22/11/2009

Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais é aprovada pelo CNS


Apresentada pela Diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Ana Maria Costa, a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais foi aprovada, por unanimidade, pelo Pleno do Conselho Nacional de Saúde.

Segundo a Diretora, a marca da Política apresentada é o “reconhecimento dos efeitos sobre a saúde da discriminação por orientação sexual e por identidade de gênero, que determinam formas de adoecimento e sofrimento em decorrência do preconceito e do estigma social de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais”.

A Política tem o objetivo de promover a saúde integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, humanizando e qualificando a atenção em todos os níveis, tendo como missão a redução das iniquidades em saúde, o enfrentamento ao preconceito e à discriminação no Sistema Único de Saúde. A Política pretende, ainda, ampliar a produção de conhecimentos sobre a temática de saúde de LGBT, apoiando o desenvolvimento de estudos e pesquisas; ampliar o acesso de LGBT aos serviços de saúde primando pelo enfrentamento ao preconceito e ao estigma, e o acolhimento de suas demandas e necessidades; incluir os quesitos orientação sexual, identidade de gênero e étnico-racial nos documentos de notificação de violência da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS); melhorar a qualidade da informação em saúde no que tange à coleta, ao processamento e à análise dos dados específicos sobre a saúde de LGBT, incluindo os quesitos orientação sexual, identidade de gênero e étnico-racial nos prontuários clínicos; informar e sensibilizar profissionais de saúde acerca das especificidades de LGBT a fim de promover a prevenção de DST/AIDS, câncer de colo uterino e de mama, no caso das lésbicas e mulheres bissexuais, assim como a prevenção de câncer de mama a travestis e transexuais decorrentes do uso de silicone industrial;

Incluir as demandas específicas de LGBT nos processos de regulação de saúde do sistema suplementar; monitorar e avaliar os indicadores de promoção da equidade em saúde de LGBT constantes nos pactos firmados pelas três esferas de governo; e estabelecer estratégias de enfrentamento do uso indiscriminado e prolongado de hormônios feminilizantes e masculinizantes entre travestis e transexuais.

Visivelmente emocionada, a Coordenadora da Comissão Intersetorial de Saúde da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis do CNS, Carmem Lúcia Luiz, destacou que a apresentação da Política se configura numa vitória como militante e como cidadã. Segundo ela, o texto da Política, que foi construído de forma coletiva, corresponde ao anseio dos movimentos sociais. O Conselheiro Nacional e Secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Antonio Alves de Souza, ressaltou que o mérito da Política não é do Ministério ou de sua Secretária, “mas dos movimentos sociais”.

A Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais seguirá, agora, para pactuação na Tripartide.

Revista "Tina" sugere personagem gay de Mauricio de Sousa

da Folha Online

A 6ª edição da revista "Tina", da editora Panini, apresenta o primeiro personagem aparentemente gay das histórias de Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica.

Caio, que é apresentado como melhor amigo de Tina na história de capa, assume ser "comprometido", indicando outro rapaz, o que causa estranhamento para os outros personagens. No entanto, ele não tem trejeitos típicos de homossexuais.

Divulgação
A personagem Tina, originalmente hippie, nos anos de 1960, agora tem um amigo gay, em história da edição número seis de sua revista
A personagem Tina, originalmente hippie, nos anos de 1960, agora tem um amigo gay, em história da edição número seis de sua revista

A assessoria de Maurício de Sousa considera que é a primeira vez que o assunto é abordado nas histórias, cumprindo promessa do autor de discutir questões ligadas ao universo adolescente, "de forma tranquila e sem levantar bandeiras".

No entanto, para brindar a inclusão dele na história, há nela também um discurso de Tina contra preconceito em geral.

O assessor afirma que a história não pretendeu ser categórica no lançamento de um personagem gay. Ele levanta até a possibilidade de que ele seja bissexual, no entanto. Ele também assegura que a história e o personagem terá a devida continuidade e encaminhamento.

Tina, agora estudante de jornalismo, é uma personagem que foi criada nos anos de 1960, inicialmente com um visual hippie, e traços bem diferentes dos atuais.

Vitória da HIPOCRISIA!

63% dos curitibanos acham "repugnante" ver um casal gay se beijando na rua
Por Redação - Estado SP
12.11.09
Mas a pesquisa também revelou pontos que podem ser considerados positivos para comunidade LGBT. 68% dos entrevistados, por exemplo, afirmaram que contratariam um homossexual assumido, contra 25% que disseram que não. “Depende” foi a resposta de 6%.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Paraná de Pesquisas, por encomenda do jornal Gazeta do Povo, revelou que a homossexualidade ainda gera polêmica entre a maioria dos curitibanos.



Os números mostram que 57% dos entrevistados são contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A grande maioria também admite que dentro das famílias o assunto ainda é tabu: 81% acreditam que os pais são sempre os últimos a saber que o filho, ou filha, é homossexual. O número que mais impressiona, no entanto, é outro: 63% dos entrevistados declararam achar "ruim" ou "repugnante" ver um casal homossexual se beijando na rua. Apenas 25% veem o beijo como "normal".

Foram entrevistadas 605 pessoas maiores de 16 anos, entre os dias 27 e 29 de outubro.



“Os pais têm de compreender que estes são somente jeitos diferentes de amar. A orientação sexual não é uma escolha, não é uma opção, assim como ninguém escolhe ser heterossexual”, declarou ao jornal a doutora em educação e especialista em sexualidade Araci Asinelli da Luz em comentário sobre os resultados da pesquisa.

======================

Nós, da LBL, só podemos dizer que este é um resultado absolutamente hipócrita, que alimenta o preconceito e nos diz abertamente que devemos continuar lutando por nossa visibilidade, para que todas tenhamos coragem de enfrentar resultados como estes...

Nós beijamos, nós amamos e fazemos amor, nós, como toda mulher saudável, temos prazer e direito ao prazer...

Não deixaremos que ninguém nos diga como, quando ou com quem devemos nos relacionar!

Mulheres LIVRES é o que somos e o que desejamos ser!


Pesquisa sobre PL 122 atacada por Hackers

Gays no Senado

Veja como a homofobia é uma praga ainda a ser combatida no Brasil.
Segunda, o site do Senado pôs no ar uma enquete sobre o reconhecimento dos direitos civis dos gays. As respostas a favor ganhavam disparado, quando um hacker invadiu o site e virou o placar.
Os técnicos da informática do Senado descobriram por causa do número inacreditável de votantes (500 mil).
Resultado: a votação foi anulada e teve de recomeçar do zero.

Vote você também! DIGA SIM ao projeto que criminaliza o preconceito e a homofobia!

ONU lança campanha “Igual a você” contra o estigma e o preconceito no Brasil

Iniciativa dá voz e notoriedade aos direitos humanos de estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis e usuários de drogas. Veiculação iniciará no dia 16 de novembro em emissoras de televisão de todo o país

Igualdade de direitos e um chamamento à sociedade brasileira para o tema das discriminações que homens, mulheres e crianças vivem diariamente no Brasil. Esses são os objetivos da campanha “Igual a Você”, que será lançada hoje (16/11) às 10h no Palácio do Itamaraty - Rio de Janeiro, pelas Nações Unidas e sociedade civil.

Durante a cerimônia, as agências da ONU apresentarão um panorama da realidade de cada população – estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis e usuários de drogas -, e apresentarão os 10 filmes de 30 segundos que integram a campanha. Os filmes estarão disponíveis para veiculação em emissoras de televisão de todo o país a partir do dia 16 de novembro. Além disso, os vídeos receberam versões legendadas em inglês e espanhol, para possibilitar a disseminação internacional.

O ato de lançamento será seguido de coletiva de imprensa, no Palácio do Itamaraty, com o representante do UNODC, Bo Mathiasen; o coordenador do UNAIDS, Pedro Chequer; a vice-diretora do UNIFEM Brasil e Cone Sul, Júnia Puglia; a oficial do Programa de Educação Preventiva para HIV/Aids da UNESCO no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes; o oficial de Informação Pública do ACNUR, Luiz Fernando Godinho, e o diretor do UNIC, Giancarlo Summa. Representantes das entidades da sociedade civil e as lideranças que gravaram as mensagens também estarão no evento para atendimento à imprensa.

Visibilidade para os direitos humanos

“Igual a Você” – uma campanha contra o estigma e o preconceito dá voz e visibilidade aos direitos humanos das populações alvo da campanha. Produzidos pela agência [X]Brasil – Comunicação em Causas Públicas e gravados em estúdio com trilha sonora original de Felipe Radicetti, os filmes apresentam mensagens de lideranças de cada um dos grupos discriminados, levando em consideração às diversidades de idade, raça, cor e etnia.

A campanha surge como uma iniciativa contra as violações de direitos humanos e desigualdades, especialmente nas áreas da saúde, educação, emprego, segurança e convivência. Trata-se de uma oportunidade de sensibilização da sociedade brasileira para o respeito às diferenças, que caracterizam cada um dos grupos sociais inseridos na campanha, reafirmando a igualdade de direitos.

Estigmas e preconceitos cotidianos

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma das facetas do racismo se revela na remuneração média da população brasileira: homens brancos (R$ 1.200), mulheres brancas (R$ 700), homens negros (R$ 600) e mulheres negras (R$ 400).

O ambiente escolar também é outro local de resistência à diversidade. Segundo pesquisa de maio de 2009 realizada em 500 escolas públicas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP e Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – FIPE, 55% a 72% dos estudantes, professores, diretores e profissionais de educação demonstram resistência à diversidade por meio do indicador “distância social”. O maior distanciamento é verificado com relação aos homossexuais (72%).

Filmes diferenciados: drogas e educação

No primeiro caso, são mostradas cenas reais de usuários de drogas lícitas (bebida, cigarro e medicamentos) e ilícitas (maconha, cocaína, crack e ectasy) nos diferentes ambientes de uso - nas ruas, nos bares, nos morros ou nas baladas -, sem que o rosto dos usuários apareça. O desafio aqui foi falar sobre usuários de drogas dentro de uma perspectiva do direito à saúde.

Para os filmes de combate ao estigma e ao preconceito nas escolas são utilizados desenhos feitos por crianças, com uma voz em off e trilha original. Estes filmes trabalham com duas situações diferentes: preconceito na escola contra crianças vivendo com HIV e preconceito de raça, cor, aparência, orientação sexual nas escolas.

Assinatura da campanha

O preconceito se manifesta por meio de atitudes e práticas discriminatórias, tais como humilhações, agressões e acusações injustas pelo simples fato de as pessoas fazerem parte de um grupo social específico. É contra o estigma e o preconceito que as agências UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids), ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados), UNIFEM Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), UNESCO no Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), com apoio do UNIC Rio (Centro de Informação das Nações Unidas no Brasil), somam-se, mais uma vez, ao esforço da sociedade civil pela igualdade de direitos: ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), AMNB (Associação Brasileira de Mulheres Negras Brasileiras), ANTRA (Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros), Movimento Brasileiro de Pessoas Vivendo com HIV/Aids e Rede Brasileira de Prostitutas.

Acesse a Campanha:
www.onu-brasil.org.br ou http://www.youtube.com/user/UNAIDSBr

Primeiro casamento guei da america latina!

José Maria Di Bello, 41, e Alex Freyre, 39, homossexuais e soropositivos,deram entrada nesta segunda-feira, dia 16/11, ao processo de casamento no Registro Civil de Bueno Aires, após decisão favorável na Justiça. Será o primeiro matrimônio homossexual a ser reconhecido oficialmente na América Latina, que acontecerá no dia 1° de dezembro, coincidindo com o Dia da Luta Mundial Contra a Aids ( G1).

Em abril, José Maria e Alex tentaram registrar sua união no Registro Civil de Bueno Aires e foram negados por serem homossexuais. Eles entraram com uma ação na Justiça que foi agora julgado.

A juíza Gabriela Seija deu parecer favorável aos dois por entender que são inconstitucionais dois artigos do Código Civil argentino, artigos 172 e 188, que proíbem casamento homoafetivo.

“Estamos muito felizes, emocionados, mas também com uma responsabilidade muito grande porque não serve apenas para nós, implica a igualdade jurídica na Argentina e no resto da América Latina”, disse Di Bello à AFP.

A juíza Gabriela Seijas destacou em sua decisão que “a lei deve tratar cada cidadão como igual, respeitando as suas singularidades, sem a necessidade de entendê-las ou regulá-las”. Sua decisão garantiu ao casal os mesmos direitos civis previstos para o casamento heterossexual.

“A decisão é de uma valentia incrível, não esperávamos” isto, destacou Di Bello, que chorou com seu parceiro ao saber que a Argentina é “um dos primeiros países a admitir o matrimônio” homossexual.

O prefeito de Bueno Aires, Mauricio Macri não irá recorrer da decisão da juíza, e disse por meio de vídeos postados no Facebook, YouTube e Twitter, ainda apoia a decisão porque “o mundo está indo nesta direção. Tive um debate interno importante, pesando minha formação, minha história pessoal”. Ele considerou que o casamento homoafetivo representa “um passo adiante” e convocou os cidadãos a “aprender a viver em liberdade sem ofender os direitos dos outros”. “Neste caso, é o direito de as pessoas serem feliz de acordo com suas próprias decisões”, disse Macri.

A decisão da juíza Seijas acontece num momento em que duas comissões do Parlamento argentino debatem um projeto de lei que permitira o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na última terça-feira, 10/11, sessão das Comissões de Legislação Geral e de Família, Infância e Adolescência foi suspensa por falta de quorum, o que foi criticado pelos movimentos gay argentinos que se disseram “decepcionado” pela atitude dos legisladores e demonstraram suspeita que há a influência da Igreja Católica por trás da suspensão.

Atualmente os homossexuais argentinos podem obter a união civil em quatro cidades da argentina. A Lei da União Civil da cidade de Bueno Aires, aprovada no final de 2002, permite acesso a alguns direitos sociais como pensão, mas restringe a adoção, por exemplo.

14/11/2009

Política Nacional de Saúde Integral LGBT aprovada pelo CNS

Apresentada pela Diretora do Departamento de Apoio à Gestão Participativa da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Ana Maria Costa, a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais foi aprovada, por unanimidade, pelo Pleno do Conselho Nacional de Saúde.

Segundo a Diretora, a marca da Política apresentada é o “reconhecimento dos efeitos sobre a saúde da discriminação por orientação sexual e por identidade de gênero, que determinam formas de adoecimento e sofrimento em decorrência do preconceito e do estigma social de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais”.

A Política tem o objetivo de promover a saúde integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, humanizando e qualificando a atenção em todos os níveis, tendo como missão a redução das iniquidades em saúde, o enfrentamento ao preconceito e à discriminação no Sistema Único de Saúde. A Política pretende, ainda, ampliar a produção de conhecimentos sobre a temática de saúde de LGBT, apoiando o desenvolvimento de estudos e pesquisas; ampliar o acesso de LGBT aos serviços de saúde primando pelo enfrentamento ao preconceito e ao estigma, e o acolhimento de suas demandas e necessidades; incluir os quesitos orientação sexual, identidade de gênero e étnico-racial nos documentos de notificação de violência da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS); melhorar a qualidade da informação em saúde no que tange à coleta, ao processamento e à análise dos dados específicos sobre a saúde de LGBT, incluindo os quesitos orientação sexual, identidade de gênero e étnico-racial nos prontuários clínicos; informar e sensibilizar profissionais de saúde acerca das especificidades de LGBT a fim de promover a prevenção de DST/AIDS, câncer de colo uterino e de mama, no caso das lésbicas e mulheres bissexuais, assim como a prevenção de câncer de mama a travestis e transexuais decorrentes do uso de silicone industrial;

Incluir as demandas específicas de LGBT nos processos de regulação de saúde do sistema suplementar; monitorar e avaliar os indicadores de promoção da equidade em saúde de LGBT constantes nos pactos firmados pelas três esferas de governo; e estabelecer estratégias de enfrentamento do uso indiscriminado e prolongado de hormônios feminilizantes e masculinizantes entre travestis e transexuais.

Visivelmente emocionada, a Coordenadora da Comissão Intersetorial de Saúde da População de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis do CNS, Carmem Lúcia Luiz, destacou que a apresentação da Política se configura numa vitória como militante e como cidadã. Segundo ela, o texto da Política, que foi construído de forma coletiva, corresponde ao anseio dos movimentos sociais. O Conselheiro Nacional e Secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, Antonio Alves de Souza, ressaltou que o mérito da Política não é do Ministério ou de sua Secretária, “mas dos movimentos sociais”.

A Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais seguirá, agora, para pactuação na Tripartide.

SP AVANÇA NO ATENDIMENTO MÉDICO A TRANS E TRAVESTIS

Conselho Regional de Medicina normatiza atendimento médico dirigido a travestis e transexuais


O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) aprovou a Resolução Nº 208/2009 que normatiza o atendimento médico a travestis, transexuais e pessoas que apresentam inadequação ao sexo biológico.

Homologada pela Plenária do Cremesp, a medida entrou em vigor após sua publicação no Diário Oficial do Estado, no dia 11 de novembro de 2009.

Segundo a Resolução, todo atendimento médico dirigido a essa população deve basear-se no respeito ao ser humano e na integralidade da atenção.

Durante o atendimento médico, deve ser garantido o direito do (a) paciente usar o nome pelo qual prefere ser chamado (a), independente do nome que consta no registro civil.

Dentre as garantias de assistência em saúde para esse público, a Resolução destaca o atendimento psicossocial, o tratamento psiquiátrico e psicoterapêutico, o tratamento e acompanhamento médico-endocrinológico, as intervenções cirúrgicas e outros procedimentos estéticos ou reparadores.

Antes do procedimento médico o paciente deve ser avaliado por equipe multiprofissional. As intervenções ou tratamentos experimentais devem estar obrigatoriamente ligados a protocolos de pesquisa aprovados por Comitês de Ética.

A Resolução do Cremesp visa normatizar, do ponto de vista ético, o atendimento médico a travestis e transexuais em serviços de saúde especializados ou em unidades de saúde e hospitais para os quais os pacientes são encaminhados. Devido ao preconceito e ao desconhecimento dos médicos, muitas necessidades de saúde desta população não são devidamente atendidas pelos profissionais e serviços.

Desde o dia 9 de junho de 2009 a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mantém ambulatório inédito que já realizou mais de 400 atendimentos a travestis e transexuais. As especialidades médicas de urologia, proctologia e endocrinologia (terapia hormonal) concentram muitas das demandas das pacientes.

Também destaca-se o encaminhamento para a realização de cirurgia de transgenitalização, realizada no Hospital das Clínicas da FMUSP e de cirurgia de remoção de silicone industrial, realizada no Hospital Diadema.

Outro serviço destinado a essa população, que funciona como local de convivência e inclusão social é o Centro de Referência da Diversidade (CRD), mantido pelo Grupo Pela Vidda-SP em convênio com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) da Prefeitura de São Paulo.

A Resolução do Cremesp foi discutida e elaborada com a participação de técnicos de vários serviços e hospitais, além de médicos , especialistas em Bioética, entidades da sociedade civil e lideranças do movimento LGBT.

MAIS INFORMAÇÕES
Cremesp: (11) - 3017-9364
Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais - CRT DST/AIDS-SP: (11) 5087-9833

Centro de Referência da Diversidade: (11) - 3151-5786

08/11/2009

ACONTECEU: 1a. Parada Livre de CANOAS

Neste domingo, com os céus mais uma vez ajudando, realizou-se a 1a. Parada Livre de Canoas.
Ficamos muito felizes com a iniciativa da prefeitura em criar a primeira Coordenadoria LGBT na cidade. esta é uma iniciativa, sem dúvida, das mais louváveis.
Infelizmente, nós, lésbicas da LBL, apenas fomos anunciadas como presentes na Parada depois de termos solicitado: uma pena. Adoraríamos ter passado nossa mensagem para o povo de Canoas, sobretudo para as centenas de mulheres lésbicas que desfilaram por lá.
Mas a vida é assim mesmo....

LAMENTÁVEL:
Um grupo de cerca de 10 rapazes (lindos, bem alimentados, portando capacetes de motocicletas) tiveram uma conduta prá lá de condenável na praça. Mexendo com as meninas que passavam de mãos dadas e chingando com palavras que nem é obom repetir a quem se manifestava no palco, provocaram a indignação dos participantes da parada e a ação eficiente da BM que despachou os playboysinhos para fora da praça.
O que causa revolta é que eram jovens, ainda, mas de mente ATRASADÍSSIMA!.

ALEGRIA QUE SUPERA O PRECONCEITO:
De qualquer forma, tivemos uma festa muito bonita, com a população LGBT na rua, juntamente com centenas de famílias, crinaças, jovens e pessoas da melhor idade, circulando em plena armonia, como podemos ver nas fotos.

07/11/2009

Obama assina lei que classifica homofobia como crimes ediondo

Desde que assumiu a presidência dos EUA, Barack Obama é criticado por ONGs e militantes GLBTs por sua falta de atitude em relação aos direitos GLBTs. No dia 28/10, Obama sinalizou dar os primeiros passos assinando uma lei que inclui a violência motivada pela sexualidade entre os crimes hediondos do país.

A aprovação também é um marco por ser a primeira lei pró-GLBT aprovada no Congresso americano desde o movimento de Stonewall. De agora em diante, a Justiça Federal dos Estados Unidos poderá investigar crimes motivados contra a orientação sexual ou identidade de gênero da vítima, além da cor, religião, nacionalidade, sexo e deficiência.

Denominada de The Matthew Shepard and James Byrd, Jr. Hate Crimes Prevention Act e conhecida popularmente por Matthew Shepard Act, a lei se torna uma disposição da FY 2010 National Defense Authorization Act – um projeto de Defesa para o ano de 2010 aprovado no começo do verão americano deste ano.

Matthew Shepard Act honra a memória de Matthew Shepard, um estudante de Wyoming assassinado brutalmente como vítima de homofobia, e James Byrd, um afro-descendente americano acorrentado na traseira de uma pick-up e arrastado por aproximadamente 7km. Ambos os crimes aconteceram em 1998.

A mãe de Matthew Shepard comemora a aprovação da lei e desabafa dizendo que demorou muito para que algo do gênero fosse aprovado, já que há 10 anos ela espera por isso.

Fonte: Central de Notícias Gays

04/11/2009

DOMINGO - 08/11 - tem PARADA em CANOAS

1a. Parada LIVRE de Canoas, acontecerá neste DOMINGO, 08/11, a partir das 15hs na AV. Inconfidência, no Centro de CANOAS.
Claro que a mulherada estará lá acompanhando esta primeira iniciativa da Diversidade na RUA de Canoas.
Teremos uma banca da LBL com materiais e estaremos loucas para conversar com as mulheres lésbicas e bi-sexuais daquela cidade.
Pegue as amigas e vai pra lá com a gente!

Camisinha feminina com farpas é arma contra o abuso sexual

O número de estupros na África do Sul é tão alto que a sul-africana Sonette Ehlers desenvolveu um mecanismo de defesa para inibir a ação dos agressores: uma camisinha feminina especial chamada Rape-aXe.Ehlers trabalha há anos com vítimas de abuso sexual. Certo dia, ouviu de uma dessas mulheres uma frase que não lhe saiu mais da cabeça: "Eu queria ter dentes lá embaixo".Uma vagina que morde é uma ideia que sempre aterrorizou os homens. Bastou uma apresentação pública da invenção para reduzir a zero o número de estupros numa cidade."O diretor de polícia me disse: 'Sonette, depois da sua apresentação, passamos três meses sem registrar um estupro sequer. Os homens ficaram com medo de que você tivesse deixado algumas dessas camisinhas por aqui'", conta ela.O medo dos homens tem fundamento. A possibilidade de cometer o estupro ainda existe, mas as consequências para o agressor são devastadoras. Na hora em que ele tentar tirar o pênis de dentro da vagina, centenas de farpas perfuram a pele.Camisinha só pode ser retirada em cirurgia"Rape-aXe é uma camisinha para mulheres que, depois de um estupro, se transforma numa camisinha para o homem. A camisinha é feita de látex e plástico, e as farpas são colocadas na parte interna de forma que o homem não consiga retirá-la sozinho", explica Ehlers."O homem deve procurar um hospital o mais rápido possível e retirá-la com um procedimento cirúrgico. A camisinha fica presa ao pênis, é tudo muito doloroso e ele não pode sequer urinar. Na clínica, o procedimento só pode ser realizado com anestesia local."Isso não poderia ser considerado agressão física? – é a pergunta que as funcionárias da Terre des Femmes mais ouvem do público nas discussões promovidas na Alemanha.A resposta da organização de defesa dos direitos da mulher é clara: é o homem quem agride a mulher, e a camisinha com farpas oferece proteção contra essa violência. A Terre des Femmes apoia o Projeto Rape-aXe por entender que assim as mulheres podem se proteger e, principalmente, porque elas é que decidem quando usar a camisinha, diz Serap Altinisik, que também faz parte da organização."Consideramos muito importante que isso seja uma decisão própria. Simplesmente porque, do contrário, dirão: 'As mulheres já podem se proteger e não precisamos mais promover trabalhos de prevenção e esclarecimento'. E uma situação assim não é sustentável", comenta Altinisik."A camisinha é quase como uma ferramenta de autodefesa, como spray de pimenta, que se pode carregar. Por isso achamos que ela pode ser usada por mulheres de todos os lugares", diz.
Autora: Henriette Wrege (ff)Revisão: Alexandre Schossler
Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4771122,00.html

87% da população escolar tem PRECONCEITO contra homossexuais

Não é à toa que a população homossexual abandona a escola precocemente:
Nas escolas públicas brasileiras, 87% da comunidade – sejam alunos, pais, professores ou servidores – têm algum grau de preconceito contra homossexuais. O dado faz parte de pesquisa divulgada recentemente pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e revela um problema que estudantes e educadores homossexuais, bissexuais e travestis enfrentam diariamente nas escolas: a homofobia. O levantamento foi realizado com base em entrevistas feitas com 18,5 mil alunos, pais, professores, diretores e funcionários, de 501 unidades de ensino de todo o país. “A violência dura, relacionada a armas, gangues e brigas, é visível. Já o preconceito a escola tem muita dificuldade de perceber porque não existe diálogo. Isso é empurrado para debaixo do tapete, o que impera é a lei é a do silêncio”, destaca a socióloga e especialista em educação e violência, Miriam Abromovay. Um estudo coordenado por ela e divulgado este ano indica que nas escolas públicas do Distrito Federal 44% dos estudantes do sexo masculino afirmaram não gostariam de estudar com homossexuais. Entre as meninas, o índice é de 14%. A socióloga acredita que o problema não ocorre apenas no DF, mas se repete em todo o país. “Isso significa que existe uma forma única de se enxergar a sexualidade e ela é heterossexual. Um outro tipo de comportamento não é admitido na sociedade e consequentemente não é aceito no ambiente escolar. Mas a escola deveria ser um lugar de diversidade, ela teria que combater em vez de aceitar e reproduzir”, defende. A coordenadora-geral de Direitos Humanos do Ministério da Educação (MEC), Rosiléa Wille, também avalia que a escola não sabe lidar com as diferenças. “Você tem que estar dentro de um padrão de normalidade e, quando o aluno foge disso, não é bem-compreendido naquele espaço.” Desde 2005 o MEC vem implementando várias ações contra esse tipo de preconceito, dentro do programa Brasil sem Homofobia. As principais estratégias são produzir material didático específico e formar professores para trabalhar com a temática. “Muitos profissionais de educação ainda acham que a homossexualidade é uma doença que precisa ser tratada e encaminham o aluno para um psicólogo. Por isso nós temos pressionado os governos nas esferas federal, estadual e municipal para que criem ações de combate ao preconceito”, explica o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis. As piadas preconceituosas, os cochichos nos corredores, as exclusões em atividades escolares e até mesmo as agressões físicas contra alunos homossexuais têm impacto direto na autoestima e no rendimento escolar desses jovens. Em casos extremos, os estudantes preferem interromper os estudos. “Esse aluno desenvolve um ódio pela escola. Para quem sofre violência, independentemente do tipo, aquele espaço vira um inferno. Imagina ir todo dia a um lugar onde você vai ser violentado, xingado. Quem é violentado não aprende”, alerta o educador Beto de Jesus, representante na América Latina da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexo (ILGA). Especialistas ouvidos pela Agência Brasil acreditam que, para combater a homofobia, a escola precisa encarar o desafio em parceria com o Poder Público. “A escola precisa sair da lei do silêncio. Todos os municípios e estados precisam destampar a panela de pressão, fazer um diagnóstico para poder elaborar suas políticas públicas”, recomenda Miriam Abromovay. Para Rosiléa Wille, o enfrentamento do preconceito não depende apenas da escola, mas deve ser um esforço de toda a sociedade. “A gente está tendo a coragem de se olhar e ver onde estão as nossas fragilidades, perceber que a forma como se tem agido na escola reforça a rejeição ao outro. Temos uma responsabilidade e um compromisso porque estamos formando nossas crianças e adolescentes. Mas o Legislativo, o Judiciário, a mídia, todas as instâncias da sociedade deveriam se olhar também.”
FONTE: Agência Brasil, por Amanda Cieglinski

Sindicatos conseguem ampliar direitos para LGBTs

Após uma greve bem sucedida, o acordo coletivo da categoria Bancária foi assinado prevendo a ampliação do direito de casais homossexuais.Além da categoria bancária também no Judiciário Federal o SINTRAJUFE-RS consegue ampliação dos direitos com previsão de declaração de companheiro homossexual para pensão por morte e dependência no plano de saúde.
São iniciativas importante, reflexo da maturidade dos sindicato em relação às causas LGBT.
Através destas ações abrimos as portas, através do movimento sindical, para que muitas lésbicas e muitos gays ganhem forças para assumir seus relacionamentos publicamente, garantindo aos parceiros e parceiras os mesmos direitos dos heterossexuais.
Parabenizamos o SIDICATO DOS BANCÁRIOS, a FEDERAÇÃO DOS BANCÁRIOS e o SINTRAFE-RS pelo protagonismo e pela consciência em relação às causas LGBT.

FUTEBOL FEMINIMO como manifestação da libertação na Palestina

Futebol feminino: a primeira partida em casa das palestinas.
A seleção feminina de futebol da Palestina recebeu o time da Jordânia em um estádio próximo a Jerusalém – e a primeira partida internacional disputada em casa pelas meninas palestinas se transformou em uma festa de liberação social e orgulho nacional.
É uma grande manifestação de liberdade num país de tanta opressão contra as mulheres. Dá o maior orgulho ver a meninas falando em sociedade patriarcal e em libertação. Vale a pena conferir o vídeo.
Clique no título para acessar o link http://tvuol.uol.com.br/#view/id=futebol-feminino-a-primeira-partida-em-casa-das-palestinas-0402326CCCC16366/user=1hjuf7gjt6ko/date=2009-11-03&&list/type=tags/tags=16253/edFilter=all/