05/03/2010

PESQUISA DO NUPACS/UFRGS, EM PARCERIA COM A LBL E CANDACES, GERA CAMPANHA PELA SAÚDE DE MULHERES LÉSBICAS E BI-SEXUAIS

Durante um ano e meio, utilizando verbas do PN DST/AIDS do Ministério da Saúde, o NUPACS/UFRGS – Núcleo de Pesquisas da Antropologia do Corpo e da Saúde, coordenou uma pesquisa sobre saúde da população lésbica.
Em parceria com a LBL – Liga Brasileira de Lésbicas e CANDACES – Coletivo de Lésbicas Negras, a pesquisa buscou ouvir profissionais da saúde e mulheres que fazem sexo com mulheres, usuárias do SUS, para obter dados qualitativos sobre o tema.
Os dados mostram questões importantes para a definição de políticas públicas de saúde para esta população, considerando a diversidade sexual como indicador para criar estas políticas.

A partir dos dados coletados, buscou-se socializar os resultados através de uma campanha nos meios de comunicação de massa, construída coletivamente com o apoio da Prefeitura de Porto Alegre - através das SMDHSU, SMS e Governança Local - e de entidades de representação de médicos (SOGIRGS) e de funcionários de saúde (SINDISAÚDE e FEESERS).

Desenvolvida pela Patuá Comunicação Responsável, chegou-se a uma campanha composta por peças que buscam sensibilizar mulheres e profissionais da saúde, com o slogan «Saúde não combina com preconceito».
Buscando uma estratégia ousada de comunicação, foram fotografadas mulheres lésbicas, militantes da causa, assumidas e felizes com sua orientação sexual.
As imagens foram captadas em um clima descontraído, objetivando mostrar a diversidade comportamental do público-alvo.
Há também spots de rádio, cartazes, cartões postais direcionado às mulheres, bus door e um folder especialmente voltado para a classe médica, com dicas importantes sobre o acolhimento e tratamento para esta população.
Pela primeira vez em Porto Alegre a comunidade terá acesso a uma campanha de massa sobre o tema da lesbianidade, transparente, forte e posicionada, baseada em dados da academia.

Uma parceria exitosa entre Movimentos Sociais, Academia e Órgãos Públicos de Saúde, educando a população para a inclusão social, a diversidade e a tolerância.

Espera-se que muitas vidas sejam salvas com esta campanha, já que doenças como o câncer de mama – tão comum no RS - de colo de útero e de endométrio mutilam e matam centenas de mulheres por ano, um alerta para toda a sociedade!

Lançamento da campanha:
Dia 08 de março, com o lançamento do blog (www.lblsaudelesbica.blogspot.com) linkado no blog da liga (www.lblrs.blogspot.com).

Contatos para Informações:
Roselaine Silva: roselainesilva.silva@yahoo.com.br  - (51) 9844 6408 e
Claudete Costa: claudette13costa@gmail.com – (51) 9145.1206.

03/03/2010

DENÚNCIA DE PRECONCEITO EM BAR DE PORTO ALEGRE

Recebemos, através do e-mail da LBL, a seguinte denúncia da companheira Claudia F. sobre preconceito em bar na Cidade Baixa:

"Minhas duas amigas lésbicas sofreram um grande preconceito no bar Pedrini da Lima e Silva, na frente da rua Sofia Veloso. Abaixo a descrição do fato:
Enquanto elas namoravam, discretamente, no bar citado junto a um amigo, o gerente as interrompe e diz:
- Vocês me desculpem, não quero me intrometer na intimidade de vocês, mas aqui nesse bar esse tipo de "coisa" não é permitido.- O amigo delas interveio e disse:
- como assim não é permitido? Casais não podem trocar carícias em público?
O gerente demonstra desorientação e responde com a pérola aos porcos:
-CASAIS NORMAIS SIM, MAS ELAS NÃO!
As gurias obviamente, perplexas, procuram algum funcionário para registrar uma reclamação e encontram outro homofóbico, o qual dá a entender que não gostaria que seus filhos vissem um casal gay.
 
Então, mobilizo os gays e simpatizantes que assim como nós se indignam com a falta de respeito e homofobia, para nesse domingo, dia 06/03 às 16h00 irmos todos juntos a esse bar, demonstrar publicamente que casais gays têm os mesmos direitos que os ditos casais "normais".
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Confirmamos a denúncia diretamente com as meninas que foram alvo do preconceito. A atitude do genrente e do garçon se configura em crime, de acordo a Lei Orgânica do Município.
Neste caso, orientamos as meninas a procederem a denúncia junto à SMDH de POA e ao MP. E vamos acompanhar o desenrolar do caso bem de perto.
BEIJO NÃO É CRIME! ABAIXO A LESBOFOBIA E TODA A FORMA DE PRECONCEITO!