no cartório Heusi, em Itajaí |
A juíza Sônia Maria Mazzetto Moroso, titular da 1ª Vara Criminal de Itajaí (SC) assinou no sábado (16) o documento que a torna casada com Lilian Regina Terres, servidora pública municipal. Esta é a primeira união civil homoafetiva registrada em Santa Catarina, após a decisão do STF.
A primeira do Brasil ocorreu em Goiânia (GO), no dia 9 de maio, entre Liorcino Mendes e Odílio Torres. Até agora, ninguém da magistratura brasileira tinha antes, assumido publicamente esse tipo de relacionamento.
"É a primeira pelo menos no Estado de Santa Catarina e eu sou a primeira juíza brasileira a assumir", comemorou Sônia.
Ela e Lilian já tinham um relacionamento estável antes da união oficial. Elas se uniram no dia 29 de maio do ano passado, numa cerimônia abençoada pela religião umbandista.
O juiz Roberto Ramos Alvim, da Vara de Família da comarca, autorizou o casamento civil das duas mulheres. O ato foi, então, celebrado no Cartório Heusi.
Familiares e amigos delas acompanharam a cerimônia. Rafaello, filho da juíza Sônia, também estava presente e ansioso pela união. "O meu filho me chama de mãe e se dirige à Lilian como mamusca", conta Sônia.
Com o casamento, Lilian e Sônia decidiram acrescentar os sobrenomes uma da outra, ficando Sônia Maria Mazzetto Moroso Terres e Lilian Regina Terres Moroso.
Fonte: Espaço Vital
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3a. Jornada Lésbica Feministas e 5a. Marcha Lésbica de POA
Tema: Liberdade, Saúde e Autonomia - Chega de Violência e de Lesbofobia!
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Pai e filho são confundidos com casal gay e agredidos por grupo
Um homem de 42 anos teve metade da orelha decepada após ser agredido
por um grupo de jovens no recinto da Exposição Agropecuária Industrial
e Comercial (EAPIC), em São João da Boa Vista, a 225 km de São Paulo.
Os agressores pensaram que ele e o filho de 18 anos fossem um casal
gay, pois estavam abraçados. As informações do saite da EPTV foram
repercutidas hoje (19) na edição do jornal O Globo.
A agressão aconteceu na madrugada da última sexta-feira (15). O homem,
que preferiu não se identificar, ainda está traumatizado. Ele contou
que depois de um show um grupo de sete jovens se aproximou e perguntou
se os dois eram gays.
Ele disse que explicou que eles eram pai e filho e, mesmo assim, houve
um princípio de tumulto. Os rapazes foram embora, voltaram cinco
minutos depois e começaram a agredir os dois. Um deles teria mordido a
orelha do pai, decepando parte dela.
- Eu lembro de ter tomado um soco no queixo e apagado. Quando eu
comecei a acordar eu ouvi as pessoas dizendo que eu estava sem a
orelha - explicou.
Ambos foram levados para um hospital, onde foram atendidos e
liberados. O filho teve apenas ferimentos leves. O delegado do 1º
Distrito da Polícia Civil de São João Boa Vista, Fernando Zucarelli,
disse que foi aberto um inquérito e que - com base em imagens de
câmeras e gravações - está tentando identificar os possíveis autores.
A homofobia, que é a aversão a homosexuais, ainda não consta como
crime no Código Penal Brasileiro, mas, além da agressão, os jovens
também podem responder por discriminação.
A organização da EAPIC informou que havia 150 seguranças, além da
Polícia Militar, durante toda a festa e que vai colaborar com a
polícia para a identificação dos agressores.
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10/07/2011
Brasília realiza primeiro casamento lésbico do País
BRASÍLIA – Sílvia Gomide e Cláudia Gurgel tornaram-se ontem as primeiras mulheres formalmente casadas do País. Juntas desde 20 de fevereiro de 2000, as duas conseguiram converter a união estável em casamento por decisão da juíza Júnia de Souza Antunes, da 4ª Vara de Família do Distrito Federal. Sílvia Gomide, agora formalmente casada, passará a usar também o sobrenome Gurgel.
Com a decisão de ontem, já são dois os casamentos entre homossexuais no país. Na segunda-feira, em Jacareí, interior de São Paulo, o comerciante Luis André de Souza Moresi e o cabeleireiro José Sergio de Souza Moresi conseguiram converter a união estável em casamento. Ontem, eles receberam do cartório de registro civil da cidade a certidão de casamento conforme decisão do juiz da 2º Vara de Família Fernando Henrique Pinto.
A conversão da união estável em casamento é um passo a frente na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, adianta Maria Berenice Dias, advogada de Sílvia e Cláudia, o próximo passo pode ser o casamento direto, sem que os homossexuais tenham de pedir a conversão da união homoafetiva em casamento, como ocorreu nos dois casos. "O caminho a partir de agora é esse", afirmou.
Na sua sentença, a juíza Júnia de Souza Gomide afirmou que a decisão do Supremo, de garantir às uniões homoafetivas os mesmos direitos e deveres previstos para os casais heterossexuais, não deixou espaço para que os magistrados de todo o país decidissem de outra maneira.
"Com a decisão prolatada, o Supremo Tribunal Federal aboliu qualquer interpretação que pretendesse diferenciar as relações homoafetivas das heteroafetivas, ressaltando que o instituto da família abrange e protege ambas e, em consequência, conclui que é possível a união estável homoafetiva nos mesmos moldes em que ocorre a união estável heteroafetiva", afirmou.
Sílvia e Cláudia vivem no mesmo apartamento, comprado em conjunto, já firmaram testamentos tendo uma como herdeira da outra e uma é beneficiária da outra nos plenos de aposentadoria e de Saúde do Senado.
Fonte: Estadão.com.br

