28/02/2011

Fw Machismo, abuso de poder, constrangimento ilegal e conivência

Machismo, abuso de poder, constrangimento ilegal e conivência
 
*Por Tatiana Oliveira.

Esta semana diversos veículos de comunicação denunciaram a violência sofrida por uma escrivã de polícia em São Paulo, em 15 de junho de 2009. Para quem assistiu ao vídeo da corregedoria que vasou na internet, o choque e a indignação são instantâneos e inevitáveis.

Quando analisamos as imagens, os absurdos são tantos que fica difícil dizer o que é mais grave nisso tudo. Nunca ouvi dizer que para um processo administrativo (nível em que se dá a ação das corregedorias) tenha validade e produza os efeitos desejados (no caso em questão, o afastamento da escrivã por suposto recebimento de propina) seja necessária a existência de filmagem.

O despreparado delegado que conduz a "operação" tenta o tempo inteiro convercer que é profundo detentor de conhecimentos jurídicos, inclusive faz a citação do art. 244 do Código Penal Brasileiro. O artigo em questão, no entanto, resguarda às mulheres o direito de serem revistadas por policiais femininas, ou seja, busca exatamente evitar que abusos como o que ele liderou sejam cometidos contra as mulheres.

Além disso, a operação contou com muitos políciais enfurnados numa sala para "enfrentar" uma única mulher, que repete diversas vezes que não se obsta a revista, desde que seja garantido o seu direito de que a mesma seja realizada por policias femininas.

O "douto" delegado, conforme exige o cargo, prestou concurso público e o exercício de seu cargo é privativo aos bacharéis em direito. Ele, portanto, tinha plena consciência da barbaridade de cometia.

Ignorando todos os apelos, o delegado diz que "já perdeu a paciência", ordena que a algemem (outra medida desnecessária, se não há possibilidade de fulga ou agressão, segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal) e policiais tiram na marra a roupa da escrivã na frente de 6 homens e 2 mulheres policiais. A conivência dos (e das) presentes demonstra o quanto são frágeis os nossos direitos perante as ditas "autoridades" e, mas do que isso, o quanto o machismo é perigoso e torna, aos olhos de muitos, a violência contra as mulheres algo tolerável.

A incompetência do delegado machão fica ainda mais evidente quando pensamos nas milhões de opções que ele tinha ao alcance da mão: se ia revistar uma mulher, porque não socilitou que uma corregedora o acompanhasse? Porque a filmagem (inclusive da nudez)? Pra que tamanha demonstração de força? Porque deixou tantos homens na sala no momento da revista? Porque não deixou que a revista fosse realizada apenas pelas mulheres presentes? Porque não a levou à Corregedoria?

A escrivã foi humilhada e constrangida ilegalmente. Foi vítima de violência fisica e psicológica.

O "Deuslegado", como homem investido de supremo poder, se sente acima das leis e da dignidade humana. Exibe sua força como o pavão exibe a calda.

É indispensável que as entidades de defesa dos direitos humanos, a OAB e conjunto da sociedade se manisfestem. As mulheres estão feridas. A Constituição Federal, os tratados sobre direitos humanos, o Código Penal e o Regimento Interno da Corregedoria também. Esperamos que a impunidade não seja o fim desta história.

Fatos como este demonstram que ainda temos muito, mas muito mesmo, que lutar para que nós mulheres possamos exercer autonomia sobre nossos corpos e nossas vidas, sem violência e abusos.

* Tatiana Oliveira é advogada e militante da Marcha Mundial das Mulheres.


26/02/2011

XII Encontro Feminista Latino Americano e do Caribe - 23 a 26/11/2011

30 anos de feminismo Latino-americano e do Caribe: desatar, despir e reatar


XII Encontro Feminista latino-americano e do Caribe

Bogotá, 23 a 26 de novembro de 2011

Caras Feministas

Recebam um abraço de ano novo e as melhores energias desde a Comissão
da Coordenação Estratégica do XII Encontro Feminista Latino Americano
e do Caribe. Estamos enviando esta primeira comunicação oficial sobre
o Encontro porque queremos compartilhar com todas da Região uma
informação mínima que nos parece urgente:

1.  Como muitas de vocês já sabem (porque nos reunimos, escrevemos, ou
estão nos apoiando ao nível regional), o XII Encontro Feminista será
realizado em Bogotá, Colômbia de 23 a 26 de novembro de 2011.

2.  Temos trabalhado desde quando fomos designadas no México para
realizar este Encontro, organizadas em 6 comissões (financiamento,
logística, comunicações, memória, ligação regional, cultural e
metodologia/tema: metotema), temos avançado na obtenção de alguns
recursos, na definição da cidade onde queremos que se realize o
Encontro, nas opções de hotéis, no nome, imagem do Encontro e linhas
temáticas, enfim, nas coisas que necessitamos para   "nos encontrar".

3.   Não temos pronto nosso site, mas esperamos que esteja em
funcionamento no mês de fevereiro. Por isso, este comunicado é a chave
para divulgarmos este encontro, usando para tal divulgação todas as
listas que temos e agradecemos antecipadamente a cada uma que repasse
tal informação. Temos um endereço eletrônico no qual podem enviar suas
perguntas e que por enquanto será o nosso meio de comunicação, o email
é: 12encuentrofeminista@gmail.com

4.       Uma vez que esteja pronto o site circularemos periodicamente
boletins informativos com todas as informações relevantes sobre o
andamento do Encontro, e claro, as dificuldades que surgem e que
consideramos essenciais ao conhecimento de todas. Neste site receberão
informação sobre as inscrições, recursos, metodologia, temas,
logística, memória, rendição de contas, entre outras.

      Esperamos que este ano seja cheio de boas coisas e que nos
encontrar nos permita uma vez mais avançar desde o feminismo numa
agenda política que promova a dignidade, a liberdade das mulheres e
que respeite a igualdade, a diversidade e a diferença.

Um grande abraço,

Ana Cristina González Vélez

Raquel González Henao

Sandra Montealegre

Beatriz Quintero

Cris Suaza

Marta Tamayo

Florence Thomas

--
Você recebeu esta mensagem porque é integrante da "Liga
Brasileira de Lésbicas" e está inscrita na lista da LBL-Nacional.

25/02/2011

O coração deles está cheio de ódio!

Parlamentares evangélicos preparam uma ofensiva para tentar acabar com a principal novidade na entrega da declaração do Imposto de Renda deste ano: a inclusão de parceiros homossexuais como dependentes para fins de dedução fiscal. A arma utilizada é uma nota técnica da Consultoria de Orçamento da Câmara que considerou ilegal a medida adotada pela Receita Federal. Concluído ontem (24), o parecer jurídico (leia a íntegra) sustenta, sem entrar no mérito da questão gay, que renúncias fiscais dessa natureza só podem ser feitas por meio de lei, que precisam ser debatidas na Câmara e no Senado antes de virarem realidade, e não por meio de uma "canetada" do Executivo.

lei na íntegra em http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=36209

24/02/2011

INFORMATIVO - 24/02/2011 - Agência Patrícia Galvão



24 de fevereiro de 2011 

21/02/2011

Lançamento do selo "BRASIL TERRITÓRIO LIVRE DA HOMOFOBIA" - 10/02 - 14h - SP

Data: 18/02/2011
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da
Presidência da República (SDH/PR), lança neste sábado (19), às 14 horas, na
Casa das Rosas, em São Paulo (SP), o selo Brasil Território Livre da
Homofobia . A ação tem a finalidade de divulgar o Disque Direitos Humanos –
módulo LGBT (Disque 100).
Segundo a ministra, além de divulgar o mecanismo de denúncia contra
violações de direitos, o objetivo da atividade é dar visibilidade para as
violências praticadas contra a população de lésbicas, gays, bissexuais,
travestis e transexuais no Brasil. "Queremos alertar a sociedade brasileira
sobre a violência cometida contra homossexuais em nosso país e incentivar a denúncia. Um país democrático e de direitos não pode conviver com a
intolerância. Precisamos respeitar a diversidade", afirmou.
Também participam do evento representantes da prefeitura de São Paulo, do governo estadual, a vice-presidente do Senado, senadora Marta Suplicy (PT-SP), parlamentares e movimentos sociais.
Lançamento do selo Brasil Território Livre da Homofobia
Data: 19 de fevereiro de 2011
Horário: 14 horas
Local: Casa das Rosas, av. Paulista, nº 37, Cerqueira César, São Paulo (SP)
a Lbl esteve presente neste evento.

20/02/2011

Travesti consegue na Justiça o direito de mudar de nome na certidão


"Sempre pensei que jamais nenhum juiz do mundo me daria essa sentença", afirma Marcelly Malta Schwarzbold

Marcelly Malta Schwarzbold, 60 anos, entrou com o pedido em novembro do ano passado - Divulgação / Somos
Marcelly Malta Schwarzbold, 60 anos, entrou com o pedido em novembro do ano passado
Foto:Divulgação / Somos

O Grupo Somos anunciou nesta quinta-feira que uma travesti obteve na Justiça gaúcha o direito de mudar de nome mesmo não tendo efetuado operação para mudança de sexo. Marcelly Malta Schwarzbold, 60 anos, é presidente do Conselho Municipal de Direitos Humanos da prefeitura de Porto Alegre e da ONG Igualdade (Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul), e recorreu à assessoria jurídica do Somos.

O pedido foi feito em novembro do ano passado, e o resultado saiu em 17 de janeiro, informou Marcelly, que agora providencia sua nova documentação.

— Sempre pensei que jamais nenhum juiz do mundo me daria essa sentença — afirmou.
 
Blog Conselho POA:http://cmcpoa.blogspot.com

--
Parabéns à Companheira MARCELLY, que tem lutado de forma permanente pelas travestis e pela população LGBT.
Ficamos muito felizes com esta conquista que, mais do que uma vitória pessoal mereceida, é uma vitória de toda população homossexual.


Lésbicas Feministas LBL - Região Sul www.lblrs.blogspot.com

19/02/2011

Primeiro Casamento Lésbico Militar

http://paradalesbica.com.br/2011/02/primeira-uniao-lesbica-entre-militares-no-mundo/

Primeira união lésbica entre militares no mundo

Portugal será o país no qual ocorrerá o primeiro casamento entre duas
militares

Segundo o jornal "Correio da Manhã", a capitã Patrícia Loureiro prepara-se
para casar com outra mulher, a cabo Teresa Carvalho, dentro da GNR – Guarda
Nacional Republicana – em Santarém, distrito de Portugal.

A cerimônia será na Conservatória do Registro Civil de Lisboa, sendo então
o primeiro casamento gay entre duas militares no mundo e o primeiro
casamento lésbico na GNR, também de acordo com o jornal português.

Patrícia e Teresa mantêm um relacionamento há dois anos aproximadamente e vivem atualmente em Queluz, cidade portuguesa do distrito de Sintra.
*

Eleição do CNS

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
SECRETARIA DE SAÚDE
CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE-CES/RS
  
MANIFESTO DO CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE – CES/RS
 
O Conselho Estadual de Saúde – CES/RS repudia o retrocesso promovido pelo Conselho Nacional de Saúde, ao aclamar o Ministro da Saúde, gestor do SUS no Brasil, Presidente do Conselho Nacional de Saúde, Colegiado que tem por finalidade propor, fiscalizar e deliberar sobre as Políticas Públicas de Saúde no Brasil.
Este Ministério, que agora presidirá o Colegiado que o fiscaliza, é o mesmo que não cumpre a Constituição Federal em relação à aplicação dos recursos em saúde e defende a criação de Fundações Públicas de Direito Privado, proposta reprovada pela 13ª Conferência Nacional de Saúde.
Certamente, a decisão deste Colegiado Máximo do SUS, resultará num processo que atingirá negativamente os Conselhos Municipais e Estaduais de Saúde causando um duro golpe aos avanços do Controle Social do SUS.

Aprovado na Plenária de 17 de fevereiro de 2011.

14/02/2011

ENC: Correio Caros Amigos

 

Em São Paulo, militância LGBT vai às ruas pedir aprovação de lei que torna crime a homofobia

Marcha acontece no próximo dia 19 de fevereiro

Por Rodrigo Cruz

Paiinel da MarchaDiversidade. Uma característica da qual o Brasil se orgulha, mas que na prática, ainda não é respeitada, e, sobretudo, garantida, pelo chamado Estado de direito. Estamos falando de um País que possui mais de 200 paradas gays, entre elas a maior do mundo (São Paulo), é sede da maior associação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais (LGBT) da América Latina (a ABGLT), mas que, contraditoriamente, jamais aprovou em sua esfera legislativa uma única medida a favor de sua população homossexual. O pior de tudo: o Brasil é o país líder em assassinatos de homossexuais no mundo – em média um a cada dois dias, segundo dados da ONG Grupo Gay da Bahia (GGB).

Para se ter uma idéia, em 2009, foram 198 assassinatos documentados. Em 2010, foram mais de 250 assassinatos. Ainda segundo o GGB, proporção de vítimas geralmente é de 70% de gays, 27% de travestis e 3% de lésbicas. Os números, porém, podem ser maiores do que se imagina. Devido à total ausência de estatísticas oficiais sobre crimes de ódio contra lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais, a falta de recursos da polícia para identificar casos deste tipo e certo receio por parte das testemunhas em denunciar situações de violência, o cálculo ainda está longe de ser exato.

O Grupo Gay da Bahia realiza o levantamento há 30 anos, baseado em casos divulgados pela imprensa nacional e regional. Já exigiu inúmeras vezes que o Ministério da Justiça e as Secretarias Estaduais de Direitos Humanos assumam o compromisso de coletar os dados. Nunca obteve sucesso.

É com o intuito de pressionar o poder público para a aprovação do Projeto de Lei 122/2006 (que torna crime atos homofóbicos), sensibilizar a sociedade para a questão do preconceito contra as diferentes orientações sexuais e identidades de gênero e principalmente, pedir o fim da violência homofóbica, que militantes da causa LGBT, mobilizados a partir de uma comunidade virtual no Facebook, irão marchar no próximo dia 19, da Praça do Ciclista, rumo a Av. Paulista nº 777, em São Paulo. O local ficou conhecido depois que, em novembro do ano passado, quatro jovens de classe média atingiram um rapaz com uma lâmpada fluorescente na cabeça. O motivo? Acreditavam que a vítima era homossexual.

O episódio, no entanto, representa apenas a ponta de uma enorme teia de violência (muitas outras agressões ocorreram posteriormente em São Paulo, inclusive de homens contra mulheres homossexuais). Causa revolta que alguém seja agredido por ser homossexual em plena Av. Paulista, conhecida justamente por receber a maior parada gay do mundo, mas a homofobia é ainda pior nas capitais mais distantes do eixo sul-sudeste, no interior do país, nas pequenas cidades aonde a imprensa não chega e aonde o preconceito sequer é questionado.

Tal qual o machismo, a homofobia está presente no cotidiano dos brasileiros, e se engana quem pensa que ela atinge somente os homossexuais. Se você é heterossexual, mas simplesmente não se enquadra nos ditos padrões de comportamento do homem (ou da mulher) "tradicional", então provavelmente você já foi, ou será, vítima de homofobia. Trata-se, sobretudo, de um preconceito de gênero.

É por isso que, além de exigir a aprovação do PLC 122, instrumento jurídico capaz de garantir a integridade física e moral de lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais, é preciso informar e conscientizar a sociedade. Para a marcha do dia 19, os organizadores preparam panfletos que explicam os reais objetivos do projeto de lei e desmistificam a idéia, amplamente difundida por setores fundamentalistas, de que o projeto impede a liberdade de expressão e culto das igrejas, já que para elas, a homossexualidade é considerada um pecado. O argumento, que pode ser contestado por qualquer um que tenha acesso ao texto integral do PLC, tem sido utilizado insistentemente pela bancada evangélica do Senado para barrar sua aprovação. Enquanto isso, milhares morrem em segredo.

O assunto também tomou conta do segundo turno das eleições presidenciais do ano passado, quando os candidatos José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) utilizaram o debate fundamentalista para ganhar parte do eleitorado evangélico, órfão da então candidata Marina Silva (PV) derrotada no primeiro turno. Dilma e Serra tiveram reuniões a portas fechadas com lideranças religiosas e a atual Presidente da República chegou a redigir uma carta a estes setores esclarecendo suas opiniões sobre o aborto e a PLC 122. Na época, a ABGLT lançou um manifesto direcionado aos candidatos, pedindo a manutenção de um debate livre de concepções religiosas.

Unidos contra a homofobia

Logo após os ataques na Av. Paulista, o militantes LGBT organizaram uma série de manifestações, que culminaram na criação de uma Frente Paulista Contra a Homofobia, que reúne grupos LGBT, ONG's, representantes da sociedade civil, de outros movimentos pelos direitos humanos e também de órgãos públicos, com o intuito de enfrentar a crescente onda de homofobia no Estado. Além de apoiar a marcha do dia 19, a Frente pretende criar um observatório capaz de mapear a violência contra a população LGBT em São Paulo.

Rodrigo Cruz é jornalista e integrante do Coletivo LGBT 28 de Junho

 

SERVIÇO:

Marcha Contra a Homofobia

Data: 19 de fevereiro de 2011

Local: Praça do Ciclista, Av. Paulista esquina com a Av. da Consolação

Horário: Concentração às 15h

Itinerário: O grupo sai em marcha da Praça do Ciclista e segue em direção ao edifício 777 da Av. Paulista

 

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12/02/2011

As pedras no caminho à justiça

As pedras no caminho à justiça


por Analine Specht, Claudia Prates e Sirlanda Selau*


Em decisão inédita, o ex-juiz Marcelo Colombelli Mezzomo foi demitido dos quadros da justiça gaúcha, por assediar atendente de lanchonete no Rio Grande do Sul. Esta é uma das manchetes que circularam desde o dia 07 de fevereiro, data que o Tribunal de Justiça exonerou o juiz Marcelo Colombelli Mezzomo. A alegação da exoneração teria sido "atitudes impróprias" ou "procedimento incompatível com a dignidade e o decoro das funções".

O fato que deve servir de exemplo é também uma constatação de que a cultura machista e patriarcal, que permeia inclusive as instâncias judiciárias no país, constitui-se como verdadeiro óbice a realização da igualdade entre homens e mulheres e a promoção da justiça.

Dos fatos:

"Na manhã do sábado, 29 de maio de 2010, o então juiz de direito da vara de Três Passos – cidade 478 km distante de Porto Alegre – comprou um pastel no estabelecimento de Wilson e Maria Lori Neuhaus. Quem o atendeu foi Daniela, de 21 anos, casada há cinco com o filho do casal.

A garota se sentiu constrangida diante do olhar de Mezzomo, classificado por sua sogra como "atrevido".

- Ele falou que ela era muito bonita para estar atrás de um balcão – relata Lori Neuhaus.

Mesmo depois de Daniela ter dito que era casada, o homem insistiu no assédio. Nem a intervenção de Lori o fez recuar.

- Ele me pediu licença para ficar cobiçando a moça enquanto falava comigo – prossegue a senhora, que assustada, pediu que o magistrado se retirasse.

O homem chegou a dizer que Daniela era "muito bonita e gostosa" e que a familia deveria tomar cuidado com o assédio de estranhos.

- Ele falou que cafajestes como ele poderiam aparecer e provocar problemas – descreve a proprietária do estabelecimento.

Antes de ir embora, Mezzomo pediu ainda que Lori lhe desse um tapa na cara para que ele a deixasse em paz.

- Ele não estava no seu estado normal – acredita a senhora.

Na interpretação do desembargador Túlio Martins, o ex-titular da vara de Três Passos estava "visivelmente embriagado". "Não sei se não estava sob o efeito de drogas também", complementa." (fonte: O Globo).

Do direito:

A mulher é sujeito de direitos, e nestes devem ser garantidas a viabilidade de uma vida digna, livre de opressões, violências e dos constrangimentos exercidos pelos homens sobre elas.

As negações e obstáculos a esses direitos são comumente naturalizados pela cultura dominante patriarcal e androcêntrica, que historicamente culpabiliza as mulheres atribuindo a violência e violações ao próprio destino, cuja resposta deve ser a resignação delas diante de tais abusos.

É de fundamental importância compreender que as práticas e concepções machistas não são involuntárias, pelo contrário são fortemente carregadas de sentido que objetivam manter e sustentar a opressão das mulheres e sua invisibilidade ante o Estado de Direitos e a sociedade como um todo.

Desta lógica, decorrem-se múltiplas distorções que transformam assédio em uma mera cantada; violência, como forma de manifestação de amor; assassinatos como extremos de descontrole emocional; e repudio a aceitação das desigualdades e diferentes formas de violência como fenômeno social, que só tem espaço nos discursos feministas.

Queremos dizer com isso, que a naturalização das desigualdades e da violência, perpetuada nas diversas instâncias sociais, é um subterfúgio para legitimar um anti-direito e afastar cada vez mais as mulheres, da realização plena de uma vida digna como direito fundamental de todos os seres humanos.

Neste sentido, o Brasil consolidou em 2006, uma legislação especifica, de tutela especial às mulheres, através da denominada Lei Maria da Penha. Como forma de combate a esta violência especifica, e como reconhecimento, que pela Lei geral, esta forma de violência não seria vencida. Assim, a Lei Maria da Penha, fez assumir, o problema da violência contra mulher, como questão de interesse publico, e não restrito a esfera privada, ("onde não se metia a colher").

A Lei, que completa agora cinco anos de vigência, bem como as mulheres que dela se utilizaram, foram menosprezadas, questionadas, atacadas, pelos próprios operadores do direito, que saíram prontamente invocando a sua inconstitucionalidade e negando a sua aplicação e necessidade. Fato que conduz a compreensão, de que, um dos principais desafios a serem enfrentados para sua eficácia é sim, a urgente e necessária superação da cultura machista entranhada na própria estrutura de aplicação do direito no país. Deste modo, uma transformação na prestação da tutela jurisdicional, que deve estar a serviço de garantir os direitos da mulher e não da legitimação das desigualdades entre eles e elas naturalizada no conjunto da nossa sociedade.

Além do ex-juíz Mezzomo, Edílson Rumbelsperger Rodrigues, juiz titular da 1ª Vara Criminal de Sete Lagoas (MG), considerou a Lei Maria da Penha inconstitucional e suas decisões foram integralmente reformadas pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Neste caso, o juiz declarou que a Lei Maria da Penha tem "regras diabólicas" e que as "desgraças humanas começaram por causa da mulher", além de outras frases igualmente polêmicas. Na ocasião da abertura do processo, declarou à imprensa que combate o feminismo exagerado, como está previsto em parte da lei. Para ele, esta legislação tentou "compensar um passivo feminino histórico, com algumas disposições de caráter vingativo".

A gota d'água

O desligamento do Sr. Marcelo Colombelli, é fruto da reincidência em uma série de "procedimentos incompatíveis" que ele vinha procedendo desde quando foi nomeado juiz. Sabe-se que ele já estava respondendo a outros procedimentos por conduta inadequada e havia sido penalizado com uma censura, que é uma advertência relativamente grave.

É também, uma demonstração, de que a sensibilização necessária da estrutura judicial para o fenômeno da violência sexista, já surte efeitos, embora, haja um longo caminho a ser trilhado para que a justiça, realmente se perfectibilize para as mulheres.

Diante de tudo, não estranhamos que para este ex-juíz a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) é considerada inconstitucional e que furtava-se a aplicar a Lei, pois não aceitava julgar processos tendo ela como norma única. Além de não cumprir com sua obrigação enquanto magistrado ele escrevia e publicava artigos sobre suas posições. Chegou a defender que a Lei trata as mulheres com o olhar da vitimização e publicou num sitio de Direito que "Partir do pressuposto de que as mulheres são pessoas fragilizadas e vitimizadas, antes de protegê-las, implica fomentar uma visão machista. Não há em todo o texto constitucional uma só linha que autorize tratamento diferenciado a homens e mulheres na condição de partes processuais ou vítimas de crime".

Quando juiz titular da 2ª Vara Criminal de Erechim, nunca aplicou a Lei Maria da Penha por considerá-la inconstitucional e violadora da igualdade entre homens e mulheres. Escrevia em suas sentenças que o "equívoco dessa lei foi pressupor uma condição de inferioridade da mulher, que não é a realidade da região Sul do Brasil, nem de todos os casos, seja onde for", e que "perpetuar esse tipo de perspectiva é fomentar uma visão preconceituosa, que desconhece que as mulheres hoje são chefes de muitos lares e metade da força de trabalho do país".

Ora, só uma justiça míope, pode pretender tratar desiguais como iguais, promovendo assim maiores injustiças. Fazendo valer suas convicções pessoais, e afastando uma norma legitimamente vigente, fez o ex-juiz as mulheres duplamente vitimas: quando vitimas da violência e ao isentar de responsabilização criminal os agressores.

Assim, identificamos que em diversas situações, o Ministério Público tem recorrido contra as sentenças de juízes em relação às medidas protetivas, haja vista que não são poucos os magistrados que se negam a reconhecer na Lei Maria da Penha sua legalidade e potencial de realização de justiça. Todos os recursos foram concedidos pelas Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

Assim, passo a passo, o próprio direito vai afastando as pedras do caminho da justiça. O Sr. Marcelo Colombelli Mezzomo, ex-juiz, é uma pedra a menos, nesta longa jornada que temos para consolidar a justiça para as mulheres, efetivando-se para além da lei e sua forma abstrata.

É imprescindível considerar que a (descom)postura do Sr. Marcelo enquanto no exercício da magistratura, expôs o seu machismo pessoal e todo o seu preconceito contra as mulheres, valendo-se de forma irresponsável da distorção dos instrumentos e dispositivos legais. Já em julho de 2008 a Marcha Mundial das Mulheres repudiou os comentários do ex-juiz afirmando que este, reproduzia o machismo e o patriarcado existente nas estruturas de direito da sociedade. Passados 2 anos e 7 meses o próprio Sr. Marcelo corrobora nossa afirmativa assumindo-se como infrator potencialmente enquadrado pela Lei Maria da Penha. Dessa forma fica nítida e materializada a sua irresponsabilidade e improbidade cometidas no ato de emitir interpretação falsa e pessoalizada de tal legislação em detrimento da aplicação justa e igualitária do Direito.

Permanecem algumas questões. Quantas mulheres serão vítimas duplamente da violência sexista praticada em casa e nos tribunais? Quantos Colombellis utilizarão da deturpação da Justiça para sustentar a invisibilidade e os crimes cometidos contra as mulheres? Quantas Danielas levantarão a voz exigindo seus direitos? Quantas notas, textos, artigos os movimentos feministas terão de escrever reafirmando e combatendo as mesmas práticas, machismo, misoginia e sexismo? Até quando?

Ações do Movimento de Mulheres

A Marcha Mundial das Mulheres, em sua Ação 2010, definiu 4 eixos de intervenção sendo um deles é a violência contra as mulheres. E fala justamente desta violência naturalizada, que faz parte do cotidiano da maioria das mulheres brasileiras e em todos os países e precisa ter um fim. Mas de que forma as mulheres estão se organizando para isto? Dando visibilidade a todas as formas de violência e sua origem. Sabemos que a raiz está no machismo que trata todas as mulheres como objeto e se manifesta de diferentes formas na sociedade capitalista, discriminadora e misógina.

Sabemos que é senso comum que a violência tem sua maior expressão dentro de casa e os agressores estão entre as pessoas conhecidas da mulher, e mais que isso, compõem suas relações de afeto. Mas também sabemos que é violência sermos tratadas como mercadoria, como objetos de desejo dos homens.

Uma vitória foi obtida com a exoneração deste juiz e esperamos que outros juízes também tenham suas condutas avaliadas. A sociedade precisa assumir um compromisso com a tolerância, a paz, e com a igualdade substancial. Para isto cabe ao movimento de mulheres, dar cada vez mais visibilidade às lutas das mulheres contra a violência sexista, a partir da sensibilização das pessoas, através da pressão para que o Estado elabore e execute políticas públicas e o judiciário seja de fato uma instituição ética na qual depositamos nossa confiança e respeito.

Precisamos lutar contra a padronização e por mudanças culturais urgentes. As novas relações sociais serão construídas a partir destes paradigmas, rumo a um projeto global de transformação da vida das mulheres e da sociedade.

Mudar o mundo para mudar a vida das mulheres para mudar o mundo!


* Analine Specht, Claudia Prates e Sirlanda Selau são militantes fiministas da Marcha Mundial das Mulheres do RS


10/02/2011

QUEREMOS QUE OS GAYS POSSAM DOAR SANGUE!

O Grupo Matizes e a Liga Brasileira de Lésbicas entregaram documento,
na noite desta quarta-feira (09), ao presidente nacional da Ordem dos
Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, solicitando um posicionamento
do órgão sobre a constitucionalidade da Resolução nº 153/2004 da
Anvisa que proíbe homens gays e bissexuais de doarem sangue. No mesmo
dia, a Assembleia Legislativa aprovou voto de louvor à Campanha "Nosso
Sangue pela Igualdade", lançada há duas semanas pelas entidades que
defendem as causas LGBT's.
A entrega do ofício aconteceu em mãos durante o lançamento da campanha
das prerrogativas dos advogados, no auditório da OAB-PI. Matizes e LBL
querem que a Ordem apóie a revogação da medida do Ministério da Saúde.
De antemão, Ophir Cavalcante se comprometeu a pautar o debate no
conselho federal da OAB.
Uma das coordenadoras do Matizes, Marinalva Santana, afirmou que
representantes do órgão no Piauí já sinalizam apoio à campanha.
"Conversamos com o advogado Marcos Vinícius (secretário geral da
OAB-PI) e ficou combinado de, na próxima semana, ele apreciar o
pedido, bem como analisar a portaria. O conselho federal deve sim se
manifestar", disse marinalva, que também é articuladora da LBL.

Marinalva entrega documento a Ophir Cavalcante. O repórter Daniel
Silva fez o registro

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA APOIA CAMPANHA
A Assembleia Legislativa do Piauí aprovou, por unanimidade, envio de
ofício ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, solicitando revisão da
Resolução da Anvisa. Em sessão no plenário da Casa, foi aprovado voto
de louvor à Campanha Nosso Sangue pela Igualdade, iniciada há duas
semanas pelo Grupo Matizes e pela Liga Brasileira de Lésbicas. A
proposta do voto de louvor e a solicitação de envio do ofício ao
Ministro Padilha foram apresentados pelo Deputado Fábio Novo. Para o
parlamentar, "a Portaria da ANVISA, além de discriminatória, coloca o
Brasil em situação constrangedora perante o pensamento progressista".
PADILHA VAI LEVANTAR DISCUSSÃO NO MINISTÉRIO
Em visita a Teresina na semana passada, o Ministro Alexandre Padilha
encontrou representantes dos movimentos ligados às causas LGBT's que
solicitaram um posicionamento do governo sobre a proibição de
homossexuais de doarem sangue. Na oportunidade, Padilha já se
comprometeu a convocar as áreas técnicas do Ministério da Saúde para
discutir a proibição imposta pela Resolução 153/2004. De acordo com
Marinalva, o Matizes deve seguir para Brasília, em março, para
discutir a pauta. "a Câmara Técnica de Saúde da População LGBT,
vinculada ao Conselho Nacional de Saúde, discutirá essa proibição da
Anvisa. Nós do Matizes seremos convidados para participar dessa
reunião em Brasília. Temos uma representante da LBL lá, a Lourdinha
Rodrigues", revela a coordenadora do Grupo.
ÓRGÃOS E POLÍTICOS SÃO CONTRA PORTARIA DA ANVISA
Diversos órgãos e políticos se mostraram a favor da mudança da decisão
do Ministério da Saúde. Além da OAB e Alepi, o Ministério Público
Federal é autor da ação que questiona a constitucionalidade dessa
resolução. Na Assembleia Legislativa, apartearam o deputado Fábio
Novo, no plenário, os seguintes parlamentares: Cícero Magalhães (PT),
Merlong Solano (PT), Firmino Filho (PSDB), Margarete Coelho (PP) e
Evaldo Gomes (PTC). Já no Congresso Nacional, o senador Wellington
Dias (PT) e o deputado federal Assis Carvalho (PT) já teriam se
comprometido a discursar sobre a questão na tribuna.

Seminário discutirá participação das mulheres na política

    por Leonardo Prado
 
Janete Pietá: evento vai discutir como aumentar participação feminina.A bancada feminina vai realizar, em 15 de fevereiro, seminário para debater a participação das mulheres no poder,  a Lei Maria da PenhaLei 11.340/06, que triplicou a pena para agressões domésticas, permitiu que agressores sejam presos em flagrante, acabou com as penas pecuniárias (aquelas em que o réu é condenado a pagar cestas básicas ou multas) e trouxe uma série de medidas para proteger a mulher agredida, como a determinação da saída do agressor de casa. A Lei Maria da Penha recebeu esse nome em homenagem à Maria da Penha Fernandes, mulher que sobreviveu a duas tentativas de homicídio por parte do ex-marido. e políticas de combate à pobreza voltadas à mulher. O evento será parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher (8 de março).
 
A coordenadora da bancada feminina, deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), disse que é preciso comemorar as conquistas recentes das mulheres. "Além da eleição da presidente Dilma, as duas vice-presidentes, da Câmara e do Senado, são mulheres. Podemos comemorar isso e já discutir como aumentar a participação feminina a partir da reforma política."
 
A Câmara elegeu a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) para a 1ª Vice-Presidência. Ela é a primeira mulher a ocupar um cargo como titular da Mesa DiretoraA Mesa Diretora é a responsável pela direção dos trabalhos legislativos e dos serviços administrativos da Câmara. Ela é composta pelo presidente da Casa, por dois vice-presidentes e por quatro secretários, além dos suplentes de secretários. Cada secretário tem atribuições específicas, como administrar o pessoal da Câmara (1º secretário), providenciar passaportes diplomáticos para os deputados (2º), controlar o fornecimento de passagens aéreas (3º) e administrar os imóveis funcionais (4º).. No Senado, a 1ª vice-presidente é a senadora Marta Suplicy (PT-SP).
 
Além do seminário, será realizada em 1º de março sessão solene conjunta da Câmara e do Senado em comemoração ao mês da mulher.
 
Reportagem - Marcello Larcher
Edição - Pierre Triboli
 

Senadores aprovam indicação de Delaíde Arantes, ex-doméstica, para vaga no TST

Senadores aprovam indicação de Delaíde Arantes, ex-doméstica, para vaga no TST
No início da noite desta quarta-feira (9), o Plenário do Senado Federal aprovou, com 58 votos favoráveis e dois contrários, a indicação presidencial da advogada Delaíde Alves Miranda Arantes para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), na vaga aberta com a aposentadoria do ministro José Simpliciano Fontes de Faria. Ela havia sido sabatinada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) em 15 de dezembro do ano passado.
 
Os senadores Marcelo Crivella (PRB-RJ), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) elogiaram a aprovação da indicação de Delaíde Arantes e elogiaram a trajetória profissional da advogada.
 
Nascida em Pontalina (GO), Delaíde Arantes viveu a infância no interior goiano com o pai assalariado agrícola e a mãe dona de casa. Mudou-se para Goiânia em 1971, onde cursou o ensino médio e teve que trabalhar como doméstica para se sustentar. Também em Goiânia formou-se em Direito e passou a se dedicar à Justiça Trabalhista. Tem pós-graduação em Direito e Processo do Trabalho e em Docência Universitária.
 
Dentre suas obras publicadas destacam-se Trabalho Doméstico - Direitos e Deveres e Execução Trabalhista Célere e Eficiente - Um Sonho Possível. Delaíde também já atuou como conselheira do Conselho Estadual da Mulher do Estado de Goiás, foi vice-presidente da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica e presidente do Instituto Goiano de Direito do Trabalho, entre outros cargos.
 
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Pelo menos agora, teremos uma ministra que conhece a realidade da classe trabalhadora assalariada no Supremo.... SInal dos tempos.
 
Parabéns a ministra e às mulheres trabalhadoras.

09/02/2011

Julgamento dará definição mais clara a direitos de homossexuais

O reconhecimento da união homoafetiva com os mesmos efeitos jurídicos da união estável entre homem e mulher foi defendido, nesta terça-feira (8), pela ministra Nancy Andrighi, ao iniciar na Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) o julgamento de um recurso especial do Paraná. "O afeto homossexual saiu da clausura", disse a ministra ao final de seu voto. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Sidnei Beneti.

Segundo a relatora, este é o primeiro caso em que o STJ vai firmar uma posição ampla e de mérito sobre os direitos relativos à união homoafetiva. Em processos anteriores, o Tribunal já reconheceu direitos específicos, como em relação à adoção de crianças, benefícios previdenciários e cobertura de planos de saúde.

O processo do Paraná corre em segredo de Justiça. Duas mulheres, L. e S., conviveram em relação estável de 1996 a 2003, quando S. morreu em consequência de complicações após um transplante de pulmão. Segundo os autos, durante o período de convivência, o patrimônio registrado em nome de S. foi aumentado, com o acréscimo de uma chácara e de parte dos direitos sobre um apartamento. Após a morte, os familiares de S. pediram a partilha dos bens entre eles, excluindo L.

A companheira sobrevivente vem lutando, desde então, para garantir a meação do patrimônio, que, segundo diz, foi constituído conjuntamente. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) reconheceu a sociedade de fato entre as duas, mas considerou que L. não conseguiu demonstrar sua participação no esforço comum para a formação do patrimônio, razão pela qual não reconheceu seus direitos sobre os bens.

Para a ministra Nancy Andrighi, no entanto, a prova do esforço comum não deve ser exigida, pois "é algo que se presume", tanto quanto no caso da união entre heterossexuais. Ela afirmou que, à falta de leis que regulamentem os direitos dos homossexuais, deve-se recorrer à analogia, aplicando as mesmas regras válidas para a união estável. "A ausência de previsão legal jamais pode servir de pretexto para decisões omissas", acrescentou.

De acordo com a relatora, desde que a relação afetiva seja estável e pública e tenha o objetivo de constituir família – como se exige para a caracterização da união estável –, negar à união de homossexuais as proteções do direito de família e seus reflexos patrimoniais seria uma afronta ao princípio da dignidade da pessoa humana e a dois objetivos fundamentais estabelecidos pela Constituição: a erradicação da marginalização e a promoção do bem de todos, sem qualquer forma de preconceito.

O voto da ministra Nancy Andrighi – aplicando por analogia o instituto da união estável para reconhecer os direitos reivindicados por L. sobre os bens adquiridos a título oneroso durante o relacionamento – foi seguido, no aspecto patrimonial, pelo ministro Massami Uyeda, presidente da Terceira Turma. Faltam votar os ministros Sidnei Beneti e Paulo de Tarso Sanseverino e o desembargador convocado Vasco Della Giustina.

O número deste processo não é divulgado em razão de sigilo.


Superior Tribunal de Justiça - O Tribunal da Cidadania


07/02/2011

Justiça do Piauí reconhece união entre lésbicas

 Justiça do Piauí reconhece união homoafetiva entre lésbicas
Mulher vai pedir na Justiça propriedade da casa que construiu junto com sua parceira, já falecida
 
atualizado em 07/02/2011 11:37
 
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O movimento LGBT do Piauí comemora mais uma vitória na luta pela igualdade de direitos. Pela primeira vez no Piauí, um relacionamento entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecido judicialmente como união estável. O Juiz da 4ª Vara da Família de Teresina, Antônio de Paiva Sales, reconheceu em sentença a união estável de duas lésbicas, que conviveram por cerca de 10 anos. Esse reconhecimento traz consigo a validação de uma série de direitos antes negligenciados.  A decisão foi prolatada no processo nº 234932008.
 
No pedido inicial, feito pela Defensoria Pública do Estado, a autora pede o reconhecimento judicial da união estável  que ela manteve com sua ex-companheira, falecida em 2007. Em 2009, o Instituto de Previdência do Município de Teresina - IPMT já havia reconhecido administrativamente a união entre as duas mulheres, concedendo, inclusive, pensão à parceira sobrevivente.
 
Na sentença, o magistrado invoca o art. 5º da Constituição Federal e conclui que:
"mesmo não expresso na Lei, mas sendo costumeiro se ver a relação entre pessoas do mesmo sexo vivendo como casal e com coabitação, reciprocidade, ajuda mútua, carinho; enfim, equiparado à relação de marido e mulher, forçoso é o reconhecimento da união estável, entre pessoas do mesmo sexo."
 
Agora, com esse reconhecimento, a autora da ação, de iniciais M. T. O. C.,  vai pedir na Justiça a anulação do inventário que tranferiu a propriedade da casa que construiu com sua ex-companheira para o nome dos pais desta. "Essa decisão judicial me deixa muito feliz, mas as marcas da dor e do sofrimento que passei ainda estão vivos em minha memória", afirma a autora. 
 
Para Marinalva Santana, da Liga Brasileira de Lésbicas, a sentença do Juiz da 4ª Vara da Família reforça a tese do movimento LGBT, de que  as uniões entre pessoas do mesmo sexo devem ser igualadas às uniões estáveis de casais heterossexuais. "Para nossa alegria, mais uma vez o Judiciário Piauiense diz sim às relações homoafetivas, sinalizando o caráter vanguardista de nosso Estado nessa área do Direito. É importante ressaltar que, administrativamente, nós já tínhamos conseguido esse reconhecimento, mas, judicialmente, é a primeira vez no Piauí", frisa a militante.
 
 Mulher luta na justiça para ter direito a bens da ex-companheira
segunda, 07 de fevereiro de 2011 • 11:46
 
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Por Cinnara Sales
 
Mais uma vitória para as mulheres da Liga Brasileira de Lésbicas. O juiz da 4ª Vara da Família de Teresina, Antônio de Paiva Sales, reconheceu a união estável de duas lésbicas, que conviveram por cerca de 10 anos.
 
Telma Oliveira entrou com uma ação judicial em 2007, quando sua companheira faleceu. No ano de 2009, ela conseguiu que o Instituto de Previdência do Município de Teresina (IPMT) reconhecesse administrativamente a união entre as duas mulheres, concedendo pensão a recorrente.
 
Em sentença julgada na última semana, o juiz concluiu que: "mesmo não expresso na Lei, mas sendo costumeiro se ver a relação entre pessoas do mesmo sexo vivendo como casal e com coabitação, reciprocidade, ajuda mútua, carinho; enfim, equiparado à relação de marido e mulher, forçoso é o reconhecimento da união estável, entre pessoas do mesmo sexo".
 
Telma decidiu entrar com reconhecimento judicial da união estável após a família de sua ex-companheira conseguir transferir para seus nomes a casa na qual ela vivia a cerca de 10 anos. Mesmo com a decisão judicial, Telma nunca abandonou a residência. "Essa decisão judicial me deixa muito feliz, mas as marcas da dor e do sofrimento que passei ainda estão vivos em minha memória", afirma.
 
Marinalva Santana, da Liga Brasileira de Lésbicas, comemora a decisão do Juiz da Vara da Família. "Para nossa alegria, mais uma vez o judiciário piauiense diz sim às relações homoafetivas, sinalizando o caráter vanguardista de nosso Estado nessa área do Direito", pontua a militante.

03/02/2011

Foi por um triz

fevereiro 2, 2011 — jandirainbow | Editar

Foi por um triz.

Os últimos dias de janeiro de 2011 testemunharam uma demonstração
massiva de solidariedade global com Brenda Namigadde. Cidadã de
Uganda, negra, lésbica, Brenda fugiu de seu país há 8 anos, depois de
ter sua casa queimada, em apenas mais uma das inúmeras demonstrações
de intolerância e violência que ela viveu durante sua vida. Fugiu para
a Inglaterra, onde apresentou pedido de asilo baseado no compromisso
do Reino Unido de abrigar pessoas que estejam sob ameaça em seus
países por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

A solicitação de asilo foi negada a Brenda por um juiz que alegou não
ter evidências suficientes de sua homossexualidade, já que a moça não
possui e não tem o hábito de ler revistas sobre a temática LGBT. À
medida que a história de Brenda vai se desdobrando, notícias
alarmantes surgem a respeito de como os casos de exílio LGBT são
processados de maneira aleatória e às vezes francamente ofensiva.
Quanto mais cavamos, mais claro vai ficando que o sistema de proteção
de pessoas sob perseguição está terrivelmente cheio de falhas e exige
a nossa atenção.

A deportação estava confirmada para o dia 21 de janeiro de 2011, mas
houve um erro na lista de passageiros e o embarque teve que ser adiado
para o dia 28 do mesmo mês. A jornalista Melanie Nathan do site
LezGetReal.comsoube da notícia e começou uma mobilização para salvar
Brenda da violência e perseguição certas caso voltasse ao seu país.

Com a viagem confirmada para a última sexta-feira (28/1), LezGetReal
se juntou à LGBT Asylum News, AllOut.org,GetEqual.org e colocaram no
ar uma carta pública endereçada à Secretária do Interior do Reino
Unido pedindo que Brenda não fosse deportada. Em apenas três dias,
quase 60 mil pessoas assinaram a carta numa movimentação grande demais
para ser ignorada por qualquer autoridade britânica. Brenda já estava
dentro do avião quando chegou a liminar suspendendo sua deportação.

Foi uma vitória de um movimento global jovem, bem informado,
comprometido com a garantia de direitos iguais para pessoas LGBT e
conectado via internet pelo mundo todo. O que assistimos foi,
provavelmente, a inauguração formal de um novo modelo de mobilização
política pelos direitos sexuais, com a característica muito particular
dos tempos atuais: a mobilização instantânea.

Uganda é atualmente um dos países mais perigosos para lésbicas, gays,
bissexuais e pessoas trans viverem, segundo classificação da ILGA. As
relações sexuais entre homens é punível com até 10 anos de reclusão, e
o sexo entre mulheres é considerado ilegal. Enquanto diversos países
da América Latina e Europa estão aprovando leis de igualdade para
pessoas LGBT e casais formados por pessoas do mesmo sexo, em Uganda
tramita uma proposta de lei que institui pena de morte para
homossexuais. O parlamentar Ugandense que está promovendo a Lei
Anti-Gays (que prevê pena de morte para homossexuais) ligou
diretamente para Melanie Nathan para criticar a "cobertura de péssima
qualidade" que ela vem fazendo desse tema em seu site, deixando claro
que está acompanhando passo a passo o caso de Brenda. Chegou a dizer
que estava aguardando Brenda chegar a Campala para se desculpar e se
"reformar", ou seja, "curar" sua lesbianidade. Ou…

Há uma semana, o caso de Brenda era virtualmente desconhecido, e era
certa a sua deportação para Uganda, onde o querido ativista pelos
direitos LGBT David Kato foi brutalmente assassinado na última
quarta-feira. Mas graças a você e mais de 60 mil outras pessoas que
enviaram cartas, marcharam pelas ruas de Londres e compartilharam a
história de Brenda, nós construímos um apelo internacional que fez
barulho demais para que a Secretária do Interior da Inglaterra Theresa
May e outras autoridades daquele país pudessem ignorar.

É uma história incrível, mas ainda não acabou…

Hoje, dia 2 de fevereiro, o pedido de exílio de Brenda será revisado –
a corte decidirá de uma vez por todas se aprova ou nega autorização
para que possa viver aberta e livremente na Inglaterra. A situação
parece positiva, com muitas pessoas levantando a voz em seu apoio. Mas
nós precisamos manter a pressão sobre Theresa May e o governo inglês
para que cumpram a promessa de priorizar pedidos de exílio de pessoas
LGBT.

Portanto, se você ainda não fez a sua parte, ainda é tempo. Por favor
espalhe a história de Brenda pelo mundo afora e diga ao Departamento
de Interior do Reino Unido que você se importa com Brenda.

Ninguém será livre até que todas as pessoas sejam livres.

http://www.allout.org/brenda/taf

Pessoas q deram o sangue pela igualdade

Pessoas de todos os matizes,
Um sucesso nosso ato no Hemocentro do Piauí, na última segunda-feira. Vejam abaixo manifesto e as fotos de algumas pessoas q deram seu sangue pela igualdade.
http://www.cidadeverde.com/diversidade/diversidade_txt.php?id=31631
NOSSO SANGUE PELA IGUALDADE: MANIFESTO DO GRUPO MATIZES E DA LIGA BRASILEIRA DE LÉSBICAS

MANIFESTO DA LIGA BRASILIERA DE LÉSBICAS E DO GRUPO MATIZES

Você sabia que, no Brasil, homens gays e bissexuais são impedidos de doar sangue? Pois é, essa vedação está expressa na Resolução - RDC nº 153, de 14 de junho de 2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. A referida Resolução prevê que  "serão inabilitados por um ano, como doadores de sangue ou hemocomponentes, os candidatos que nos 12 meses precedentes tenham sido expostos a uma das situações abaixo:  (...)  Homens que tiveram relações sexuais com outros homens e ou as parceiras sexuais destes." Ou seja: para o Ministério da Saúde, homens gays e bissexuais podem doar sangue, desde que tenham a abstinência sexual como regra.

Flagrantemente discriminatória, a proibição da ANVISA deve ser contestada por toda a sociedade, porque atenta contra um dos valores mais caros da humanidade: a solidariedade. Além disso, contribui para dificultar ainda mais a coleta das 5.500 bolsas de sangue/dia de que necessitam os hemocentros estaduais.
A Liga Brasileira de Lésbicas e o Grupo Matizes sabem da importância de se ter um controle rigoroso do sangue coletado em hemocentros. O rigor e o zelo, entretanto, não podem ser confundidos com exclusões de caráter científico duvidoso. Essa proibição estapafúrdia mantida pela ANVISA é, além de inócua, estimuladora da mentira. Sabe por quê? Porque se um homem gay ou bissexual negar na entrevista que fez/faz sexo com outro homem pode doar sangue normalmente.

Por isso, está mais do que na hora de o Governo Brasileiro rever essa proibição, a exemplo do que já fizeram vários outros países.
Teresina (PI), janeiro de 2011.

VEJA ABAIXO AS FOTOS DO ATO REALIZADO NO HEMOPI, DENTRO DA CAMPANHA "NOSSO SANGUE PELA IGUALDADE"









 

FOI POR UM TRIZ

http://lblnacional.wordpress.com/2011/02/02/foi-por-um-triz/
Os últimos dias de janeiro de 2011 testemunharam uma demonstração massiva de solidariedade global com Brenda Namigadde. Cidadã de Uganda, negra, lésbica, Brenda fugiu de seu país há 8 anos, depois de ter sua casa queimada, em apenas mais uma das inúmeras dem

onstrações de intolerância e violência que ela viveu durante sua vida. Fugiu para a Inglaterra, onde apresentou pedido de asilo baseado no compromisso do Reino Unido de abrigar pessoas que estejam sob ameaça em seus países por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

A solicitação de asilo foi negada a Brenda por um juiz que alegou não ter evidências suficientes de sua homossexualidade, já que a moça não possui e não tem o hábito de ler revistas sobre a temática LGBT. À medida que a história de Brenda vai se desdobrando, notícias alarmantes surgem a respeito de como os casos de exílio LGBT são processados de maneira aleatória e às vezes francamente ofensiva. Quanto mais cavamos, mais claro vai ficando que o sistema de proteção de pessoas sob perseguição está terrivelmente cheio de falhas e exige a nossa atenção.

A deportação estava confirmada para o dia 21 de janeiro de 2011, mas houve um erro na lista de passageiros e o embarque teve que ser adiado para o dia 28 do mesmo mês. A jornalista Melanie Nathan do site LezGetReal.com (http://lezgetreal.com/2011/01/ugandan-lesbian-is-at-the-airport-no-word-of-stay/) soube da notícia e começou uma mobilização para salvar Brenda da violência e perseguição certas caso voltasse ao seu país.

Com a viagem confirmada para a última sexta-feira (28/1), LezGetReal se juntou à LGBT Asylum News (http://madikazemi.blogspot.com/) , AllOut.org (http://www.allout.org/en/brenda) ,GetEqual.org (http://getequal.org/) e colocaram no ar uma carta pública endereçada à Secretária do Interior do Reino Unido pedindo que Brenda não fosse deportada. Em apenas três dias, quase 60 mil pessoas assinaram a carta numa movimentação grande demais para ser ignorada por qualquer autoridade britânica. Brenda já estava dentro do avião quando chegou a liminar suspendendo sua deportação.

Foi uma vitória de um movimento global jovem, bem informado, comprometido com a garantia de direitos iguais para pessoas LGBT e conectado via internet pelo mundo todo. O que assistimos foi, provavelmente, a inauguração formal de um novo modelo de mobilização política pelos direitos sexuais, com a característica muito particular dos tempos atuais: a mobilização instantânea.

Uganda é atualmente um dos países mais perigosos para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans viverem, segundo classificação da ILGA. As relações sexuais entre homens é punível com até 10 anos de reclusão, e o sexo entre mulheres é considerado ilegal. Enquanto diversos países da América Latina e Europa estão aprovando l

eis de igualdade para pessoas LGBT e casais formados por pessoas do mesmo sexo, em Uganda tramita uma proposta de lei que institui pena de morte para homossexuais. O parlamentar Ugandense que está promovendo a Lei Anti-Gays (que prevê pena de morte para homossexuais) ligou diretamente para Melanie Nathan para criticar a "cobertura de péssima qualidade" que ela vem fazendo desse tema em seu site, deixando claro que está acompanhando passo a passo o caso de Brenda. Chegou a dizer que estava aguardando Brenda chegar a Campala para se desculpar e se "reformar", ou seja, "curar" sua lesbianidade. Ou…

Há uma semana, o caso de Brenda era virtualmente desconhecido, e era certa a sua deportação para Uganda, onde o querido ativista pelos direitos LGBT David Kato foi brutalmente assassinado na última quarta-feira. Mas graças a você e mais de 60 mil outras pessoas que enviaram cartas, marcharam pelas ruas de Londres e compartilharam a história de Brenda, nós construímos um apelo internacional que fez barulho demais para que a Secretária do Interior da Inglaterra Theresa May e outras autoridades daquele país pudessem ignorar.

É uma história incrível, mas ainda não acabou…

Hoje, dia 2 de fevereiro, o pedido de exílio de Brenda será revisado – a corte decidirá de uma vez por todas se aprova ou nega autorização para que possa viver aberta e livremente na Inglaterra. A situação parece positiva, com muitas pessoas levantando a voz em seu apoio. Mas nós precisamos manter a pressão sobre Theresa May e o governo inglês para que cumpram a promessa de priorizar pedidos de exílio de pessoas LGBT.

Portanto, se você ainda não fez a sua parte, ainda é tempo. Por favor espalhe a história de Brenda pelo mundo afora e diga ao Departamento de Interior do Reino Unido que você se importa com Brenda.