31/03/2009

*Incoerência católica*




DRAUZIO VARELLA

AOS COLEGAS de Pernambuco responsáveis pelo abortamento na menina de nove anos, quero dar os parabéns. Nossa profissão foi criada para aliviar o sofrimento humano; exatamente o que vocês fizeram dentro da lei ao interromper a prenhez gemelar numa criança franzina.
Apesar da ausência de qualquer gesto de solidariedade por parte de nossas associações, conselhos regionais ou federais, estou certo de que lhes presto esta homenagem em nome de milhares de colegas nossos.
Não se deixem abater, é preciso entender as normas da Igreja Católica. Seu compromisso é com a vida depois da morte. Para ela, o sofrimento é purificador: "Chorai e gemei neste vale de lágrimas, porque vosso será o reino dos céus", não é o que pregam?
É uma cosmovisão antagônica à da medicina. Nenhum de nós daria tal conselho em lugar de analgésicos para alguém com cólica renal. Nosso compromisso profissional é com a vida terrena, o deles, com a eterna. Enquanto nossos pacientes cobram resultados concretos, os fiéis que os seguem precisam antes morrer para ter o direito de fazê-lo.
Podemos acusar a Igreja Católica de inúmeros equívocos e de crimes contra a humanidade, jamais de incoerência. Incoerentes são os católicos que esperam dela atitudes incompatíveis com os princípios que a regem desde os tempos da Inquisição.
Se os católicos consideram o embrião sagrado, já que a alma se instalaria no instante em que o espermatozoide se esgueira entre os poros da membrana que reveste o óvulo, como podem estranhar que um prelado reaja com agressividade contra a interrupção de uma gravidez, ainda que a vida da mãe estuprada corra perigo extremo?
O arcebispo de Olinda e Recife não cometeu nenhum disparate, agiu em obediência estrita ao Código Penal do Direito Canônico: o cânon 1398 prescreve a excomunhão automática em caso de abortamento.
Por que cobrar a excomunhão do padrasto estuprador, quando os católicos sempre silenciaram diante dos abusos sexuais contra meninos, perpetrados nos cantos das sacristias e dos colégios religiosos? Além da transferência para outras paróquias, qual a sanção aplicada contra os atos criminosos desses padres que nós, ex-alunos de colégios católicos, testemunhamos?
Não há o que reclamar. A política do Vaticano é claríssima: não excomunga estupradores.
Em nota à imprensa a respeito do episódio, afirmou Gianfranco Grieco, chefe do Conselho do Vaticano para a Família: "A igreja não pode nunca trair sua posição, que é a de defender a vida, da concepção até seu término natural, mesmo diante de um drama humano tão forte, como o da violência contra uma menina".
Por que não dizer a esse senhor que tal justificativa ofende a inteligência humana: defender a vida da concepção até a morte? Não seja descarado, senhor Grieco, as cadeias estão lotadas de bandidos cruéis e de assassinos da pior espécie que contam com a complacência piedosa da instituição à qual o senhor pertence.
Os católicos precisam ver a igreja como ela é, aferrada a sua lógica interna, seus princípios medievais, dogmas e cânones. Embora existam sacerdotes dignos de respeito e admiração, defensores dos anseios das pessoas humildes com as quais convivem, a burocracia hierárquica jamais lhes concederá voz ativa.
A esperança de que a instituição um dia adote posturas condizentes com os apelos sociais é vã; a modernização não virá. É ingenuidade esperar por ela.
Os males que a igreja causa à sociedade em nome de Deus vão muito além da excomunhão de médicos, medida arbitrária de impacto desprezível. O verdadeiro perigo está em sua vocação secular para apoderar-se da maquinária do Estado, por meio do poder intimidatório exercido sobre nossos dirigentes.
Não por acaso, no presente episódio manifestaram suas opiniões cautelosas apenas o presidente da República e o ministro da Saúde.
Os políticos não ousam afrontar a igreja. O poder dos religiosos não é consequência do conforto espiritual oferecido a seus rebanhos nem de filosofias transcendentais sobre os desígnios do céu e da terra, ele deriva da coação exercida sobre os políticos.
Quando a igreja condena a camisinha, o aborto, a pílula, as pesquisas com células-tronco ou o divórcio, não se limita a aconselhar os católicos a segui-la, instituição autoritária que é, mobiliza sua força política desproporcional para impor proibições a todos nós.

29/03/2009

Oficina 08 de Março reúne cerca de 80 mulheres em Livramento


As militantes da Liga Brasileira de Lésbicas, da Marcha Mundial de Mulheres e do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal estiveram juntas no 08 de março em Livramento realizando a Oficina "Lesbianidades Feministas, uma instrumento de empoderamento das mulheres", onde através de uma discussão descontraída, pudemos avaliar o entendimento existente no grupo sobre o significado do termo "Feminismo" e "Lesbianidade".
Cerca de 80 mulheres de diversos movimentos, cores, orientações sexuais e pensamentos políticos diversos estiveram no evento que durou cerca de 02 horas, através das quais analisamos a problemática da militância lésbica, da falta de visibilidade dentro e fora do movimento feminista e dos diversos problemas para enfrentamento ao preconceito e avanço de direitos sociais e políticos diante dos fundamentalismos atuais.
Na dinâmica de apresentação foi possível estabelecer que cada mulher pode ser o que quer, mesmo que os outros a vejam de forma distinta ao da sua identidade real.
Na seqüência, tratamos de conceituar, através da participação do grupo, o FEMINISMO ou FEMINISMOS, estabelecendo que se trata de um pensamento político baseado no reconhecimento da diversidade, que comporta todas as mulheres que lutem pela construção de uma sociedade diferente. Esta sociedade está baseada nos princípios de justiça e igualdade de direitos entre todos os seres humanos, diferenciando-se diretamente do machismo que busca a opressão feminina.
Analisamos os efeitos do preconceito na vida das pessoas - sobretudo na família e no trabalho - e a necessidade de que todas as militantes, de todos os movimentos sociais feministas, assumam a lesbianidade como mais um direito sexual, portanto inerente ao ser humano dentro das pautas de Direitos Humanos, mas também como uma questão de liberdade individual, autonomia do corpo e, portanto, questão de democracia social.
Afinal precisamos lembrar que em todos os movimentos em que houver mulheres haverá, também, mulheres lésbicas, que devem ser incluídas e respeitadas na sua identidade de gênero e na sua orientação sexual.
A oficina não foi encerrada, sendo que iniciamos com a oficina do aborto, organizada com a participação de companheiras de organizações do Uruguai que estavam no evento.

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AGENDA DO 08 DE MARÇOA LBL-RS participou de forma ativa no ato do dia 06 de março da esquina democrática e esteve presente nas reuniões que entregaram as cartas da mulheres às administrações estadual e municipal, elaborada através das reuniões do Conselho Estadual e do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres aos quais integramos.Estivemos também no 08 de Março em Livramento e junto com as companheiras da Marcha Mundial de Mulheres e o Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal, realizamos a oficina Lesbianidade Feminista, reunindo cerca de 80 mulheres numa discussão de aproximadamente duas horas sobre a atuação das Lésbicas no movimento de mulheres.Consideramos a atuação conjunta com os demais movimentos feministas o caminho mais eficaz na busca da igualdade de gênero e da construção de uma sociedade mais justa, livre do Maxismo, do Sexismo, do Racismo, da Lesbofobia e de toda a forma de operessão.FIM À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES!MULHERES NA PRAÇA EM VIAMÃOEstivemos - o último dia 09 - junto com o movimento de mulheres de Viamão, na audiência com o Prefeito Alex, onde manifestamos nossa indignação pela extinção da Coordenadoria da Mulhere daquela cidade.Aguardamos que o Prefeito reveja sua posição e ficaremos vigilantes aos movimentos que se seguirão no sentido de reverter este quadro que desrespeita às mulheres e nossa organização.=================FSM - 2009 - Belém do ParáA LBL esteve presente no FSM2009, com 12 representações de diversos estados.Lá, além da particpação ativa em toda a agenda feminista, estivemos nos atos contra a Criminalização do Movimento Social, nas plenárias de Mulheres e em muitas oficinas com temática Lésbicas e LGBT, promovidas por diversas entidades nacionais e internacionais.Realizamos, ainda, uma Oficina com o tema "Lesbinanidades Feminista" onde, com uma intensa articulação de todas as lésbicas de movimentos e independentes que pudemos encontrar, debatemos de forma solidária e intensa a realização do VII SENALE - Seminário Nacional de Lésbicas.Foi um debate importante para nossa mobilização a nível nacional e esperamos ter contribuído para o avanço do debate e para a construção efetiva da realização do SENALE.As discussões sobre o tema continuarão na Lista SENALE Nacional.Passaram pelos dois turnos da Oficina (manhã e Tarde) cerca de 500 mulheres lésbicas, alguns homens e também alguns heterossexuais de ambos os gêneros.Publicaremos as fotos em breve aqui no Blog!

SECRETARIA ESPECIAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES TEM NOVO ENDEREÇO:

SECRETARIA ESPECIAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES TEM NOVO ENDEREÇO:
Desde o início de fevereiro, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) tem novo endereço. Está situada no Pavilhão das Metas (antigo FNDE - após o Palácio do Planalto) na Av. N1 - s/nº - Zona Cívica Administrativa - CEP: 70.150-900 - Brasília - DF. Os números de telefones também mudaram. Segue a lista com os novos telefones:

Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
3411-4330 / 3411 -4200
Fax: 3327 -7464


Subsecretaria de Enfrentamento à Violência
3411 -4211 (Secretária)

Subsecretaria de Articulação Institucional
3411 - 4219 (Secretária)

Subsecretaria de Planejamento
3411 - 4202 (Secretária)

Conselho Nacional dos Direitos da Mulher
3411 -4234 - (Secretária)

Certidão de Nascimento com o nome das DUAS MÃES

FRUTOS DO AMOR
Adriana, grávida de sete meses, recebe o carinho de sua companheira, Munira, na cama do casal. As duas geraram os bebês juntas

Munira Khalil El Ourra não vai dar à luz, mas é mãe de duas crianças que vão nascer até a primeira semana de maio. Quem está na 31ª semana de gestação é sua companheira, Adriana Tito Maciel. A barriga é de Adriana. Os óvulos fecundados que grudaram no útero dela pertenciam a Munira. Os bebês já têm nome: Eduardo e Ana Luísa. Serão paridos e amamentados por Adriana, de pele marrom e cabelo que nasce crespo. Mas terão a cara de Munira, branquinha e de cabelo liso.
Para a lei, mãe biológica é quem carrega a criança no ventre. Mas um exame de DNA mostraria o contrário. Nem Adriana nem Munira pretendem disputar na Justiça a guarda das crianças. O que elas querem é sair da maternidade juntas, com um documento que permita registrar as crianças no cartório com o sobrenome de cada uma e o nome das duas mães na certidão de nascimento. Como qualquer família normal.
O sonho de ter filhos era antigo para as moças de 20 e poucos anos que se c onheceram em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo. A decisão de namorar sério foi influenciada por esse interesse em comum. Em poucos meses, estavam dividindo um apartamento e fazendo planos. Algum tempo depois, Adriana descobriu no ginecologista que seu útero estava ameaçado por uma doença que já lhe tinha arrancado um ovário: a endometriose. "Fiz tratamento desde os 18 anos", diz Adriana. "Na época, achavam que era cólica menstrual e medicavam com morfina. Quando descobriram, já tinha perdido o ovário direito. E as dores continuavam." O médico disse a ela que uma gravidez reduziria o problema em 80% e ainda lhe daria a chance de ter um filho antes que o útero ficasse inválido.
Apesar do relacionamento ainda recente, Munira e Adriana aceitaram a ideia e procuraram um especialista em reprodução humana no Hospital Santa Joana para fazer a inseminação artificial. "A gente achava que iria comprar esperma, levar para casa e aplicar com uma seringa", diz Munira. Os planos mudaram quando o novo médico descobriu que Adriana só tinha metade do ovário esquerdo e já não podia engravidar com os próprios óvulos. Ele sugeriu que Munira cedesse os seus. Se usassem o sêmen de um homem de mesmos traços que Adriana, o filho seria parecido com as duas mães.
As duas moças se animaram com a possibilidade de ter um filho que tivesse um pouco de cada uma. Ainda hoje, Adriana se emociona ao contar essa parte da história. Tinha sido muito dolorido receber a notícia de que não poderia ter filhos do seu próprio sangue, e o gesto de Munira foi mais que bem-vindo. "Foi a maior prova de amor que ela poderia me dar."
Decisão tomada, era preciso fazer alguns exames e começar o tratamento hormonal para estimular os ovários de Munira e sincronizar os ciclos menstruais das duas. Os óvulos de Munira deveriam estar prontos para a inseminação artificial (em laboratório) na mesma época em que o útero de Adrian a estivesse pronto para fixar os embriões. Munira se queixava dos percalços do tratamento. De abril a agosto do ano passado, as injeções diárias na barriga, a oscilação de humor que parecia uma TPM constante, a ultrassonografia vaginal toda semana, o acúmulo de líquido no corpo e o ganho de peso eram o preço que ela tinha de pagar pela bênção de ser mãe. Em breve, seria a vez de Adriana suportar a gravidez.
Quando essa fase chegou, Munira diz ter sentido em seu corpo muitos dos sintomas da gravidez da companheira. "Parecia que eu tinha ficado grávida também." Ela diz ter sentido enjoos, estrias que nunca haviam existido, mau humor, dores nas costas, dor nas pernas, cansaço de dia, insônia de noite e até desejos estranhos. Fernando Prado, o ginecologista das duas, diz não ter explicação para essa sintonia. Ele não descarta que Munira possa até mesmo ter leite quando os bebês nascerem.
Dos exames à gravidez, todo o processo funcionou até m elhor que o esperado. "Eu não imaginava que daria certo de primeira", diz Prado. Segundo ele, a chance de uma inseminação desse tipo vingar é de 50%, levando em consideração a idade das pacientes e outras condições de saúde. Como Adriana ainda tinha miomas no útero por causa da endometriose, imaginou que seria preciso retirá-los antes. Mas eles nem fizeram cócegas. Para ajudar, em vez dos dez a 15 óvulos esperados após o tratamento hormonal, Munira rendeu mais de 20.

Outro possível obstáculo para o procedimento era uma resolução de 1992 do Conselho Federal de Medicina. Ela estabelece que a técnica do "útero de substituição", nome oficial da "barriga de aluguel", só é permitida entre parentes. Prado deu uma interpretação mais moderna à regra. Decidiu considerar o relacionamento de suas pacientes um modelo de família. "Essas novas famílias têm uma formação diferente, mas continuam tendo o mesmo propósito e a função social de sempre."
Munira e Adriana sabem que muita gente acha que elas não serão capazes de manter uma família como os casais heterossexuais. Mas estão seguras de sua decisão e têm o apoio da família. Dizem que contarão com os tios para ensinar Eduardo a fazer coisas de menino - jogar bola, brincar de carrinho, defender-se na rua. Munira diz que, na empresa em que trabalha como analista financeira, todos festejam a gravidez da companheira. "Quando contei que eram gêmeos, fizeram uma festa s urpresa para mim", afirma. "Minhas faltas durante o tratamento também eram perdoadas sem drama." Outro sinal de solidariedade foi a sugestão do departamento de RH de que ela registrasse em cartório sua união estável com Adriana e requeresse no plano de saúde a inclusão do nome da parceira como dependente. Só ficou faltando a licença-maternidade. Para seguir a lei, a empresa vai conceder a Munira uma semana de licença, a mesma que é concedida aos pais.
Apesar do sucesso do procedimento e de todo o acolhimento que tem recebido, o casal ainda se sente injustiçado por uma legislação que não prevê seu direito de registrar os filhos no nome das duas mães. Logo que entenderam que seriam ambas mães biológicas dos gêmeos (uma de acordo com a lei, outra de acordo com a ciência), procuraram quem as ajudasse a conseguir um documento que regularizasse essa situação. Encontraram a advogada Maria Berenice Dias, há 35 anos dedicada à causa dos homossexuais no R io Grande do Sul. Maria Berenice assumiu o caso, segundo ela inédito. Não se tem notícia de um processo judicial no Brasil movido por um casal gay interessado em registrar dupla maternidade.
Justamente pelo ineditismo, as chances de vitória não são grandes. Embora não exista na legislação nada que impeça o registro de uma criança por duas mulheres, Maria Berenice teme que o preconceito seja uma barreira intransponível. "Podemos topar com um juiz que decida negar o pedido alegando que as crianças poderão sofrer consequências terríveis por ter duas mães e nenhum pai."
Maria Berenice chama sua especialidade de Direito Homoafetivo. O Rio Grande do Sul, onde mora, é o Estado que mais tem avançado na jurisprudência favorável à união estável de casais gays e à adoção de crianças por duplas de homens ou de mulheres. São Paulo teve o primeiro caso de adoção de uma criança por um casal gay - em 2006, em Catanduva, no interior do Estado -, mas na maior parte das cidades o tema ainda é um tabu.
A legislação brasileira não é a única que permanece lenta diante das mudanças na ciência e na sociedade. A chef americana Cat Cora, que comanda um programa de culinária na TV, está passando por transtorno semelhante ao das brasileiras. Ela mantém um relacionamento estável há dez anos e já tem dois filhos gerados por sua companheira, Jennifer. O segundo filho foi feito por fertilização in vitro com óvulos de Cat, mas ela foi impedida pela lei americana de registrá-lo diretamente no cartório como a segunda mãe. Foi preciso entrar com um pedido de adoção para garantir direitos e deveres de mãe sobre ele. "É injusto, mas é a lei", disse Cat. Agora, Jennifer está grávida de novo, e Cat engravidou pela primeira vez. Desta vez, ambas retiraram óvulos para a fertilização in vitro, formando embriões que foram transferidos para as duas barrigas. Ainda não se sabe de qual delas é o DNA do bebê que vai nascer de cada uma. Para todos os óvulos, foi usado sêmen do mesmo doador anônimo. Assim, as crianças serão irmãs também por parte de pai.
Na Espanha, a legislação é mais aberta. Com base em uma lei do Código Civil de 2005 que iguala em direitos e deveres a união estável de homossexuais ao casamento heterossexual, no final do ano passado o governo espanhol permitiu que um casal de mulheres gerasse um bebê por fertilização in vitro, usando um doador de sêmen anônimo, e o registrasse no nome das duas. Ambas são oficialmente consideradas mães biológicas porque uma doou os óvulos e a outra gestou o feto em sua barriga - exatamente como fizeram Adriana e Munira. O presidente da Comissão Nacional de Reprodução Humana Assistida do Ministério da Saúde e do Consumo da Espanha, Augusto Silva, diz que a lei garante direitos iguais a casais de qualquer gênero. "Não estamos estabelecendo uma obr igação. Mas deve ficar claro que a permissão que demos a essas mulheres vale para todos." Silva diz que a Comissão está trabalhando pela modificação da lei de assistência reprodutiva para que não haja mais dúvidas de que, onde há casamento, há o direito à reprodução assistida.
Munira poderia ter seus direitos de mãe reconhecidos de forma mais fácil. Bastaria entrar com uma ação para adotar seus próprios filhos. Com a jurisprudência construída desde 2006, é provável que ela ganhasse uma ação desse tipo. Mas não é isso que ela e Adriana querem. Sua expectativa é ganhar a ação da maternidade e dar origem a uma jurisprudência para favorecer casos como este no Brasil. Embora não sejam ativistas, Munira e Adriana dizem que ficariam orgulhosas de abrir caminho para outros casais homossexuais. Se perderem o caso, ficarão tristes. Mas a derrota não terá efeito nenhum na forma como pretendem criar seus filhos. "Registrando ou não, elas serão mães dessas crianças", diz a advogada Maria Berenice. "Juiz nenhum vai apagar o que já existe."
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Em SP, 40% dos abortos legais são em menores


Em SP, 40% dos abortos legais são em menores, (17/3/2009)


SÃO PAULO - Levantamento do Hospital Estadual Pérola Byington, em São Paulo, referência nacional de atendimento a vítimas de violência sexual, mostra que, dos 47 abortos autorizados por lei realizados no ano passado, 40% foram em adolescentes com menos de 18 anos, todos de gravidez resultante de estupro. Em 90% dos casos, a violência sexual foi cometida por alguém próximo da vítima: pai, tio, amigo da família.

No Hospital Municipal Jabaquara, zona sul da capital, o primeiro autorizado no País a interromper uma gestação, em 1989, o perfil dos 337 abortos legais realizados no local não mudou: 69% foram vítimas de violência sexual e a maioria está distante da maioridade etária. Segundo o diretor do Pérola Byington, Jefferson Drezett, ?todas as crianças atendidas no hospital tinham a consciência da violência sofrida?.

Em todo o País, o grupo que mais cresceu entre as pacientes que realizaram abortos autorizados é o de meninas de 10 a 14 anos. Segundo o Ministério da Saúde, o aumento de casos nessa faixa etária foi de 122% entre 2007 e 2008. Nas outras idades, a maior alta foi de 58,2%. ?É uma informação que, por si só, derruba o preconceito que ainda existe de que a violência sexual foi provocada pela vítima, por insinuação, roupas provocantes?, diz Thomaz Gollop, coordenador do grupo de estudos sobre o aborto da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte: CCR - Centro de Cidadania e Reprodução

23/03/2009

Programa de Aids de Porto Alegre será investigado pelo Ministério Público

A capital gaúcha tem 66,8 novos casos de aids por 100 mil habitantes, segundo dados do boletim epidemiológico de 2008,colocando, portanto, a cidade em primeiro lugar no ranking de maior taxa de incidência do país. Já o Rio Grande do Sul, Goiás e Tocantins foram os três Estados brasileiros que apresentaram percentual de recursos executados abaixo de 50% em relação aos recursos repassados pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde. No caso de Porto Alegre, o Plano de Ações e Metas - incentivo financeiro para investimento no setor e que deveria ser construído com a participação da sociedade civil - ainda não foi apresentado ao Conselho Municipal de Saúde, dificultando um trabalho efetivo e eficaz no combate à epidemia.

Essas informações e outros documentos elaborados ou sistematizados pela Comissão de DST/Aids, do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre, embasaram as denúncias levadas ao Ministério Público Estadual e ao Federal, nesta quinta-feira, 19 de março, pelos representantes da sociedade civil que atuam na defesa dos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV/Aids e na prevenção da doença.

Após receber documentos e ouvir os representantes da sociedade civil, as promotoras públicas presentes, dra. Marinês Assmann e dra. Ana Paula Carvalho de Medeiros, (foto) decidiram pela instauração de novo inquérito para investigar as denúncias que apontam a má gestão no setor.

Para a dra. Marinês Assmann, que atua na Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos do Ministério Público Estadual, o quadro é preocupante e desesperador. "Vamos propor ao Ministério da Saúde que realize uma auditoria na Secretaria de Saúde do Município, pois verificamos que o problema de má gestão persiste. O problema da aids e de outras patologias - como a tuberculose - é muito grave, e sabemos que os recursos não estão sendo aplicados, nem estão cumprindo a legislação, no que diz respeito ao Plano de Ações e Metas. Vamos chamar a Secretaria Municipal de Saúde para prestar esclarecimentos e ver se chegamos a um consenso; caso contrário, entraremos com uma Ação Civil Pública, já que os Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) não estão sendo cumpridos”.

Gustavo Bernardes, advogado e Coordenador Geral do do SOMOS, foi mais radical. Propôs a suspensão dos repasses de recursos financeiros do Governo Federal para o município de Porto Alegre até que a situação seja normalizada. Sandra Perin, do Conselho Municipal da Saúde, afirmou, também, que é preciso construir um Plano de Saúde do Município com a participação da sociedade civil através do Conselho.

Oscar Paniz, vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre, ressaltou que a sra. Mirian Weber, representante da coordenação de DST/Aids do município de Porto Alegre, não comparece às reuniões da Comissão, nem fornece, desde outubro do ano passado, as informações solicitadas, ignorando por completo a principal instância de controle social na área da saúde do município de Porto Alegre.

O representante da Fonte Colombo, Frei Luis Carlos Lunardi, propôs que no próximo dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde, as organizações da sociedade civil deem visibilidade pública à situação atual da aids na cidade de Porto Alegre, através de manifestação pública em que se denuncie o descaso do Governo Municipal.

EFLAC - Marcha Feminista e IV Marcha Lésbica do México

Ação para inclusão de LGBT no IR

MPF AJUíZA AÇÃO EM FAVOR DE LGBTs, MOTIVADA POR REPRESENTAÇÃO DE INSTITUIÇÃO DO PIAUÍ LIGADA À LBL
Quarta, 18 de março de 2009 - Herbert Medeiros
O Ministério Público Federal do Piauí ajuizou ontem Ação Civil Pública na Justiça Federal da 1ª Região, visando assegurar ao contribuinte que mantém união estável com pessoa do mesmo sexo o direito de incluir seu(ua) companheiro(a) como dependente para fins de dedução de Imposto de Renda. Na petição inicial, o MPF solicita que seja concedida liminar, a fim de que, ainda em 2009, os contribuintes que mantém união estável homoafetiva possam declarar seus companheiros como dependentes. O processo foi distribuído para a 2ª Vara Federal, sob o nº 2009.40.00.001593-9. A Ação Civil Pública é resultado de uma representação feita pelo Grupo Matizes, no dia 05 de março de 2009. Na representação, o Matizes solicita que sejam adotadas medidas emergenciais, visando assegurar que a Receita Federal reconheça o direito de contribuintes que vivem em união estável com pessoa do mesmo sexo, no sentido de que estes possam incluir seus companheiros como dependentes na Declaração do Imposto de Renda 2009.Com o ajuizamento da Ação Civil Pública, a expectativa do Matizes é que a Juíza Federal Maria da Penha Fontenele conceda liminar deferindo o pedido do Ministério Público. Segundo Marinalva Santana, Coordenadora do Matizes, a decisão da Receita Federal do Brasil em negar esse direito às pessoas LGBTs prejudica a muitos contribuintes, porque estes são obrigados a pagar mais impostos, além de essa vedação constituir um flagrante desrespeito aos princípios constitucionais da igualdade, da dignidade da pessoa humana e da não-discriminação. "Essa vedação da Receita fere ainda a previsão do Art. 150, II da Constituição Federal, que proíbe a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios de instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontram em situação equivalente", finaliza Marinalva.

11/03/2009

ENTÃO ME EXCOMUNGUE


O site www.emdiacomacidadania.com.br/ lançou hoje a campanha-movimento "Então, me excomungue", endereçada à Santa Madre Igreja, tendo em vista a excomunhão da equipe médica que operou a criança grávida de 9 anos, e que iria morrer na gestação.
O banner está à direita da página principal e é um desenho do Papa Bento XVI que circula na internet espanhola.
Acessem: www.emdiacomacidadania.com.br/ ASSINE O ABAIXO ASSINADO e entre também na luta de apoio a equipe médica do CISAM que, agindo conforme a ética médica e pelos ideáis maiores de solidariedade e de respeito à vida, procedeu ao atendimento necessário e eficaz à menina vítima de estupro.
Ou clique no link www.arquidioceseolindarecife.org.br/faladm.htm para ser direcionada diretamente para os e-mails da arquidiocese de Olinda, Recife.
Não aos fundamentalismos Religiosos!
Toda mulher tem direito ao atendimento de saúde com qualidade e sigilo!
Chega de violência e de impunidade! Chega de estupro!
Somos donoas de nossos corpos e de nossa sexualidade!

Conselho Nacional de Direitos das Mulheres - Nota de apoio ao CISAM

O CONSELHO NACIONAL DOS DIREITOS DA MULHER, reunido em sessão plenária neste 9 de março, em Brasília, vem a público manifestar sua mais profunda solidariedade à equipe do CISAM - Centro de Atendimento Integrado de Saúde Amaury de Medeiros - serviço público de saúde que, cumprindo a legislação vigente e as normas técnicas do Ministério da Saúde, atendeu à solicitação da mãe de uma criança de 9 anos para a interrupção da gravidez de sua filha. Essa menina engravidara em decorrência de sucessivos crimes de estupro de seu padrasto, que repercutirão em toda a sua vida.
Graças à coragem de sua mãe e ao acolhimento da equipe do CISAM essa criança, que corria risco de morte, teve sua vida preservada.
Manifestamos nosso repúdio à ingerência da Igreja Católica que tentou inviabilizar o atendimento a essa menina, atendimento esse que obedece a uma política pública de saúde amparada em lei.
Vivemos em um país que assegura a separação entre Estado e Igreja em que as leis e as políticas públicas devem pautar-se pela garantia dos direitos humanos dentre os quais o direito universal à saúde.
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A LBL-RS se soma às manifestações do CNDM em apoio às ações do CISAM no caso do estupro acima referido e continuaremos atuando, através de nossa conselheira Marinalva Santana da LBL-PI em defesa do direito soberano de decidir de cada mulher em relação aos seus corpos e sexualidades.

Igreja Católica faz campanha CONTRA o uso de preservativos

COMENTÁRIO LBL - Desconsiderando as estatísticas mundiais de redução significativa da taxa de contaminação pelo vírus da AIDS através do uso do preservativo de latex, matéria da revista eletrônica "Revista Internacional de Comunhão e Libertação" ataca - com supostos dados científicos - a eficácia do uso da camisinha na prevenção da epidemia.
Como se já não bastasse a condenação e excomunhão de médicos que atuam de forma legal e humanitária para salvar a vida de uma criança de 09 anos estuprada de forma continuada por mais de dois anos no Brasil, a igreja católica agora volta suas armas para o método mais reconhecido e eficaz de preservação da vida em tempos de AIDS - o uso da camisinha.
E como se isso não fosse o suficiente, faz isso usando como referência países africanos, onde a epidemia ataca um contingente inimaginável de seres humanos.
O argumento "científico" utilizado é de que o vírus da AIDS é menor do que as porosidades do latex, argumento que se esquece de dizer que para o vírus ser transportado precisa de uma célula hospedeira e que esta é, obviamente, maior do que as porosidades do material.
Parece que a evolução humana e os dois milênios que nos separam do início da igreja cristã de nada serviram para que esta evoluísse em seus dogmas e doutrinas e a "queima de camisinha nas áfrica" somadas a "excomunhão de médicos no Brasil" reacendem as fogueiras da inquisição em pleno século XXI. Esquece-se, no entanto, a Santa Madre Igreja de que a sociedade civil encontra-se atenta e organizada e que a reação será invitável.
Não somos mais mulheres e homens servis, não somos mais seres humanos utilizáveis, haveremos de barrar esta onda de retrocessos em nome de nosso direito ao prazer e a nossa liberdade!
Liga Brasileira de Lésbicas - Ler matéria que deu origem ao comentário no link do título!

Investir na MULHER dá maior RETORNO SOCIAL, diz estudo

Investir e educar as mulheres e meninas de um País traz um retorno mais alto para o desenvolvimento local do que qualquer outra forma de investimento. Essa conclusão, resumo de uma série de estudos que tratam da capacidade das mulheres de agirem como agentes de transformação social nas comunidades onde vivem, não veio de grupos feministas ou organizações não-governamentais: é o resultado de um painel realizado no último Fórum Econômico Mundial conduzido por uma diretora do Banco Mundial, Ngozi Okonjo-Iweala.
A conclusão no evento deu maior visibilidade para um tema que tem atraído a atenção de sociólogos, economistas, gestores públicos e organizações sociais - o chamado Efeito Feminino (The Girl Effect, como é conhecido em inglês). Em outras palavras, é o resultado do investimento nas meninas, desde a infância até a idade adulta, que a sociedade percebe.
Até alguns anos restrito à observação de quem acompanhava a área, esse efeito aparece com maior frequência em números e pesquisas. Dados da Fundação Nike, por exemplo, mostram que a economia de um país cresce 3% a cada 10% de meninas que ele coloca no ensino básico. E, assim que passa a ter rendimentos próprios, a mulher gasta 90% de seu dinheiro com a família - ao contrário dos homens, que usam para isso 35%. Com sete anos a mais de educação, uma garota casará quatro anos mais tarde e terá dois filhos a menos.
"A importância do investimento social na mulher é clara e comprovada para promover o desenvolvimento. Mesmo assim, ainda é muito pequena e há poucas ações em curso no Brasil", afirma Amália Fischer, coordenadora executiva do Elas, um fundo de investimento social que direciona recursos para projetos voltados para meninas e mulheres. "São as mulheres que assumem suas famílias, que educam seus filhos, que geram renda para suas casas e ainda há poucos programas que investem nelas."
Fonte Yahoo Notícias - Clique no título para ver a metéria completa

Sexo pela manhã traz benefícios físicos

Sobre a mulher, outro estudo anterior da Universidade do Estado de Nova York, feito com 300 estudantes, sugere que aquelas que fazem amor de manhã podem melhoram de forma considerável seu ânimo e têm menos tendência a desenvolver um quadro depressivo.
Outra pesquisa feita recentemente pela Escola de Medicina de Yale (Estados Unidos), também aconselha o sexo matutino, garantindo que, na mulher, tem um efeito protetor contra a endometriose, ou seja, o surgimento e crescimento de tecido endometrial fora da cavidade uterina.
Reações bioquímicas.
Grande parte dos benefícios fisiológicos do sexo se deve ao turbilhão de reações bioquímicas que acontece no organismo antes, durante e após um ato prazeroso. A atividade sexual aumenta a auto-estima, estimula a criatividade, promove o autoconhecimento e revitaliza. Além disso, uma vida amorosa ativa é um bom antídoto contra os problemas mentais e há evidências de uma estreita relação entre as disfunções sexuais e os estados depressivos.
Já existe uma considerável base científica que indica que praticar sexo é uma forma apaixonante de entrar em forma, semelhante a fazer algum esporte, e que manter uma vida sexual ativa melhora a qualidade de vida das pessoas.
Por exemplo, sabe-se que o sexo aumenta a vitalidade, já que o aumento da capacidade cardiorrespiratória que ocorre durante o ato sexual oferece mais energia ao organismo, o que favorece a mobilidade dos músculos e aumenta a sensação de agilidade.
Além disso, durante o ato sexual, o sistema nervoso associado ao aparelho respiratório se prepara para uma etapa de ação intensa, aumentando seu ritmo de funcionamento. Ao respirar ativamente, ativa-se a inspiração do ar e, assim, chega mais oxigênio a todos os órgãos e tecidos.
Fonte: Yahoo - Clique no título para ler a reportagem completa.

10/03/2009

Agenda LBL e Comunidade - Instituto Delphos

Olá meninas, recebemos um convite e estamos partilhando com todas, o Instituto Delphos, estará realizando hoje à noite, isto mesmo, 10 de março, 20hs, um palestra intitulada " Mulheres que Amam Mulheres " (A Visibilidade social de Lésbicas), na rua Riachuelo, 1260, conjunto 02, passem lá, ainda dá tempo.
Pedimos desculpas antecipadas por não termos publicado antes o convite!

É madrugada...


* Klau Costa

"Fui chegando de mansinho...3 da manhã, ainda acordada, ainda encantada com Vó Maria, com sua cantoria, suas rezas, seus cadinhos... sua fala me deixou mais calada, mais tranquila, que sou capaz agora de acreditar em Duendes, eu heim?

Naquele congá modesto fui cuidar da asa ferida...das penas retorcidas, calcinadas do choro angustiado de longos dias...

Porém, teu telefonema chegou como chuva miúda na terra ressequida, tua voz cortou meu coração e um raio rasgou meu cérebro, finalmente!

Nesse momento meu coração saltou no peito e embalou meus sonhos, chorei.

Mexeu comigo, revirou meu estômago, fiquei desejando pecados de esquinas, noites de Lua Cheia, dias com o Sol mormacento no final de tarde e ainda penso...
este maldito sono que não vem, não será o mesmo, cansada que estou,
para relaxar resfrio minha bôca na cerveja gelada, revejo minha grade de trabalho, meu planejamento da semana e no domingo é nada de folga.

Não sei como, mas nossa música invade à minha sala, ocupa meu espaço, suas notas batem pelas paredes e a cantora repete " Garotas grandes não choram", droga, sacanagem de sincronia, quem ligou na FM?
Me indago, onde andas, onde moras, com quem estás e sei que para este sábado, quase madrugada de domingo, é demais, é demais...fui dormir"