29/07/2010

Casais do mesmo sexo podem declarar o companheiro como dependente no Imposto de Renda

*Casais do mesmo sexo podem declarar o companheiro como dependente no Imposto de Renda *

/(29.07.10)/
(Com informações da Agência Brasil).
O companheiro - ou a companheira - poderão ser inscritos como dependentes do Imposto de Renda. Para tanto, basta cumprir os mesmos requisitos estabelecidos pela lei para casais (homens e mulheres) com união estável. "O direito tributário não se presta à regulamentação e organização das conveniências ou opções sexuais dos contribuintes", diz o documento.

O Parecer nº 1.503/2010, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional foi aprovado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e será publicado esta semana no Diário Oficial da União. O parecer é resultado de uma consulta feita por uma servidora pública que desejava incluir a companheira - isenta no Imposto de Renda - como sua dependente.

Com isso, abre-se precedente para outros casais de mesmo sexo na mesma situação.

Com base no princípio da isonomia de tratamento, o parecer lembra que a legislação prevê a inclusão de companheiros heterossexuais de uniões estáveis como dependentes no Imposto de Renda e que o mesmo deve ser garantido aos parceiros homoafetivos.

"A afirmação da homossexualidade da união, preferência individual constitucionalmente garantida, não pode servir de empecilho à fruição de direitos assegurados à união heterossexual", consta do parecer.

A legislação brasileira não reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo, mas a Justiça - e agora o Executivo - tem concedido a esses relacionamentos o mesmo tratamento legal dado aos casais heterossexuais.

27/07/2010

Gaúchas fazem vigília, nesta quarta dia 28, em protesto contra à violência

Nova mobilização no dia 28/07, já que no dia 21 as chuvas prejudicarm as ações:
PEGUE SUA BANDEIRA E APAREÇA!!!!

Com objetivo de protestar contra o aumento de crimes e da violência, nesta quarta, 28, das 18 às 20h, gaúchas de vários municípios do Estado farão duas horas de vigília em desagravo aos assassinatos e violência que vitimizam milhares de mulheres diariamente.

Em Porto Alegre, a concentração será na Praça da Matriz. O local, conforme uma das coordenadoras da Marcha Mundial das Mulheres, Claudia Prates, foi escolhido pois concentra os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. "Precisamos cobrar que a Lei Maria da Penha seja aplicada, pois se as medidas que estão na legislação fossem tomadas muitos crimes poderiam ser evitados", afirmou. Atividades semelhantes acontecerão também em Esteio, será na Praça do Soldado; em Caxias da Sul, na Praça Dante Alighieri, no centro; e em Bagé também, que não puderam realizar no dia 21 em virtude das fortes chuvas.

Conforme estudos realizados pelo Mapa da Violência no Brasil 2010, com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), no período de dez anos (1997 – 2007) cerca de dez mulheres foram assassinadas por dia. Os números apontam que 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio, um índice de 4,2 assassinatos por 100 mil habitantes.

"No Rio Grande do Sul a situação é a mesma, precisamos acabar com o machismo e com esta cultura que legitima o poder do homem sobre a mulher, a banalização da violência e do assassinato das mulheres pelos homens", cobrou Prates.

O movimento, que iniciou com uma articulação feita pela Marcha Mundial das Mulheres via email, blogs e twitter, já conta com a adesão de diversas entidades como CUT, Liga Brasileira de Lésbicas (LBL-RS), Rede Feminista de Saúde, Coletivo Vânia de Araújo Machado, Bancárias de todo o Estado, Comdim's, Grupo Autônomo de Mulheres de Pelotas (Gamp), Coletivo de Mulheres da UCS, Caxias do Sul, Apta-FURG de Rio Grande entre outras.

As blogueiras da "Ofensiva contra o Machismo" confirmaram presença com a distribuição e colagem dos adesivos "O Machismo Mata", que serão aplicados pelas cidades onde a vigília está confirmada.

Saiba mais:
http://mmm-rs.blogspot.com/2010/07/ativismo-contra-violenciabasta-de.html
http://contramachismo.wordpress.com/2010/03/08/a-ofensiva-contra-o-machismo/

Contato para informações e entrevistas:
Porto Alegre
- Claudia Prates (Marcha Mundial das Mulheres) - F:9208.9643
Esteio
Janaína dos Santos -(Coletivo Vânia de Araújo Machado) F: 9689.0645
Bagé
Lélia Quadros (Coordenadoria da Mulher) F: 053 9964.3778
Caxias do Sul
Mariane Travi Ceconello (Coletivo de Mulheres da UCS) F: 54 8401-4436

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26/07/2010

Negras são as maiores vítimas de violência no RJ.

Rio de Janeiro - A mulheres negras têm mais chance de serem alvo de
violência no Rio de Janeiro, segundo constata pesquisa divulgada pelo
Instituto de Segurança Pública (ISP), na semana passada, baseada em
dados coletados em 2009.

O Dossiê Mulher 2010 mostra que as mulheres pretas e pardas (negras,
na categoria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) são a
maioria entre as vítimas de homicídio doloso - aquele em que há
intenção de matar - (55,2%), tentativa de homicídio (51%), lesão
corporal (52,1%), além de estupro e atentado violento ao pudor (54%).
As brancas só eram maioria nos crimes de ameaça (50,2%).
De acordo com a coordenadora da organização não-governamental Crioula,
Lúcia Xavier, embora o racismo não esteja evidente nos casos de
violência contra a mulher negra, está por trás de processos de
vulnerabilizaçã o dessas mulheres, que as deixam mais expostas a
situações de violência. Para ela, a sociedade desqualifica as mulheres
negras.

"O racismo permite que a sociedade entenda que essas mulheres [negras]
podem ser violentadas" , afirmou Lúcia. "Está aí a representação delas
como lascivas, quentes, sem moral do ponto de vista da sua experiência
sexual. Logo, acabam mais vulneráveis para essa violência".

Em todos os crimes listados no dossiê, também chama a atenção o
percentual de vítimas que conheciam os agressores. Nos casos de lesão
corporal, 74% das mulheres tiveram contato com os acusados, entre os
quais 51,9% eram companheiros ou ex-companheiros. Pai ou padrasto,
parentes e conhecidos somaram 22,1% dos agressores.

Nas ocorrência de tentativa de homicídio, a pesquisa constatou que em
45,8% dos casos as vítimas também conheciam os agressores, assim como
em 38,8% dos casos de estupro e atentado violentado ao pudor, dos
quais 58,4% do total de vítimas tinha até e 17 anos.
"As pessoas que se relacionam intimamente também reproduzem essa
violência simbólica do racismo", destacou a coordenadora da Crioula.

Um das pesquisadoras responsáveis pelo estudo do ISP, a capitã da
Polícia Militar Cláudia Moares, não faz a mesma avaliação de Lúcia
Xavier. Para a militar, a pesquisa não traz elementos suficientes para
relacionar a violência contra as mulheres negras ao racismo.

Cláudia destaca também que as mulheres brancas, em termos percentuais,
sofrem quase a mesma violência que as mulheres pardas.
"Essa violência, do tipo doméstica, é democrática, afeta todo os
níveis e classes sociais", afirmou. A pesquisadora também questionou o
critério de auto-declaraçã o racial, definido pela própria vítima.
"A pesquisa não traz elementos para afirmar que a questão de raça é um
fator motivador da violência. Encontramos maior distribuição [entre
pretas e pardas], até porque essa cor é auto-declarada, não é
estabelecida pela pessoa que fez o registro", explicou Claudia.

25/07/2010

Isso TEM QUE ACABAR!

Mais de 41.500 mulheres assassinadas em uma década.

Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres foram assassinadas no país, o que resultou numa média macabra de 10 brasileiras mortas por dia. O índice de 4,2 assassinadas por 100.000 habitantes coloca o Brasil acima do padrão internacional. Os dados constam do estudo "Mapa da Violência no Brasil 2010″, feito pelo Instituto Sangari, uma organização educacional, com base em dados do Sistema Único de Saúde.
Algumas cidades, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Rio de Janeiro, tem índices de assassinato de mulheres perto dos mais altos do mundo (África do Sul e Colômbia). Entre os estados, a pior colocação no ranking nacional é a do Espírito Santo, com 10,3 assassinatos por 100 mil habitantes.
Ao analisar o assunto no Núcleo de Estudo da Violência da Universidade de São Paulo (USP), a pesquisadora Wânia Izumino constatou que os assassinos costumam ser maridos ou ex-maridos, namorados ou companheiros inconformados em perder o poder sobre uma relação que acreditavam controlar. Na maioria das vezes, a mulher recusa sexo ou insiste na separação. Motivos fúteis são a causa de aproximadamente 50% dos crimes.
Importante instrumento no combate à violência, o 180, telefone da Central de Atendimento à Mulher, recebeu, nos primeiros cinco meses de 2010, 95% a mais de denúncias em relação ao ano passado. A informação é da Secretaria de Políticas para a Mulher, do governo federal. Conforme a secretaria, das mais de 50.000 mulheres que denunciaram agressões, a maioria é negra, casada, tem entre 20 e 45 anos e nível médio de escolaridade. O perfil do agressor é de um homem negro, com idade entre 20 e 55 anos e nível médio de escolaridade.
A secretaria acredita que uma das causas do aumento da procura pelo 180 é a maior divulgação da lei Maria da Penha.
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21/07/2010

Distrito escolar aceitou acordo judicial com aluna de 18 anos no Mississippi.

Ele teria preferido cancelar baile a aceitar que Constance levasse parceira.

Um distrito escolar acusado de preferir cancelar seu baile de
formatura a permitir que uma aluna lésbica levasse sua parceira como
par aceitou um acordo para pagar US$ 35 mil (quase R$ 62 mil) à
adolescente e, assim, encerrar a questão judicial no estado americano
do Mississippi.
O distrito escolar tambem concordou em pagar as taxas de advogados e
adotar uma política de não-discriminação, como parte do acordo -mas
argumentou que a política já está em vigor.
Constance McMillen, de 18 anos, disse que venceu a briga, mas foi
criticada na pequena cidade de Fulton. Ela disse que foi adiante por
acreditar que sua atitude vai mudar as coisas no futuro.
A estudante Constance McMillen.A estudante Constance McMillen. (Foto: AP)
O incidente ocorreu em março, quando Constance desafiou as regras do
distrito escolar do condado de Itawamba que proíbe alunos de levarem
ao baile pares do mesmo gênero. Também havia proibição de que ela
usasse um terno, como queria.
O distrito cancelou o baile, e ela recorreu. O juiz distrital Glen H.
Davidson recusou-se a obrigar o distrito a fazer o baile, mas decidiu
em 23 de março que os direitos de Constance haviam sido violados.
Mais tarde, o distrito disse que haveria outro baile, mas os advogados
de uma entidade pró-direitos gays disseram que o evento era
discriminatório. A escola negou.
Constance também disse que sofreu assédio moral, o que a escola também negou.

20/07/2010

Gaúchas fazem vigília em protesto contra à violência

Gaúchas fazem vigília em protesto contra à violência
 
Com objetivo de protestar contra o aumento de crimes e da violência, nesta quarta, 21, gaúchas de todo o Estado farão duas horas de vigília em desagravo aos assassinatos e violência que vitimizam milhares de mulheres diariamente.
 
Em Porto Alegre, a concentração será às18hs na Praça da Matriz. O local, conforme uma das coordenadoras da Marcha Mundial das Mulheres, Claudia Prates, foi escolhido pois concentra os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. "Precisamos cobrar que a Lei Maria da Penha seja aplicada, pois se as medidas que estão na legislação fossem tomadas muitos crimes poderiam ser evitados", afirmou. Atividades semelhantes acontecerão também em Esteio, frente ao Sindiplast - Rua dos Ferroviários, 119; em Caxias da Sul, na Praça Dante Alighieri, no centro; em Pelotas, no Calçadão da Sete de setembro, em frente ao Chafariz e em Rio Grande, na Furg.
 
Conforme estudos realizados pelo Mapa da Violência no Brasil 2010, com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), no período de dez anos (1997 – 2007) cerca de dez mulheres foram assassinadas por dia.  Os números apontam que 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio, um índice de 4,2 assassinatos por 100 mil habitantes. 
"No Rio Grande do Sul a situação é a mesma, precisamos acabar com o machismo e com esta cultura que legitima o poder do homem sobre a mulher, a banalização da violência e do assassinato das mulheres pelos homens", cobrou Prates.
 
O movimento, que iniciou com uma articulação feita pela Marcha Mundial das Mulheres  via email, blogs e twitter, já conta com a adesão de diversas entidades como CUT, Liga Brasileira de Lésbicas (LBL-RS), Rede Feminista de Saúde, Coletivo Vânia de Araújo Machado, Bancárias de todo o Estado, Comdim's, Grupo Autônomo de Mulheres de Pelotas (Gamp), Coletivo de Mulheres da UCS, Caxias do Sul, Apta-FURG de Rio Grande entre outras.
 
As  blogueiras da "Ofensiva contra o Machismo" confirmaram presença com a distribuição e colagem dos adesivos "O Machismo Mata", que serão aplicados pelas cidades onde a vigília está confirmada.
 
 
Contato para informações e entrevistas:
Porto Alegre
- Claudia Prates (Marcha Mundial das Mulheres) - F:9208.9643
Esteio
Janaína dos Santos -(Coletivo Vânia de Araújo Machado) F: 9689.0645
Bagé
Lália Quadros (Coordenadoria da Mulher) F: 053 9964.3778
Caxias do Sul
Mariane Travi Ceconello (Coletivo de Mulheres da UCS) F: 54 8401-4436
Pelotas
Zely Franco (GAMP) F: 053 8124.7888

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NÓS, ÉSBICAS, ESTAREMOS JUNTAS NESTES PROTESTOS! ORGANIZE-SE!
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19/07/2010

VIGÍLIA NA QUARTA-FEIRA, 21/07 - Pelo fim da violência contra todas as mulheres!

Respondendo à correta provocação do artigo de Frei Beto, o movimento de mulheres estará NESTA QUARTA-FEIRA, 21/07, nas ruas para provocar o debate.
VOCÊ VAI FICAR EM CASA, ASSISTINDO À TV OU VEM COM A GENTE?
 
  • O que? VIGÍLIA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES
  • Quando: QUARTA-FERIA, 21/07, das 18 às 20hs
  • Onde: PRAÇA DA MATRIZ!
 
Violências contra a mulher
Frei Betto *
 
O hediondo crime que envolve o goleiro Bruno -a mulher, após ser assassinada, teve o corpo destroçado e devorado por cães, segundo denúncia- é a ponta do iceberg de um problema recorrente: a agressão masculina à mulher.
Entre 1997 e 2007, segundo o Mapa da Violência no Brasil/2010, 41.532 mulheres foram assassinadas no país. Um índice de 4,2 vítimas por cada grupo de 100 mil habitantes, bem acima da média internacional. O Espírito Santo apresenta o quadro mais grave: 10,3 assassinatos de mulheres/100 mil.
 
O Núcleo de Violência da Universidade de São Paulo identifica como assassinos maridos, ex-maridos e namorados inconformados com o fim da relação. Ao forte componente de misoginia (aversão à mulher), acresce-se a prepotência machista de quem se julga dono da parceira e, portanto, senhor absoluto sobre o destino dela.
 
A Central de Atendimento à Mulher (telefone 180) recebeu, nos primeiros cinco meses deste ano, 95% mais denúncias do que no mesmo período do ano passado. Mais de 50 mil mulheres denunciaram agressões verbais e físicas. A maioria é de mulheres negras, casadas, com idade entre 20 e 45 anos e nível médio de escolaridade. Os agressores são, em maioria, homens com idade entre 20 e 55 anos e nível médio de escolaridade.
 
Acredita-se que o aumento de denúncias se deve à Lei Maria da Penha, sancionada em 2006 pelo presidente Lula, e que aumenta o rigor da punição aos agressores. Apesar desse avanço, tudo indica que muitos lares brasileiros são verdadeiras casas dos horrores. A mulher é humilhada, destratada, surrada, por vezes vive em regime de encarceramento virtual e de semiescravidão no trabalho doméstico. Sem contar os casos de pedofilia e agressão sexual de crianças e adolescentes por parte do próprio pai.
 
A violência contra a mulher decorre de vários fatores, a começar pela omissão das próprias vítimas que, dependentes emocional e financeiramente do agressor, ou em nome da preservação do núcleo familiar, ficam caladas ou dominadas pelo pavor frente aos efeitos de uma denúncia. Soma-se a isso a impunidade. Eliza Zamudio, ex-namorada do goleiro Bruno, teria recorrido à Delegacia de Defesa da Mulher, sem que sua queixa tivesse sido levada a sério. Raramente o poder público assegura proteção à vítima e é ágil na punição ao agressor.
 
A violência contra a mulher não ocorre apenas nas relações interpessoais. Ela é generalizada pela cultura mercantilizada em que vivemos. Basta observar a multiplicidade de anúncios televisivos que fazem da mulher isca pornográfica de consumo.
 
Pare diante de uma banca de revistas e confira a diversidade do "açougue" fotográfico! Preste atenção no papéis femininos em programas humorísticos. Ora, se a mulher é reduzida às suas nádegas e atributos físicos, tratada como "gata" ou "avião", exposta como mero objeto de uso masculino, como esperar que seja respeitada?
 
Nossas escolas, de uns anos para cá, introduziram no currículo aulas que abordam o tema da sexualidade. Em geral se restringem a noções de higiene corporal para se evitar doenças sexualmente transmissíveis. Não tratam do afeto, do amor, da alteridade entre parceiros, da família como projeto de vida, da irredutível dignidade do outro, incluídos os/as homossexuais.
 
Nas famílias, ainda há pais que conservam o tabu de não falar de sexo e afeto com os filhos ou julgam melhor o extremo oposto, o "liberou geral", a total falta de limites, o que favorece a erotização precoce de crianças e a promiscuidade de adolescentes, agravada pelos casos de gravidez inesperada e indesejada.
 
Onde andam os movimentos de mulheres? Onde a indignação frente às várias formas de violência contra elas?
Os clubes esportivos deveriam impor a seus atletas, como fazem empresas e denominações religiosas, um código de ética. Talvez assim a fama repentina e o dinheiro excessivo não virassem a cabeça de ídolos de pés de barro...
* Escritor e assessor de movimentos sociais

18/07/2010

IV ENCONTRO NACIONAL DA LBL REÚNE MULHERES DE TODO O BRASIL EM NATAL

e 15 a 18 de Julho, realiza-se na cidade de NATAL/RN o IV ENCONTRO NACIONAL DA LIGA BRASILEIRA DE LÉSBICAS.
Reunimos mulheres de 04 da 05 macro-regiões do país para realizarmos nossas discussões nacionais.
Foi um encontro rico, onde pudemos trocar experiências com companheiras de diversos estados, com realidades muito localizadas.Faremos um relato mais extenso dos resultados em brave.


IVENLBL - Natal-2010

15/07/2010

Seminário "MULHER NEGRA EM FOCO"

PROGRAMAÇÃO 22/07 - MULHER NEGRA EM FOCO

 

13:30 – Mesa de Abertura com Autoridades

 

14:00 – Painéis:

Mulher Negra: Comunidade e Geração de Renda: Ivanete Pereira – Integrante da Central Única de Favelas – CUFA

Mulher Negra e Violência: Maria Noelci Homero – ONG Maria Mulher

Saúde da Mulher Negra : Maria Letícia Garcia – Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre

Mulher Negra e a Mídia: Eloa Muniz – Consultora em Comunicação Estratégica

Mulher Negra e Espaço de Poder: Profª Dra. Maria da Graça Paiva – Mestre em Lingüística Aplicada/PUC-SP, Doutora em Educação – Ensino e Formação de Educadores/PUC-RS

A Mulher Negra Quilombola: Profª Maria Marques – Remanescente quilombola

 

16:30 – Intervenções

17:00 – Coffee Break e encerramento

 

LOCAL: Auditório do Banco Central (Rua Sete de Setembro, 586)
Promoção: CMM - Coordenação Municipal da Mulher - entrada franca!

Argentina avança com matrimônio gay

15/07/2010 - 8:20 - Sem categoria
O Senado da Argentina aprovou o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. Quando a presidente Cristina Kirchner sancionar a mudança (e ela o fará, pois é defensora da proposta), o país será o primeiro da nossa machista América do Sul a universalizar esse direito. Gays e lésbicas poderão constituir oficialmente casais, com os mesmos direitos dos pares heterossexuais, incluindo herança, direito a pensões, adoção de filhos. Houve fortes protestos contra e a favor da mudança na legislação mas, ao final, ganhou a razão – vitória que pode ser computada na conta da sociadede civil argentina e suas organizações em prol dos direitos dos homossexuais.
 
O que mostra, mais uma vez, de que a discussão de quem tem um futebol mais bonito e eficiente está em aberto, mas em termos de civilidade o Brasil ainda tem muito o que aprender com o irmão do Sul. Por aqui, a Advocacia Geral da União defende a união estável de casais homossexuais. Em nome da Presidência da República, a AGU argumenta que as relações homossexuais existem independentemente de amparo legal, embora países já tenham mudado sua legislação para incluir essa possibilidade. O parecer tratando do tema veio para apoiar a Procuradoria Geral da República, que pediu para o Supremo declarar inconstitucional o artigo do Código Civil que considera a união possível apenas entre homens e mulheres.
 
Na Argentina, para possibilitar o matrimônio, houve uma alteração na legislação trocando "homem e mulher" para "cônjuges". Há propostas tramitando no Congresso Nacional brasileiro para permitir a união civil entre pessoas do mesmo sexo, mas distantes de serem aprovadas. E a questão do matrimônio, então, é lenda. Afinal de contas, isso é pecado…
 
Apesar da influência de grupos religiosos contrários à mudança, mais cedo ou mais tarde, a lei será alterada no Brasil também, garantindo dignidade e combatendo o preconceito. Já está indo aos poucos: é um homem que consegue estender o plano de saúde para o seu companheiro, é uma mulher que consegue a pensão de sua companheira. O problema é que essa marcha está sendo bem lenta quando, em verdade, deveria correr rápida para dar tempo às pessoas que hoje vivem de desfrutarem uma nova realidade.
 
É um absurdo que a essa altura da história nossa sociedade ainda esteja discutindo se deve ou não universalizar direitos. Que, de tempos em tempos, gays e lésbicas sejam espancados e assassinados nas ruas só porque ousaram ser diferentes da maioria. Que seguidores de uma pretensa verdade divina taxem o comportamento alheio de pecado e condenem os diferentes a uma vida de inferno aqui na Terra.
 
Consciência não se aprende na escola, nem é reserva moral passada de pai para filho nas famílias. Mas sim na vivência comum na sociedade, na tentativa do conhecimento do outro, na busca por tolerar as diferenças. O Congresso Nacional, que hoje está sentado em cima de propostas de mudança, é fruto do tecido social em que estão inseridos – e sim, a esbórnia que ganha as páginas policiais, digo, de política, é sim um reflexo de nós mesmos. Na prática, uma (não) decisão legislativa tem em seu âmago o mesmo preconceito das piadas maldosas contra gays ou dos pequenos machismos em que nós (e não me excluo disso) nos afundamos no dia-a-dia. O que difere é o tamanho do impacto, não sua natureza.
 
Coloquemos a culpa no processo de formação do Brasil, na herança do patriarcalismo português, nas imposições religiosas, no Jardim do Éden e por aí vai. É mais fácil atestar que somos frutos de algo, determinados pelo passado, do que tentar romper com uma inércia que mantém cidadãos de primeira classe (homens, ricos, brancos, heterossexuais) e segunda classe (mulheres, pobres, negras e índias, homossexuais etc.). Tem sido uma luta inglória, mas necessária. Que inclui uma profunda reflexão sobre nossos próprios comportamentos. No final, será uma escolha entre a barbárie da intolerância e a civilização.

13/07/2010

21/07 - Dia de ATIVISMO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

Mulheres, ativistas feministas:

A Lei Maria da Penha é um marco na tipificação da violência e na penalização do agressor. Porém ainda não estamos seguras.
Precisamos acabar com o machismo, com a cultura que legitima o poder do homem sobre a mulher, a banalização da violência e do assassinato das mulheres pelos homens.

Estudo apontou que dez mulheres foram assassinadas por dia no Brasil em um período de dez anos. De acordo com o Mapa da Violência no Brasil 2010, com dados do Sistema Único de Saúde (SUS) entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio no período - índice de 4,2 assassinatos por 100 mil habitantes. Apesar de as vítimas femininas estarem em número e proporção bem mais baixos do que os homens (92% dos homicídios), o nível de assassinato de mulheres no País está acima do padrão internacional.

Os dados no RS não são diferentes e não podemos ficar caladas.

Diante dos inúmeros casos que nos deixam indignadas todos os dias, nós feministas da Marcha Mundial das Mulheres estamos convidando a todas as mulheres, de todas as organizações do Rio Grande do Sul a sair às ruas. Queremos gritar BASTA!
Precisamos formar uma rede de vigilância contra a violência. Para isto estaremos nas ruas no dia 21 de julho, em vários municípios do RS. Vamos mostrar a sociedade que estamos formando um pacto de vigília permanente. Vamos denunciar todos os homens que agridem suas companheiras. Vamos botar a boca no trombone!
Basta de violência contra as mulheres!

Dia 21 de julho as 18 horas - concentração
2 HORAS DE VIGÍLIA CONTRA A VIOLÊNCIA!
Local a definir em cada cidade.


Temos confirmação de Porto Alegre, Esteio, Bagé, Torres e Caxias.

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Violência contra as mulheres é diária, diz ministra

A violência contra a mulher acontece cotidianamente e nem sempre ganha destaque na imprensa, afirmou a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, após participar da abertura do Fórum de Organizações Feministas para a Articulação do Movimento de Mulheres Latino-Americanas e Caribenhas, neste domingo, em Brasília.

A reportagem é de Kelly Oliveira e publicada pela Agência Brasil, 11-07-2010.

"Quando surgem casos, principalmente com pessoas famosas, que chegam aos jornais, é que a sociedade efetivamente se dá conta de que aquilo acontece cotidianamente e não sai nos jornais. As mulheres são violentadas, são subjugadas cotidianamente pela desigualdade", afirmou ao ministra.

Segundo Nilcéa Freire, esse é um dos temas a serem tratados no fórum que termina nessa segunda e também da Conferência Regional da Mulher da América Latina e do Caribe, que será aberta na próxima terça-feira (13), em Brasília.

A ministra lembrou dos casos da modelo Eliza Samudio e da advogada Mércia Nakashima. O principal suspeito do desaparecimento e da provável morte de Eliza é o goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, com quem ela teria tido um filho. No caso de Mércia, o principal suspeito é o ex-namorado Mizael Bispo de Souza. O corpo da advogada foi encontrado em uma represa no interior de São Paulo. "Eliza morreu porque contrariou um homem que achou que lhe deveria impor um castigo. Ela morreu como morrem tantas outras quando rompem relacionamentos violentos", disse a ministra.

Nilcéa Freire também criticou o fato de a Justiça não ter oferecido proteção à Eliza, com base na Lei Maria da Penha. "Não é bastante termos mais delegacias e juizados se as pessoas que lá trabalham não estiverem capacitadas", destacou. Ela acrescentou que "muitos crimes têm acontecido porque os agentes públicos que atendem as mulheres subestimam aquilo que elas falam, acham que é apenas mais uma briga, desqualificam a vítima".

A representante da comissão organizadora do Fórum de Organizações Feministas da América Latina e do Caribe, Guacira César de Oliveira, afirma que as mulheres participantes do encontro buscam pressionar os municípios, estados e o governo federal a estabelecerem metas de combate e de redução desse tipo de violência.

"A gente quer metas que se traduzam em investimentos, recursos públicos, equipamentos, estrutura. Existem muitos compromissos vazios no sentido de que são discursos, mas não se consolidam em obrigação efetiva que mude a vida das mulheres", enfatizou.

A mulher vítima de violência pode ligar para a central 180 tanto para denunciar agressões quanto para reclamar por ter sido mal atendida pelos agentes públicos.
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10/07/2010

CORDEL: O CASO 'ELIZA SAMUDIO' E O MACHISMO TOTAL

O caso Eliza Samudio    /    Que tem chocado o Brasil   /   Emerge como prelúdio   /   De um grande desafio:
Exortar nossa Justiça   /   Pra deixar de ser omissa   /   Ante o machismo tão vil!

Trata-se de um momento   /   De grande reflexão   /   Pois não basta só lamento   /   Ou alguma oração   /   É hora de provocar   /   Propondo um outro olhar   /   Sobre processo e ação

Saiu na televisão   /   Rádio, internet e jornal   /   Notícia em primeira mão   /   Toda manchete é igual:   /   Ex-amante de goleiro   /   (Aquele cheio de dinheiro!)   /   Sumiu sem deixar sinal

Muita especulação   /   - discurso de autoridade-   /   Uns dizem que é armação   /   Outros dizem que é verdade   /   Polícia e delegacia   /   Justiça e promotoria:   /   Fogueira de vaidades!

Mei-mundo de advogados   /   Investigação global   /   Cada um no seu quadrado   /   Falando em todo canal
Subjacente a tudo   /   Um peixe muito graúdo:   /   Androcentrismo total!

A mídia fala em Bruno   /   Eliza e gravidez   /   Flamengo, orgia e fumo   /   -esta é a bola da vez!-   /   Tem muito 'especialista'   /   Em busca de alguma pista   /   Pra ser o herói do mês


E a história se repetindo   /   Mudando apenas o nome   /   Outra mulher sucumbindo   /   Sob ameaça dum homem   /   Uma vida abreviada   /   Cuja morte anunciada   /   A estatística consome   /  

Assim é a violência   /   Lançada sobre a mulher   /   Ela pede providência   /   E cara faz o que quer   /   Mas a Justiça, que é lerda,   /   Machista, 'fazendo merda'   /   Vem com papo de mané

E oito meses depois   /   Da 'denúncia' inicial   /   Que é o feijão com arroz   /   Do distinto tribunal   /   Nadica de nada existe   /   Mas autoridade insiste   /   Que isto, sim, é normal:

"A culpa é do Instituto   /   Que não mandou o exame"   /   - isto soa como insulto   /   e daqueles mais infame-   /   Não era caso de urgência?   /   -tenha santa paciência!-   /   Para que serve um ditame?

A moça buscou amparo   /   Na Justiça do país   /   Agiu correto, é claro   /   E esperou do juiz   /   O tal reconhecimento   /   Sobre o pai do seu rebento   /   Tendo a vida por um triz

Também fez comunicado   /   Ao campo policial   /   Dizendo que o namorado   /   Praticou crimes e tal
Buscou as vias legais   /   Enfrentou feras reais   /   Terá sido este o seu mal?

Mesmo com a delegacia   /   Dita especializada   /   E com toda a apologia   /   De uma Lei avançada   /   Faltou ter a ruptura   /   Com aquela velha cultura   /   De que a mulher é culpada

E o cumprimento legal   /   No caso, muito importante   /   Seria mais um arsenal   /   Para enfrentar o gigante
Mudar a mentalidade   /   De nossas autoridades   /   É fator preponderante

E para que isto ocorra   /   Entre outra alternativa   /   Antes que mais uma morra   /   E o caso fique à deriva
É preciso compreender   /  

Que Justiça é pra fazer   /   Enquanto a mulher tá viva!   /   Sei que nada justifica   /   Que haja tanta demora
E enquanto o caso complica   /   A vítima 'já foi embora'   /   Sem medida protetiva!   /   Sequer prisão preventiva!   /   Quanto inoperância aflora!

Se o exame era necessário   /   À elucidação do crime   /   O Estado-perdulário   /   Neste campo fez regime
Ficando no empurra empurra   /   No velho: ''mulher é burra,   /   e joga no outro time"

Todo crime tem problemas   /   De toda diversidade   /   Assim como há esquemas   /   Também há dificuldades   /   Mas pra mim é evidente   /   Que o machismo presente   /   Premia a impunidade

Machismo compartilhado   /   Por gente de toda cor   /   Do goleiro ao empregado   /   Do primo ao executor
Autoridades também   /   Implicitamente têm   /   Um machismo inspirador   /  

Cada 'doutor' se expressa   /   Centrado no garanhão   /   É o mote da conversa:   /   Fama, grana e traição
Ao se referir a ela   /   Falam da menina bela   /   Que fez filme de tesão

Falta a compreensão   /   Da questão relacional   /   Gênero, classe, profissão   /   Cor e status social   /   
O processo é narrativa   /   Que emerge da saliva   /   Falocêntrica-legal

E ainda que alguns digam   /   "Oh, Eliza, coitadinha"   /   E suas doutrinas sigam   /   Desvendando pegadinhas   /   A escola dogmática   /   Do direito-matemática   /   Perpetua ladainhas

Processo judicial   /   Só serve para punir?   /   Havia tanto sinal...   /   Não dava pra prevenir?   /   E a tal ação civil?   /   Alimentos deferiu?   /   Para o bebê consumir?

É um momento de dor   /   Para a família dos dois   /   O caso é multifator   /   Não basta dar nome aos bois
A lógica policial   /   Cartesiana e formal   /   Festeja tudo depois

Por isso se faz urgente   /   Conjugar gênero e direito   /   Pois um trabalho decente   /   Que surta algum efeito   /   Não se limita a julgar   /   Mas também a estudar   /   O cerne do preconceito

Homens que matam mulheres   /   Em relações de poder   /   Isto tem se dado em série   /   Mas é preciso entender   /   Que subjaz ao evento   /   Um histórico comportamento   /   Que vai construindo o ser

A nossa sociedade   /   Apesar da evolução   /   Reproduz iniquidade   /     E também muita opressão
Homem que bate em mulher   /   - E "ninguém mete a colher" -   /   Sempre foi uma 'lição'

Aprendida por goleiros   /   Delegados, professores   /   Motoristas, marceneiros   /   Pedreiros e promotores
Garçons e malabaristas   /   Médicos e taxistas   /   Juízes e adestradores

Por isto em nossos dias   /   De conquistas sociais   /   De novas filosofias   /   Direitos especiais   /   Não podemos aceitar   /   Justiça só pra apurar   /   Crimes tão excepcionais

Que a Justiça também   /   Sirva para (se) educar   /   Chega deste nhém-nhém-nhém   /   Deste eterno blá-blá-blá   /   A Lei Maria da Penha   /   Existe pra que não tenha   /   Tanta morte a lamentar!!!

Salete Maria
www.cordelirando.blogspot.com

O insustentável preconceito do ser!

Por Rosana Jatobá *

Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.
Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.
-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.
-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.
-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....
De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.
Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.
Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:
-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:
"O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor".
"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.
A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:
"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:
'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).
Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".
Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos" , mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:
- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social !
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?
Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:
- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:
-Só podia ser loira!
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:
- Só podia ser judeu!
A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ...
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem".
Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.
A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.
O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.
Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:
-Só podia ser mendigo!
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:
-Só podia ser bandido!
Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.
PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos. ..


* Rosana Jatobá é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também apresenta a Previsão do Tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo.
Esse texto é parte da série de crônicas sobre Sustentabilidade publicada na CBN

Campanha: PONTO FINAL NA VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES E MENINAS

Prevenir, punir e eliminar fatos que compõem a macabra estatística

No enfrentamento à violência de gênero, o movimento de mulheres identifica, há quatro décadas, que a banalização dos fatos, dada sua freqüência e proximidade das pessoas, a leva a tornar-se um evento natural nas relações sociais. Faz parte do comportamento humano, portanto, aceitável.

Pelo menos três fatos no dia de hoje confirmam essa tese: o assassinato de Eliza Samudio, jovem que teve um filho com o goleiro Bruno do Flamengo (fato ocorrido em Minas Gerais ), o estupro de uma adolescente em Florianópolis pelo filho de empresário de comunicação e o filho de um delegado de polícia, um caso caracterizado como "dorme Cinderela" (Santa Catarina) e agora um caso de estupro de uma mulher numa clínica médica em Porto Alegre , enquanto fazia uma endoscopia com sedação (Rio Grande do Sul). Muitos outros casos poderiam ser arrolados no dia de hoje, segundo a frequência  em que ocorrem – 4 por minuto no Brasil (FPA, 2002).

Dados recentemente revelados pelo Mapa da Violência no Brasil 2010, realizado pelo Instituto Zangari, com base no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), revelam a ocorrência de 10 assassinatos de mulheres por dia. Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio — índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes. Algumas cidades brasileiras, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Rio de Janeiro, registram índices de homicídio de mulheres perto dos mais altos do mundo.

As histórias de violência só se tornam alvo de indignação quando chegam aos meios de comunicação, pois no mais das vezes caem no esquecimento, quase sempre na impunidade da lei, mas na maioria dos casos, na impunidade da consciência coletiva, pois simplesmente "esquecemos", são números de uma estatística macabra, que se perdem nos cotidianos das vidas comuns.

A forma de ver e enfrentar a violência contra mulheres e meninas tem que mudar. São mortes anunciadas, pois o goleiro Bruno já se pronunciara há cerca de dois meses como defensor de uma agressão. Outro colega seu comparou as mulheres com uma bola de futebol que pode ser chutada. O caso Abdelmassih (São Paulo, 2009), mostrou aonde pode chegar o assédio sexual e moral de pacientes em consultório, e a lista de jovens violadas sexualmente no Brasil tem 500 anos, passando pelas indígenas, pelas negras, chegando a todas as classes sociais e lugares.

A Rede Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, coordenadora da CAMPANHA PONTO FINAL NA VIOLENCIA CONTRA MULHERES E MENINAS, ao lado da Rede de Homens pela Equidade de Gênero, de Agende Ações de Gênero Cidadania e Desenvolvimento e Coletivo Feminino Plural, apoiada por Themis, Maria Mulher e três centenas de mulheres e entidades filiadas em todos os estados brasileiros, vem a público alertar para este problema.

É preciso denunciar, investigar, punir todos os agressores e matadores de mulheres e meninas. É preciso que a Lei Maria da Penha seja implacavelmente aplicada, sob o risco de o sistema de segurança e justiça ser considerado omisso e conivente com a violência de gênero, caracterizando como um feminicídio o que se processa no país.

É preciso que a sociedade se indigne e se mobilize para que nenhum caso de violência será tolerado. A violência contra mulheres e meninas é algo intolerável, inaceitável, fere a consciência da humanidade, é uma violação aos direitos humanos. Afeta a saúde, reduz anos e qualidade de vida das mulheres.

O Brasil, como signatário dos documentos internacionais de direitos humanos das mulheres, e tendo uma legislação nacional a ser cumprida, não pode calar-se e omitir-se.

Espera-se de cada autoridade que faça sua parte. E da sociedade e do movimento de mulheres, que protestem contra estas manifestações do atraso cultural, do machismo e da omissão.

Porto Alegre, 8 de Julho de 2010

COORDENAÇAO EXECUTIVA  DA CAMPANHA PONTO FINAL
Avenida Salgado Filho, 28, cj 601 – POA/RS – Fone 51 32124998. http://www.redesaude.org.br/portal/pontofinal/index.php
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08/07/2010

"Concedida adoção de criança por casal homossexual em Santa Catarina


(06.07.10) - Espaço Vital
A juíza Joana Ribeiro Zimmer, que atua na comarca de Piçarras (SC),  deferiu o pedido de adoção de menor por um casal homossexual. A criança estava sob a guarda do casal desde os primeiros dias de vida, em razão do parentesco de uma das companheiras com a criança. Os pais biológicos confirmaram a intenção de entregá-la à adoção, mesmo cientes do relacionamento homoafetivo das adotantes.

Na sentença, a magistrada enfatizou que "a criança está recebendo toda a assistência e atenção, pelo que apresenta desenvolvimento sadio e seguro".
 
O julgado lembra  que apesar da situação ser atípica, o STJ  teve entendimento inédito, no sentido de ser possível a adoção de criança por casal de homossexuais. "Desta forma, entendo que, apesar de não estar expressamente prevista em lei a possibilidade de adoção por um casal de homossexuais, não há como negar que não há proibição", concluiu a sentença.

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07/07/2010

lançamento de filme gay em agosto

A EH! Filmes prepara para outubro o lançamento de seu mais novo filme, "Como Esquecer", de Malu De Martino, com Ana Paula Arosio, Murilo Rosa, Natália Lage, Arieta Corrêa, Bianca Comparato e Pierre Baitelli no elenco.

Um filme gay brasileiro que trata, sem estereótipos, de sentimentos universais como a perda de um grande amor, amizade e recomeço. Sentimentos vividos por todos nós.

Júlia (Ana Paula Arosio) é uma professora de literatura inglesa, que luta para reconstruir sua vida depois de viver uma intensa e duradoura relação amorosa com a enigmática Antônia. Hugo (Murilo Rosa), seu grande amigo, também gay, é quem tira Júlia do seu isolamento e tenta trazê-la de volta a vida. Uma história instigante que fala de pessoas comuns enfrentando os desafios de superar as dores do passado e buscando uma nova chance de encontrar a felicidade.

É um filme que tem um olhar carinhoso e elegante sobre o universo LGBT.

O filme estréia em circuito nacional (Rio, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Recife). Depois seguirá para as outras capitais e cidades do interior.

Qual é a natureza do amor?

Para maiores informações entre em contato conosco:

Eduardo Godoi e Monica Zennaro

EH! Filmes

(21) 3022-6071

comoesquecerr@gmail.com

Blog

www.comoesquecer.wordpress.com

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06/07/2010

Ensino religioso ou homofobia?

(05.07.10) Espaço Vital

Uma pesquisa da Universidade de Brasília concluiu que o preconceito e
a intolerância religiosa fazem parte da lição de casa de milhares de
crianças e jovens do ensino fundamental brasileiro. Produzido com base
na análise dos 25 livros de ensino religioso mais usados pelas escolas
públicas do país, o estudo foi apresentado na obra "Laicidade: O
Ensino Religioso no Brasil", lançado na última terça-feira (22).

"O estímulo à homofobia e a imposição de uma espécie de 'catecismo
cristão' em sala de aula são uma constante nas publicações", afirma a
antropóloga e professora do departamento de serviço social, Débora
Diniz, uma das autoras do trabalho.
A pesquisa analisou os títulos de algumas das maiores editoras do
país. A imagem de Jesus Cristo aparece 80 vezes mais do que a de uma
liderança indígena no campo religioso - limitada a uma referência
anônima e sem biografia -, 12 vezes mais que o líder budista Dalai
Lama e ainda conta com um espaço 20 vezes maior que Lutero, referência
intelectual para o Protestantismo. João Calvino nem mesmo é citado.

O estudo aponta também que haveria discriminação contra homossexuais.
"Desvio moral", "doença física ou psicológica", "conflitos profundos"
e "o homossexualismo não se revela natural" são algumas das expressões
usadas para se referir aos homens e mulheres que se relacionam com
pessoas do mesmo sexo. Um exercício com a bandeira das cores do
arco-íris acaba com a seguinte questão: "se isso (o homossexualismo)
se tornasse regra, como a humanidade iria se perpetuar?".
A pesquisadora afirma que o estímulo ao preconceito chega ao ponto de
associar uma pessoa sem religião ao nazismo – ideologia alemã que
tinha como preceitos o racismo e o anti-semitismo, na primeira metade
do século 20. "É sugerida uma associação de que um ateu tenderia a ter
comportamentos violentos e ameaçadores", observa Débora. "Os livros
usam de generalizações para
levar a desinformação e pregar o cristianismo", completa a
especialista, uma das três autoras da pesquisa.
Os números seriam contrastantes com a Lei de Diretrizes e Base da
Educação, cuja ordem é garantir justiça religiosa e liberdade de
crença. A Lei nº 9475, em vigor desde 1997, regulamenta o ensino de
religião nas escolas brasileiras. "Há uma clara confusão entre o
ensino religioso e a educação cristã", afirma Débora.
A antropóloga reforça a imposição do catecismo. "Cristãos tiveram 609
citações nos livros, enquanto religiões afro-brasileiras, tratadas
como 'tradições', aparecem em apenas 30 momentos", comenta a
especialista. (com informações da Agência UnB

05/07/2010

Dez mulheres são mortas por dia no Brasil, aponta estudo

04/07/2010 | 13h10min
Nível de assassinato feminino está acima do padrão internacional

Em dez anos, dez mulheres foram assassinadas por dia no Brasil. Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio - índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes.
Elas morrem em número e proporção bem mais baixos do que os homens (92% das vítimas), mas o nível de assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão internacional.
O índice se mantém em patamares quase constantes nos últimos anos, apesar de registrar ligeira queda - era 4.022 em 2006 e baixou para 3.772 em 2007. Os resultados são um apêndice, ainda inédito, do estudo Mapa da Violência no Brasil 2010, do Instituto Zangari, com base no banco de dados do Sistema Único de Saúde (Datasus).
Os números mostram que as taxas de assassinatos femininos no Brasil são mais altas do que as da maioria dos países europeus, cujos índices não ultrapassam 0,5 caso por 100 mil habitantes, mas ficam abaixo de nações que lideram a lista, como àfrica do Sul (25 por 100 mil habitantes) e Colômbia (7,8 por 100 mil).
Algumas cidades brasileiras, como Alto Alegre, em Roraima, e Silva Jardim, no Estado do Rio de Janeiro, registram índices de homicídio de mulheres perto dos mais altos do mundo. Em 50 municípios, os índices de homicídio são maiores que 10 por 100 mil habitantes. Em compensação, mais da metade das cidades brasileiras não registrou uma única mulher assassinada em cinco anos.

Outro contraste ocorre quando são comparados os Estados brasileiros. Espírito Santo, o primeiro lugar no ranking, tem índices de 10,3 assassinatos de mulheres por 100 mil habitantes. No Maranhão é de 1,9 por 100 mil.
— Os resultados mostram que a concentração de homicídios no Brasil é heterogênea. Fica difícil encontrar um padrão que permita explicar as causas — afirma o pesquisador Julio Jacobo Wiaselfisz, autor do estudo.
São Paulo é o quinto Estado menos violento do Brasil, com índice de 2,8 por 100 mil habitantes. Mas a taxa é alta se comparada à de Estados norte-americanos, como Califórnia (1,2) e Texas (1,5).
— Quanto mais machista a cultura local, maior tende a ser a violência contra a mulher — diz a psicóloga Paula Licursi Prates, doutoranda na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, onde estuda homens autores de violência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

02/07/2010

SEMINÁRIO

CONVITE

      O Centro de Apoio Operacional de Direitos Humanos Ministério Público Estadual – CAO-DH, SEAUD-RS-DENASUS/ CGDNCT/SGEP/MS, Instituto de Assessoria as Comunidades Remanescentes de Quilombo – IACOREQ e Grupo Hospitalar Conceição – MS/CEPPIR-GHC, promotores do "Seminário Estadual Políticas Afirmativas em Saúde da População Negra e Participação Popular em Defesa do SUS: Dignidade Humana, Igualdade de Sujeitos de Direitos no SUS", que ocorrerá nos 19 e 20/07/2010, no Auditório do Ministério Público Estadual, na Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80 Bairro Praia de Belas – Centro – Porto Alegre – RS.

    O seminário tem como objetivo Sensibilizar todos os sujeitos que interagem na gestão do SUS para a necessidade da efetivação da Política Nacional Integral de Saúde da População Negra.

    Inscrições:
    Somente pelo endereço eletrônico abaixo a partir do dia 21/06 até 12/07/2010. Após essa data somente na manhã do evento se houver vagas. Fique apertando a tecla Ctrl e coloque o a seta do mouse em cima do endereço abaixo e dê dois Cliques.


    As inscrições devem ser feitas no blog a seguir:
    http://politicaspopnegra.blogspot.com/

    Contatos podem ser feitos por telefone ou por e.mail caodireitoshumanos@mp.rs.gov.br     seaudrs@saude.gov.br - Fone: 51 3295 1170/32951176 fax      
    Francesco Conti,
    Promotor de Justiça, Coordenador do Centro de
    Apoio Operacional dos Direitos Humanos.

                         Stênio Rodrigues
                         p/ Comissão organizadora

Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80, bairro Praia de Belas – Centro – Porto Alegre
51 32951170/ 32951171/32951142

Seminario Brasil Local Economia Solidaria e feminista

C O N V I T E
A Guayí, através do projeto "Brasil Local Economia Solidária e Economia Feminista", tem o prazer de convidar uma /um representante de sua entidade para participar do 1º Seminário Estadual de Economia Solidária e Economia Feminista, onde será realizada a apresentação do Projeto além do debate da temática de gênero, trabalho e economia solidária.

Data: 06 de Julho de 2010
Horário: 8h e 30 min
Local: Auditório da Faculdade de Direito da UFRGS – POA

Guayí
Núcleo Feminista
(51)  3212 7178
feminista@guayi.org.br