29/09/2010

Em Porto Alegre a Campanha Ponto Final promove curso para educadores abordando a temática da violência contra as mulheres e meninas. Inscrições estão abertas. Vagas limitadas

CAPACITAÇÃO

Campanha Ponto Final promove curso para educadores abordando a temática da violência contra as mulheres e meninas

Aulas terão início no dia 06 de outubro próximo, em Porto Alegre. Inscrições poderão ser feitas até 04/10 pelo e-mail campanhapontofinal@gmail.com Vagas limitadas

Continuam abertas as inscrições para as 20 vagas do Curso de Capacitação "A violência contra mulheres e meninas - prevenção primária como estratégia de enfrentamento", que se realizará nos dias 06, 14 e 18 de outubro próximo na Escola Estadual Paulo Gama – Avenida Silvado, 555 -  Bairro Partenon, Porto Alegre - Rio Grande do Sul. A aulas terão início às 8h e término previsto para as 17h45min.

 A promoção é da Campanha Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas em parceria com a 1ª Coordenadoria Regional da Secretaria do Estado de Educação do Rio Grande do Sul e Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre. As vagas disponíveis são para educadores interessados no tema e que tenham disponibilidade de participar dos três dias de atividades. Para efetuar a inscrição, a Ponto Final está solicitando o envio de e-mail para campanhapontofinal@gmail.com contendo nome completo, endereço pessoal e profissional, contato telefônico, instituição em que trabalha e atividades desenvolvidas. O encerramento das inscrições está previsto para o dia 4 de outubro próximo.

O objetivo do Curso - a ser desenvolvido em três módulos - é possibilitar às pessoas e instituições que desenvolvem ações educativas uma melhor compreensão da extensão e profundidade do problema da violência contra mulheres e meninas, oferecendo elementos teóricos, reflexão a partir de sua prática educativa cotidiana, bem como ferramenta de trabalho com o público-alvo, crianças, adolescentes e jovens adultos. Cada módulo terá duração de 8 horas-aula e reunirá educadores de dez escolas selecionadas do Bairro Partenon, rede educacional próxima à comunidade do Campo da Tuca, onde está sendo efetivada a experiência com caráter piloto da Campanha Ponto Final na Violência.

A programação do primeiro módulo - 06/10 - desenvolverá as seguintes temáticas:

Gênero – um conceito importante para compreensão e mudança da realidade social
Situando a Violência contra as Mulheres e Meninas
Sexualidades – aprendizados
Masculinidades e Heteronormatividades
As temáticas do segundo módulo marcado para o dia 14/10 abordarão:

Diferenças de gênero no cotidiano escolar
Educadores e escolas como agentes ativos na prevenção
A prevenção primária da violência contra mulheres e meninas
A experiência da Campanha Ponto Final no Campo da Tuca
A programação do terceiro e último módulo - 18/10 – terá a apresentação, às 8 horas, do painel  Escola como parte de uma rede de prevenção e apoio às meninas e mulheres, seguido de debate. Na parte da tarde, a atividade a ser desenvolvida será  a construção e apresentação de um plano de trabalho a partir dos conteúdos apresentados durante o curso.

Ação informativa e educativa - O Curso de Capacitação A violência contra mulheres e meninas - prevenção primária como estratégia de enfrentamento  conta com a parceria da Associação Comunitária Campo da Tuca - ACCAT  na liderança do processo, em parceria com as ongs feministas Themis, Maria Mulher e Coletivo Feminino Plural. A ênfase do curso está na ação informativa e educativa direta, mobilização de grupos locais para manifestações culturais e adesão a idéia da não violência, valorizando a participação de homens, mulheres, jovens e redes locais de serviço.

 Escolas parceiras - As instituições de ensino  parceiras da Campanha Ponto Final e contempladas cada uma com duas vagas são: Escola Municipal 1º Grau Deputado Marcirio Goulart Loureiro; Escola Estadual de Ensino Médio Doutor Oscar Tollens; Escola Municipal 1º Grau América; Escola Estadual de Ensino Fundamental Doutor Martins Costa Júnior; Escola Estadual Paulo Gama, Colégio São José Murialdo, Escola Estadual de Ensino Fundamental Tenente Coronel Travassos Alves; Escola Estadual de Ensino Fundamental Jerônimo de Albuquerque, Escola Estadual de Ensino Fundamental Madre Maria Selima e Colégio Estadual Francisco A. Vieira Caldas Júnior.

Sobre a campanha - A atividade compõe a agenda da Campanha Ponto Final na Violência contra Mulheres e Meninas em desenvolvimento desde o início de 2010 sob a coordenação executiva da Rede Feminista de Saúde, em parceria com a Rede de Homens pela Equidade de Gênero - RHEG, Agende - Ações de Gênero, Cidadania e Coletivo e Feminino Plural. A Ponto final tem como meta eliminar a aceitação social de todas as formas de violência contra as mulheres nos diversos níveis sociais, com a intensidade e cobertura necessárias para criar uma mobilização de longo prazo direcionada a erradicação da violência. Entre os seus principais objetivos está a mudança de atitudes e crenças sociais relacionadas à discriminação, desigualdades e iniqüidades de gênero, bem como fortalecer as redes de mulheres para visibilizar e denunciar a problemática da violência contras as mulheres.

26/09/2010

IBGE: Entre os mais escolarizados, mulheres ganham 58% do que recebem os homens

Por racismoambiental, 20/09/2010 12:48

Mesmo com maior escolaridade, as mulheres têm rendimento médio inferior ao dos homens. Em 2009, o total de mulheres ocupadas recebia cerca de 70,7% do rendimento médio dos homens ocupados. No mercado formal essa razão chegava a 74,6%, enquanto no mercado informal o diferencial era maior, e as mulheres recebiam 63,2% do rendimento médio dos homens.

A diferença era ainda maior entre os mais escolarizados: as mulheres com 12 anos ou mais de estudo recebiam, em média, 58% do rendimento dos homens com esse mesmo nível de instrução. Nas outras faixas de escolaridade, a razão era um pouco mais alta (61%). Entre 1999 e 2009, as disparidades pouco se reduziram.

O trabalho doméstico é um nicho ocupacional feminino por excelência, no qual 93% dos trabalhadores são mulheres. Em 2009, 55% delas tinham entre 25 e 44 anos, e a porcentagem de pardas era de 49,6%. Um percentual expressivo de trabalhadoras domésticas (72,8%) não possuía carteira de trabalho assinada; a média de anos de estudo era de 6,1, e o rendimento médio ficava na ordem de R$395,20.

Enquanto, em 2009, as mulheres trabalhavam em média 36,5 horas (em todos os trabalhos) semanais, para os homens a carga era de 43,9 horas. Nos trabalhos informais, a média caía a 30,7 horas para as mulheres e a 40,8 horas para os homens. Já nas ocupações formais, tanto para as mulheres (40,7 horas) quanto para os homens (44,8), a média de horas trabalhadas era maior que as 40 horas semanais.

Quando se analisa a média de horas trabalhadas por grupos de escolaridade tanto os homens quanto as mulheres com 9 a 11 anos de estudos trabalham mais do que os seus pares nos demais grupos. As mulheres com escolaridade mais baixa trabalham menos do que aquelas com mais de 12 anos de estudo, enquanto o inverso ocorre para os homens: aqueles com maior escolaridade trabalhavam menos do que os outros.

Apesar do aumento da taxa de atividade das mulheres, essas permanecem como as principais responsáveis pelas atividades domésticas e cuidados com os filhos e demais familiares. No Brasil, a média de horas gastas pelas mulheres a partir dos 16 anos de idade em afazeres domésticos é mais do que o dobro da média de horas dos homens. Em 2009, enquanto as mulheres de 16 anos ou mais de idade ocupadas gastavam em média 22,0 horas em afazeres domésticos, os homens nessas mesmas condições gastavam, em média, 9,5 horas.

A questão dos afazeres domésticos vista pela escolaridade mostra que as mulheres ocupadas com 12 anos ou mais de estudo passavam menos tempo se dedicando aos afazeres domésticos (17,0 horas semanais), quando comparadas às mulheres com até 8 anos de estudo (25,3 horas semanais).

http://www.ecodebate.com.br/2010/09/20/ibge-entre-os-mais-escolarizados-mulheres-ganham-58-do-que-recebem-os-homens/

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20/09/2010

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Repulsa ao sexo

18 de setembro de 2010 - Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo

Entre os três candidatos à Presidência mais bem colocados nas
pesquisas, não sabemos a verdadeira posição de Dilma e de Serra.
Declaram-se contrários para não mexer num vespeiro que pode lhes
custar votos. Marina, evangélica, talvez diga a verdade. Sua posição é
tão conservadora nesse aspecto quanto em relação às pesquisas com
transgênicos ou células-tronco.
Mas o debate sobre a descriminalização do aborto não pode ser pautado
pela corrida eleitoral.
Algumas considerações desinteressadas são necessárias, ainda que
dolorosas. A começar pelo óbvio: não se trata de ser a favor do
aborto. Ninguém é. O aborto é sempre a última saída para uma
gravidez indesejada. Não é política de controle de natalidade. Não é
curtição de adolescentes irresponsáveis, embora algumas vezes possa
resultar disso. É uma escolha dramática para a mulher
que engravida e se vê sem condições, psíquicas ou materiais, de
assumir a maternidade. Se nenhuma mulher passa impune por uma decisão
dessas, a culpa e a dor que ela sente com certeza são
agravadas pela criminalização do procedimento.
O tom acusador dos que se opõem à legalização impede que a sociedade
brasileira crie alternativas éticas para que os casais possam ponderar
melhor antes, e conviver depois, da decisão de interromper uma
gestação indesejada ou impossível de ser levada a termo.
Além da perda à qual mulher nenhuma é indiferente, além do luto
inevitável, as jovens grávidas que pensam em abortar são levadas a
arcar com a pesada acusação de assassinato. O drama da gravidez
indesejada é agravado pela ilegalidade, a maldade dos moralistas e a
incompreensão geral. Ora, as razões que as levam a cogitar, ou
praticar, um aborto, raramente são levianas. São situações de abandono
por parte de um namorado, marido ou amante, que às vezes desaparecem
sem nem saber que a moça engravidou. Situações de pobreza e falta de
perspectivas para constituir uma família ou aumentar ainda mais a
prole já numerosa. O debate envolve políticas de saúde pública para as
classes pobres. Da classe média para cima, as moças pagam caro para
abortar em clínicas particulares, sem que seu drama seja discutido
pelo padre e o juiz nas páginas dos jornais.
O ponto, então, não é ser a favor do aborto. É ser contra sua
criminalização. Por pressões da CNBB, o ministro Paulo Vannuchi
precisou excluir o direito ao aborto do recente Plano Nacional de
Direitos Humanos. Mas mesmo entre católicos não há pleno consenso. O
orajoso grupo das "Católicas pelo direito de decidir" reflete e
discute a sério as questões éticas que o aborto envolve.
O argumento da Igreja é a defesa intransigente da vida humana. Pois
bem: ninguém nega que o feto, desde a concepção, seja uma forma de
vida. Mas a partir de quantos meses passa a ser considerado
uma vida humana? Se não existe um critério científico decisivo, sugiro
que examinemos as práticas correntes nas sociedades modernas. Afinal,
o conceito de humano mudou muitas vezes ao longo da
história. Data de 1537 a bula papal que declarava que os índios do
Novo Continente eram humanos, não bestas; o debate, que versava sobre
o direito a escravizar-se índios e negros, estendeu-se até
o século 17.
A modernidade ampliou enormemente os direitos da vida humana, ao
declarar que todos devem ter as mesmas chances e os mesmos direitos de
pertencer à comunidade desigual, mas universal, dos homens.
No entanto, as práticas que confirmam o direito a ser reconhecido como
humano nunca incluíram o feto. Sua humanidade não tem sido contemplada
por nenhum dos rituais simbólicos que identificam a
vida biológica à espécie. Vejamos: os fetos perdidos por abortos
espontâneos não são batizados. A Igreja não exige isso. Também não são
enterrados. Sua curta existência não é imortalizada numa
sepultura - modo como quase todas as culturas humanas atestam a
passagem de seus semelhantes pelo reino desse mundo. Os fetos não são
incluídos em nenhum dos rituais, religiosos ou leigos, que
registram a existência de mais uma vida humana entre os vivos.
A ambiguidade da Igreja que se diz defensora da vida se revela na
condenação ao uso da camisinha mesmo diante do risco de contágio pelo
HIV, que ainda mata milhões de pessoas no mundo. A África,
último continente de maioria católica, paupérrimo (et pour cause...),
tem 60% de sua população infectada pelo HIV. O que diz o papa? Que não
façam sexo. A favor da vida e contra o sexo - pena de morte para os
pecadores contaminados.
Ou talvez esta não seja uma condenação ao sexo: só à recente liberdade
sexual das mulheres.
Enquanto a dupla moral favoreceu a libertinagem dos bons cavalheiros
cristãos, tudo bem. Mas a liberdade sexual das mulheres, pior, das
mães - este é o ponto! - é inadmissível. Em mais de um debate público
escutei o argumento de conservadores linha-dura, de que a mulher que
faz sexo sem planejar filhos tem que aguentar as consequências. Eis a
face cruel da criminalização do aborto: trata-se de fazer, do filho, o
castigo da mãe pecadora. Cai a máscara que escondia a repulsa ao sexo:
não se está brigando em defesa da vida, ou da criança (que, em caso de
fetos com
malformações graves, não chegarão a viver poucas semanas). A obrigação
de levar a termo a gravidez indesejada não é mais que um modo de
castigar a mulher que desnaturalizou o sexo, ao separar seu
prazer sexual da missão de procriar.

09/09/2010

Grito dos Excluídos e DAS EXCLUÍDAS!

Estivemos no 07 de setembro na avenida com o Grito dos Excluídos (@!) e foi interessante.
Pena ver como os movimentos sociais deixaram esta atividade de lado. Lembro de momentos em que tínhamos 10.000 na rua.
De qualquer forma foi interessante, mas ano que vem temos que retomar esta atividade com mais força, porque é um momento em que a população vai para a rua ver o desfile oficial.
A propósito: as "autoridades" não ficaam no palanque para nos ver passar!

GRAVATAÍ: 7 de Setembro nas cores do arco-íris

Um 7 de setembro atípico na avenida...

O desfile de 7 de setembro sempre traz a conotação da honra do soldado, da marcha, dos pelotões, do homem que serve à pátria e da defesa e memória do período de independência do Brasil. Ao longo do tempo foram incluindo-se temáticas ao desfile, geralmente em defesa de alguma coisa referente ao país. Crianças, adultos, idosos, homens e mulheres foram ocupando a dita passarela "verde-amarela".

O que nunca havia acontecido em Gravataí, e talvez eu nunca tivesse visto em nenhum outro desfile em lugar algum, foi exatamente o momento ímpar que vivemos ontem: o desfile se transformou nas cores do arco-íris. Membros que participam do Fórum da Diversidade Sexual promovido pela Assessoria de Políticas Públicas para a Juventude e pela Fundarc da Prefeitura de Gravataí, onde congregam pessoas da sociedade civil e entidades como a UAPA, desfilaram com  bandeiras e faixa enfatizando a quebra de preconceitos na cidade de Gravataí. Foi uma rápida passagem na avenida, onde aproximadamente 15 mil pessoas puderam perceber que Gravataí tem espaço para a diversidade e para a mudança de um poder público conservador, para um poder público para todos, de fato. Vale lembrar que a atual prefeita Rita Sanco, foi a primeira parlamentar da cidade a implementar lei municipal em defesa aos direitos homoafetivos.

Ao desfilarmos pela avenida, pudemos perceber o apoio que vinha de diversas partes da plateia que assistia. Algumas caras de "espanto", por tamanha coragem, mas a grande parte das reações eram de palmas, que, muitas vezes, vinham com vigor, admiração e sorrisos.

Participar de momentos como este, fez-me refletir também sobre a importância da visibilidade quando o tema é sexualidade. Enquanto esta camada da população seguir à sombra, seus direitos estarão sempre velados e a possibilidade de serem vistos como seres de direitos e cidadania, seguirão sendo jogados para baixo do tapete. Em torno disto, ressalto a importância das leis, dos legisladores, do poder executivo e de todas as ramificações do Estado, que é público, e, portanto, laico e para todos, que sigam avançando em políticas públicas na área da sexualidade. 

Parabéns ao Fórum da Diversidade Sexual de Gravataí e parabéns à tod@s que ousaram participar deste desfile, que, certamente, historicizou o respeito à homossexualidade em Gravataí e o anúncio de novos tempos nas relações sociais. Saímos ontem da avenida, com o coração repleto de orgulho.

Ingrid Wink
Cientista Social e Professora

02/09/2010

Visibilidade Lésbica: o quê que eu tenho a ver com isto?

Por Deise Recoaro – Secretária de Políticas Sociais da Contraf/CUT.

O dia 29 de agosto foi escolhido pelos movimentos sociais como o Dia
Nacional da Visibilidade Lésbica, para unificar ações e eventos que
envolvem datas como o dia 19 de agosto 1983, quando ocorreu
manifestação no bar de São Paulo pela liberdade de expressão lésbica.
Mas vocês podem estar se perguntando: por quê dar visibilidade para
uma questão que é de fórum íntimo? Ou ainda se perguntar, por quê nós
sindicalistas devemos referendar esta data nos nossos materiais de
comunicação?

Ora, normalmente as pessoas heteroafetivas ou heterossexuais não tem o
menor problema em manifestar seu carinho, afeto ou cuidado com seus
respectivos ou respectivas companheiros ou companheiras. Porém, esta
mesma atitude partindo de relações homoafetivas ou homossexuais pode
desembocar numa verdadeira desgraça na vida de mulheres e homens que
amam pessoas do mesmo sexo. Um gesto de carinho pode se transformar
numa demissão, numa agressão ou até a morte de quem se atrever a ser
diferente nesta sociedade.

Ser lésbica numa sociedade onde a figura da mulher é usada como
mercadoria para atrair consumidores masculinos, numa sociedade que, em
geral, se conforma com a morte de uma mulher porque ela era "garota de
programa" de famosos, ou que qualquer descontentamento feminino é
classificado como coisa de "mal amada", é colocar em xeque as
relações de poder culturalmente estabelecidas no esquema de mando e
obediência.

Dar visibilidade é mostrar que elas existem, que elas são pessoas
dignas de direitos, que elas querem formar famílias, construir
patrimônios e usufruir proteções que relacionamentos estáveis merecem.
A categoria bancária já deu um passo decisivo para garantir esses
direitos, ao incluir na Convenção Coletiva uma cláusula de isonomia
de tratamento para casais homoafetivos. Mas não basta ter no papel se,
por exemplo, uma mulher lésbica temer fazer uso do direito sob o risco
de sofrer represália ou perseguição. Ela tem o direito de reservar-se
com relação a sua orientação sexual, é claro. Porém, o dia da
visibilidde lésbica é a oportunidade de muitas mulheres expressarem
seu amor (em que pese que isto signifique arriscarem suas próprias
vidas) para que outras tenham o direito de simplesmente existir
enquanto tal.

Cirurgia para mudança de sexo de mulheres será permitida no Brasil

Procedimento consiste em remoção do útero, ovários e mamas.
Construção de pênis ainda segue com caráter experimental.
Do G1, em São Paulo

A cirurgia para mudança de sexo em mulheres, antes permitida somente
como experiência, será autorizada no Brasil a partir de decisão do
Conselho Federal de Medicina (CFM), a ser publicada no Diário Oficial
da União (DOU).

A técnica retira mamas, ovários e útero do corpo da mulher. A
construção de um pênis no transexual feminino ainda será mantida com
caráter experimental, não sendo liberada.

A decisão do CFM, assinada pelo conselheiro relator Edevard José de
Araújo, vale para qualquer estabelecimento, público ou privado, capaz
de realizar o procedimento.

Para isso, é preciso que a transexual ou interessada em mudar de sexo
atenda a critérios como grande desconforto com o corpo original.

Para ter direito à cirurgia, a pretendente precisa ter mais de 21
anos, diagnóstico médico de transgenitalismo e condições físicas de
passar pela operação. Os critérios são definidos por um conselho
médico com psiquiatra, cirurgião, endocrinologista, psicólogo e
assistente social.

Segundo o texto da decisão, o transexual tem um desvio psicológico que
o faz não se conformar com o seu corpo. Essa rejeição pode levar a
mutilações e suicídios por parte dos transexuais. Para o CFM, a
candidata à cirurgia deve ter o desejo de mudar de sexo a pelo menos
dois anos, provado com acompanhamento médico.

A resolução faz com que a cirurgia não seja mais considerada crime de
mutilação, como previsto pelo artigo 129 da Constituição, já que seria
apenas uma correção para atender ao conforto do transexual.

01/09/2010

AFINIDADE DE VOTO

O site indicado abaixo, te dá uma lista de votações realizadas no
congresso para que tu indique tua posição. Após, ele calcula tuas posições
com as posições dos parlamentares do congresso. Te dá o resultado em
percentual de afinidade. Muito bom. Vale experimentar. Tu pode se
surpreender com quem vota como tu votarias e, pior, com que NÃO vota!
Confira:

www.votoaberto.com.br/extratoparlamentar