20/10/2010
Ativistas pedem que ONU detenha onda homofóbica
Carta da LBL sobre leições 2010
Presidenta(e) que administrará o Brasil nos próximos 04 anos. Em
momentos como esse, o que se espera é que o debate de idéias e
propostas realmente relevantes permeiem o processo eleitoral.
Para nós mulheres, lésbicas e bissexuais é relevante discutir temas
como a violência que ceifa milhares de vidas todos os anos; a falta de
moradia, que atormenta milhões de famílias brasileiras; discutir
também mecanismos para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde
(SUS) e seus princípios da universalidade, integralidade e equidade, e
de uma educação pública, gratuita e de qualidade. Enfim, discutir
temas que contribuam para a melhoria de vida da população brasileira e
que também fortaleçam a democracia em nosso País.
Porém, para surpresa e desapontamento nosso, assistimos a uma sucessão
de fatos que promovem a desqualificação do feminino e estimula a
produção e a reprodução da violência contra as mulheres. Desde o
início do processo eleitoral, uma das candidatas a Presidenta foi alvo
dos mais sórdidos ataques reveladores do sexismo, do machismo e da
misoginia que constituem a nossa sociedade. Primeiro, orquestrou-se a
tentativa de descredenciar essa candidata através do discurso
falacioso que ela era um fantoche na mão do Presidente da República,
revelando assim a dificuldade dos setores mais conservadores e
machistas em aceitar a capacidade e competência das mulheres para a
gestão pública. Depois, se descambou para o "debate" enviesado de
temas ligados aos nossos direitos sexuais e direitos reprodutivos com
o intuito de alimentar o ódio, a intolerância e o desrespeito a grupos
historicamente excluídos e socialmente inferiorizados, em especial as
mulheres e as pessoas com orientação sexual e identidade de gênero
diferentes das tradicionalmente aceitas (LGBTTI).
Para nós, ressaltamos, o mais importante não é a posição pessoal da(o)
pretendente a ocupar a Presidência da República sobre determinados
temas, mas é relevante, sim, ver a sinalização de compromissos com:
Ø ações que contribuam para o enfrentamento da discriminação e de
todas as formas de violência contra mulheres, LGBTTIs, negras(os),
pessoas com deficiência, idosas(os) e todos os demais outros grupos
socialmente inferiorizados;
Ø a construção de uma educação libertadora, que promova a
descolonização do pensamento e garanta o pluralismo, a autonomia, a
autodeterminação e a liberdade de todas as pessoas em situação de
vulnerabilidade;
Ø a defesa do Estado Laico; democrático e solidário, capaz de
promover a vida e os Direitos de toda a população, e que para além das
aparências, reconheça que todos(as) têm direito a proteção igual
contra qualquer discriminação de raça, sexo, cor, idade e quaisquer
outras formas de discriminação que fere os direitos de todos seus
cidadãos, rumo a uma sociedade que respeite a diversidade e promova a
paz., reconhecendo que nenhuma pessoa ou instituição está acima da
Constituição e dos direitos individuais e coletivos.
Outubro de 2010
Liga Brasileira de Lésbicas
18/10/2010
Vá votar com uma camiseta preta ou branca estampada com a palavra OrgulhoLaico.
prezam pela separação entre o Estado e a Religião.
Diante das recentes campanhas dos candidatos à presidência da
república nas Eleições 2010, com discursos que apenas contemplam os
princípios religiosos na sociedade, um movimento espontâneo de
reafirmação do Estado Laico surgiu no Twitter.
A Parada do Orgulho Laico acontecerá no mesmo dia de votação do 2º
turno para presidente do Brasil (dia 31 de Outubro). Para participar
basta votar com uma camiseta preta ou branca estampada com a palavra
OrgulhoLaico.
Divulgue a Parada do #OrgulhoLaico nas suas redes!
Fonte: www.sarcastico.com.br
13/10/2010
Juizes optam por aborto diante de gravidez indesejada, aponta estudo
querer", 79,2% abortaram
Pesquisa da Unicamp junto com a AMB é a primeira a retratar a opinião
pessoal dos que operam a lei brasileira
CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO
Ao se confrontar com uma gravidez indesejada, a maioria dos juízes
opta pelo aborto, revela uma pesquisa da Unicamp (Universidade
Estadual de Campinas) em parceria com a AMB (Associação dos
Magistrados Brasileiros).
As informações constam de um levantamento maior, que investigou o que
pensam os magistrados e promotores sobre a legislação brasileira e as
circunstâncias em que o aborto provocado deveria ser permitido no
país.
Entre os 1.148 juízes que responderam a questionários enviados pelos
Correios, 207 (19,8%) relataram que já tiveram parceiras que
engravidaram "sem querer". Nessa situação, 79,2% abortaram.
Das 345 juízas que participaram do estudo, 15% disseram que já tiveram
gravidezes indesejadas. Dessas, 74% optaram pelo aborto.
Apesar de não representar a opinião da maioria dos magistrados (só 14%
deles participaram da pesquisa), o trabalho é o primeiro a retratar a
opinião pessoal daqueles que operam as leis sobre o aborto, tema que
ganhou força no debate eleitoral.
Os números refletem o que outras pesquisas populacionais já
constataram: diante de uma experiência pessoal com a gravidez
indesejada, grande parte das pessoas, mesmo as que seguem alguma
religião, entende que a situação justifica o aborto.
MORAL
Na avaliação da antropóloga Debora Diniz, professora da Universidade
de Brasília, o dado revela uma questão básica sobre temas moralmente
sensíveis: uma coisa é como as pessoas agem e conduzem suas vidas, a
outra é o que elas consideram moralmente correto responder sobre o
tema.
"Aos 40 anos, uma em cada cinco mulheres já fez aborto no Brasil. Se
perguntássemos a essas mesmas mulheres se elas são favoráveis ao
aborto, a resposta seria incrivelmente diferente e contrária ao
aborto", afirma Diniz, também pesquisadora da Anis (Instituto de
Bioética Direitos Humanos e Gênero).
Incoerência? Para a antropóloga, não. Ela explica que temas com forte
regulação moral, em particular pelas religiões, geram uma expectativa
nas pessoas de haver respostas "corretas", que indicariam que elas são
"pessoas boas".
"Cria-se uma falsa expectativa de julgamento moral do indivíduo. Por
isso, um plebiscito sobre aborto é algo desastroso. As mulheres
abortam, seus companheiros as ajudam e as apoiam, mas ambos serão
contrários à legalização do aborto."
Hipocrisia? Na opinião do juiz João Ricardo dos Santos Costa,
vice-presidente de direitos humanos da AMB, sim. "A sociedade é
hipócrita e individualista. Não conseguimos nos colocar na condição do
outro."
Ele provoca. "Até padres quando se veem em uma situação em que suas
parceiras engravidam optam pelo aborto para manter a sua integridade
religiosa [permanecer na igreja]. Os juízes são como todas as pessoas.
Têm suas vivências e cargas de preconceitos", diz ele.
A pesquisa com os magistrados e promotores, publicada na "Revista de
Saúde Pública", se baseou em questionários enviados a 11.286 juízes e
13.592 promotores, por meio das associações que representam as
categorias. A taxa de resposta entre os juízes foi de 14%, e entre os
promotores, de 20%.
MÉDICOS
Seis anos atrás, o médico Anibal Faúndes, professor aposentado da
Unicamp e coordenador do estudo com os magistrados e promotores,
coordenou uma outra pesquisa com seus colegas de profissão, os
ginecologistas e obstetras. Um total de 4.261 profissionais
responderam a questionários enviados pela federação que representa a
categoria (Febrasgo).
Um quarto das médicas e um terço dos médicos relataram já ter
enfrentado uma gravidez indesejada.
A maioria (80%) optou pelo aborto. Mesmo entre os profissionais para
os quais a religião era muito importante, 70% escolheram interromper a
gravidez.
Quando a questão era a gestação indesejada de uma paciente, 40% dos
médicos disseram já terem ajudado a mulher (indicando profissionais
que faziam o aborto). A taxa subiu para 48% quando se tratava de um
familiar e de quase 80% quando se tratava da sua parceira.
"As mais profundas convicções se rendem frente a circunstâncias
absolutamente excepcionais. Todos somos contra o aborto, mas há
situações em que ele é um mal menor", diz Faúndes.
Dia 20 de Outubro - Vista Roxo contra a homofobia
| Companheiras, Essa campanha surgiu nos Estados Unidos: Foi decidido! Em 20 de outubro de 2010, nós iremos vestir roxo em honra dos jovens LGBT que cometeram suicídio nas últimas semanas/meses devido ao abuso homofóbico que sofreram em suas casas e escolas. ROXO representa o ESPÍRITO na bandeira LGBTQ e é exatamente o que queremos que você carregue: espírito. Por favor, saiba que os tempos irão melhorar e que você conhecerá pessoas que te amarão e respeitarão pelo que você é, não importa sua sexualidade. Por favor, vista roxo no dia 20 de Outubro. Divulgue para sua família, amigos, colegas de trabalho, de escola e vizinhos. Espalhe essa mensagem. É importante que todo o ódio acabe. |
Aborto, casamento e adoção gay... temas polêmicos? Eu não acho!
evangélica e católica exigem e que espere o julgamento da História,
porque este certamente virá!
* Ana Naiara Malavolta
04/10/2010
Manifesto dos Brancos da UFRGS - Imperdível!
racismo que vem sendo praticado nesta universidade. Parabéns aos que
tiveram esta inciaitiva.
LBL-RS
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MANIFESTO
"'Este texto é um manifesto escrito e subscrito por brancos que
compõem a comunidade escolar da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul. Ele é uma retumbante admissão pública, por nossa parte, de que
vivemos em um contexto de exclusão estrutural de negros e indígenas
dos benefícios e espaços de cidadania produzidos por nossa sociedade e
onde, ao mesmo tempo, é produzida uma teia de privilégios a nós
brancos, que torna completamente desigual e desumana nossa
convivência. Somos opressores, exploradores e privilegiados mesmo
quando não queremos ser. O racismo não é um "problema dos negros", mas
também dos brancos. É pelo reconhecimento destes privilégios que
marcam toda nossa existência, mesmo que nós brancos não os enxerguemos
cotidianamente, que exigimos a imediata aprovação de Ações afirmativas
de Reparação às populações negras e indígenas na Universidade Federal
do Rio Grande do Sul."
http://www.geledes.org.br/cotas-no-stf/manifesto-dos-brancos-da-universidade-federal-do-rio-grande-do-sul.html
Leia materia completa: Manifesto dos Brancos da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul. | Portal Geledés
